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Belfort fala a VEJA sobre nocaute: ‘Foi um momento épico’

O lutador participou de hangout e respondeu ao vivo às perguntas dos leitores

Por Da Redação Atualizado em 7 out 2021, 12h07 - Publicado em 22 Maio 2013, 10h56

“Todo mundo está pedindo isso (uma chance de disputar o título). Quando você merece algo de verdade, nota que todo mundo quer aquilo, não só você. Já usei todos os meus truques do baralho. Agora é curtir e esperar o próximo show.”

O chute rodado que derrubou Luke Rockhold e abriu caminho para um nocaute espetacular foi um improviso de Vitor Belfort, que ensaiou o golpe no vestiário, pouco antes de subir no octógono. Em conversa com o site de VEJA na manhã desta quarta-feira, direto de sua casa, na Flórida, o atleta explicou como decidiu pelo movimento que roubou a cena no UFC de Jaraguá do Sul, no último sábado. “Durante o treinamento para a luta, não pratiquei esse golpe. “Mas dentro do vestiário, ouvi uma voz dentro de mim falando para treinar o golpe ali mesmo no camarim. Treinei umas seis vezes lá dentro. Na primeira vez, tentei e não acertei. Na segunda tentativa, deu certo.” O lutador disse que nem sequer seus treinadores esperavam que o duelo seria decidido daquela forma. “Surpreendi até meus treinadores quando comecei a treinar esse golpe no vestiário. Mas eles confiaram no meu instinto e deu tudo certo. Foi um momento épico não só para a gente mas também para todos os fãs, para todo mundo que assistiu à luta.”

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Com o resultado, Belfort acredita estar totalmente credenciado a atingir seu grande objetivo, uma nova disputa de cinturão. “Todo mundo está pedindo isso. Quando você merece algo de verdade, nota que todo mundo quer aquilo, não só você. Já usei todos os meus truques do baralho. Agora é curtir e esperar o próximo show.” O ex-campeão do UFC mostrou estar insatisfeito com os critérios usados pela franquia para definir os desafiantes dos campeões das duas categorias em que ele costuma lutar. “Fale três lutadores derrotados pelo Chris Weidman que o qualificaram para lutar com o Anderson Silva? E dê três nomes vencidos pelo Chael Sonnen para que tivesse a chance de pegar o Jon Jones? Minha pergunta é: qual é a qualificação necessária para disputar o cinturão? Para mim, nada é mais importante que os resultados. E minhas vitórias recentes foram todas convincentes.” Apesar de ter a convicção de que merece brigar pelo cinturão, Belfort repetiu que não desafiará Anderson nem pedirá uma revanche da luta em que foi derrotado pelo compatriota, em 2011.

“Seria uma coisa boa, mas por enquanto estou apenas curtindo minhas férias. Vou torcer pelo Anderson, que é um ícone brasileiro. E não importa o que o Vitor quer. É tudo um comum acordo. Como eu sou um soldado, e o soldado não escolhe a guerra, essa parte eu deixo para as cabeças pensantes”, disse o lutador, sorrindo. O atleta prevê no máximo duas semanas de descanso com a família. “Em breve já volto para a academia. Não consigo ficar longe. Além disso, já estou treinando aqui em casa mesmo, com as crianças. Daqui a pouco elas já vão querer dançar, jogar futebol americano… É atividade o dia inteiro”, brincou. Feliz com a ótima fase na carreira, Belfort disse confiar em mais um fim de semana positivo para os lutadores do Brasil no UFC 160, em Las Vegas. No card principal, Antonio Pezão tem a chance de tirar o título de Cain Velasquez, e Júnior Cigano tenta reencontrar o caminho das vitórias contra Mark Hunt. “Estou na torcida por todos eles. Acho que tanto o Pezão como o Cigano estão num momento bom. No sábado, o Brasil vai brilhar mais uma vez.”

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