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Alison dos Santos é medalha de bronze nos 400m com barreiras

Atleta brasileiro de 21 anos subiu ao pódio em sua estreia olímpica. O Ouro ficou com o norueguês Karsten Warholm, que bateu o novo recorde mundial

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 23 set 2021, 18h12 - Publicado em 3 ago 2021, 00h23

O atletismo brasileiro tem um novo ídolo: Alison dos Santos, o “Piu”, de 21 anos, confirmou as expectativas e conquistou o bronze nos 400 metros com barreira nos Jogos de Tóquio na madrugada desta terça-feira, 3, com o impressionante tempo de 46s72. O ouro ficou com o norueguês Karsten Warholm, que bateu o novo recorde mundial, com o tempo de 45s94. O americano Rai Benjamin foi prata com 46s17.

Alison, 2 metros de altura e passadas largas, já era recordista sul-americano e campeão do Pan de Lima de 2019, e havia feito o segundo melhor tempo da semifinal (47s31). Além disso, recolocou o Brasil em uma final dos 400m com barreiras, 21 anos depois da presença de Eronildes de Araújo, sétimo colocado em Sidney-2000, e foi o primeiro atleta do país a terminar a prova abaixo dos 48 segundos. No momento da decisão olímpica, o jovem natural de São Joaquim da Barra (SP) não sentiu a pressão e ainda melhorou consideravelmente seu tempo: terminou apenas 0.02s atrás do recorde mundial anterior.

“A primeira coisa que passou pela minha cabeça quando passei a linha é que agora eu sou um medalhista olímpico. Eu não corro só por mim, corro pelo meu treinador, pela minha família. Eu conversei com meus pais antes da prova e falei que tô correndo para eles. Louco para voltar pra casa. Pela minha mãe, minhas irmãs, por São Joaquim da Barra. Eu carrego o amor deles comigo, isso me encanta e me faz ir mais longe”, discursou o atleta à Rede Globo após a conquista.

À primeira vista, “Piu”, como é apelidado (em razão da semelhança com outros dois homônimos, um atleta e um morador de rua de sua cidade natal) chama a atenção pelas cicatrizes no rosto, resultado de um acidente doméstico com uma panela de óleo, quando tinha apenas dez meses de idade. No início, as marcas eram motivo de vergonha. Hoje, Piu é pura alegria e orgulho do que conquistou. No Japão, o corredor se destacou também por sua irreverência e pelas dancinhas em comemoração aos bons resultados.

Recentemente, Alison ganhou um novo apelido, “Malvadão”, após cantar e dançar o funk Chama o Teu Vulgo Malvadão, de MC Reizin, canção que também foi cantada por Rayssa Leal, a medalhista mirim do skate, em Tóquio. No Twitter, o perfil do Time Brasil puxou a hasgtah “PiuDay”, imitando os constantes #NeyDay, em apoio a Neymar, em jogos de Liga dos Campeões, e mobilizaram as redes sociais antes da conquista.

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Para chegar ao pódio, Alison dos Santos superou uma série de adversidades durante a pandemia do novo coronavírus. No período em que não pôde treinar no Centro Olímpico de Treinamento em Chula Vista, na Califórnia, nos EUA, se dividiu entre São Joaquim da Barra, onde adaptou seus treinamentos em uma rua de pouco movimento, e na capital paulista, onde passou a correr no Parque do Ibirapuera. Para piorar, sofreu algumas lesões e contraiu Covid-19 em janeiro deste ano, o que o fez perder o Troféu Brasil. Tudo ficou para trás e Piu já pode mirar um resultado ainda melhor nos Jogos de Paris-2024.

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