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Brasil perde clássico contra os argentinos e fica sem pódio

Na volta à Olimpíada depois de dezesseis anos, o basquete masculino do Brasil, dono de três bronzes, não realizou o sonho de aumentar a coleção de medalhas

Por Giancarlo Lepiani, de Londres Atualizado em 8 out 2021, 12h38 - Publicado em 8 ago 2012, 17h52

O Brasil chegou para o duelo com quatro vitórias e apenas uma derrota. A equipe encarou o tradicional rival continental já sabendo que, mesmo que o derrotasse, dificilmente faria a final, já que os americanos estariam no caminho

O retorno do basquete masculino do Brasil à Olimpíada prometia boas surpresas, mas acabou numa decepção. Depois de um bom início no torneio olímpico, a seleção treinada por Rubén Magnano – que foi ouro com a Argentina na última edição em que os americanos foram derrotados – caiu nas quartas de final, contra a arquirrival Argentina, nesta quarta-feira, na North Greenwich Arena, em Londres: 82 a 77. Sem chance de disputar uma medalha, resta à equipe a imagem deixada pea campanha digna nos Jogos. Apontada como candidata ao pódio na chegada a Londres, a seleção brasileira fez bom papel, mas pegou um cruzamento difícil na fase eliminatória e amargou uma fim prematuro de suas ambições na competição. Ficou a sensação de que o Brasil (cuja equipe foi formada há muito pouco tempo, com a integração de seus principais jogadores em ação na NBA, Nenê e Leandrinho) tem qualidade suficiente na modalidade para voltar a ser respeitado em competições importantes, como acontecia no passado.

O Brasil chegou para o duelo com quatro vitórias e apenas uma derrota, para a Rússia, que passou para a semifinal ao bater a Lituânia também nesta quarta. Na rodada final da fase de grupos, a equipe fechou sua participação derrotando a Espanha num jogo cercado de controvérsias – os brasileiros disseram ter estranhado a postura dos adversários no final da partida. A suspeita era provocada pelo fato de que a seleção que perdesse teria um caminho mais fácil no torneio, pegando a França nas quartas e fugindo dos EUA na semifinal. Os espanhóis se disseram ofendidos com as suspeitas, mas os brasileiros encerraram o assunto afirmando que estavam satisfeitos porque honraram sua camisa. Por causa do resultado, a equipe treinada por Magnano encarou o tradicional rival continental nas quartas já sabendo que, mesmo que o derrotasse, dificilmente faria a final, já que os americanos estariam no caminho.

De qualquer forma, virou questão de honra para os brasileiros chegar à semifinal, recolocando o país na elite do basquete olímpico. Como previsto, no entanto, o time encarou um desafio duríssimo contra os vizinhos sul-americanos, derrotados pelo Brasil no Pré-Olímpico. O jogo foi marcado pelo equilíbrio desde o início. No primeiro quarto, nenhuma seleção conseguiu abrir grande vantagem no marcador – a partida era disputada ponto a ponto, com um duelo acirrado entre Marcelinho Huertas do lado brasileiro e Manu Ginóbili pelos argentinos. Alguns vacilos brasileiros no início do segundo período permitiram que a Argentina se distanciasse, mantendo uma diferença na casa dos cinco pontos por boa parte desse quarto. A seleção perdeu boas oportunidades de encostar no placar. Apesar do início promissor do time de Magnano, os argentinos foram para o intervalo vencendo por 46 a 40.

A diferença chegou a dois dígitos logo no início do terceiro período. E o Brasil já sabia que seria difícil alcançar os rivais caso eles abrissem uma boa vantagem – experiente e vencedora, a equipe argentina tinha quatro campeões olímpicos (em Atenas-2004) em seu quinteto titular (Ginóbili, Delfino, Nocioni e Scola). O Brasil tentou encurtar a vantagem argentina arriscando tiros da linha dos três pontos, mas seus principais chutadores não estavam num bom dia. Guilherme Giovannoni entrou bem na partida e ajudou o time a esquentar o duelo nos últimos cinco minutos. A pouco mais de um minuto do fim, a diferença era de apenas três pontos. Marcelinho Huertas, melhor jogador do Brasil no torneio, errou um arremesso de três pontos num momento crucial da partida. E a categoria argentina, principalmente com os veteranos Ginóbili e Delfino, foi decisiva para a equipe, bronze em Pequim-2008, segurar o placar até o fim.

O brasileiro Alex Garcia tenta cesta durante a partida contra a Argentina
O brasileiro Alex Garcia tenta cesta durante a partida contra a Argentina VEJA
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