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Agora é com ele: David Luiz espera decidir outra vez

Ele pode até não ser o melhor jogador desta Copa do Mundo, como afirma o controverso ranking estatístico divulgado por um dos parceiros comerciais da Fifa. É inegável, porém, que o zagueiro David Luiz é um dos grandes personagens da competição. Nesta sexta-feira, em Fortaleza, o paulista de Diadema, 27 anos, recém-contratado pelo Paris Saint-Germain, […]

Por Da Redação Atualizado em 6 out 2021, 14h51 - Publicado em 5 jul 2014, 05h07

Ele pode até não ser o melhor jogador desta Copa do Mundo, como afirma o controverso ranking estatístico divulgado por um dos parceiros comerciais da Fifa. É inegável, porém, que o zagueiro David Luiz é um dos grandes personagens da competição. Nesta sexta-feira, em Fortaleza, o paulista de Diadema, 27 anos, recém-contratado pelo Paris Saint-Germain, teve papel decisivo na classificação do Brasil à semifinal. O gol da vitória contra a Colômbia, em um momento delicado da partida, saiu de seu pé direito, numa surpreendente cobrança de falta da intermediária. “Acho que foi minha genética”, disse o defensor ao ser questionado por um jornalista estrangeiro sobre sua batida, de chapa, fazendo a bola cumprir uma trajetória que costuma desorientar os goleiros. “No Brasil se diz que é o pé dez para as duas”, brincou, sobre a pisada levemente aberta. Sorridente e brincalhão fora de campo, David Luiz se divertiu ao aparecer para receber o prêmio de melhor da partida, fazendo piadas com o técnico Luiz Felipe Scolari e tentando aliviar o ambiente depois de mais uma partida muito tensa. Falou sério na hora de comentar o duelo com os alemães, terça-feira, no Mineirão (“Grande time, grande filosofia de jogo, grandes atletas, grande técnico e grande semifinal”) e ao garantir que não se preocupa com a ausência de seu parceiro de zaga, Thiago Silva, que está suspenso.

“Os outros dois que podem jogar no lugar dele, Henrique e Dante, são grandes atletas. Ambos se prepararam da mesma forma que nós e têm a mesma fome, ou até maior. Sempre sonharam em defender o Brasil numa Copa do Mundo e estarão prontos. �A gente sente falta, sim, do nosso� capitão, mas temos dois bons substitutos para esse homem iluminado que é o Felipão escolher”, disse, ao lado do técnico, que sorriu. David, que já havia mostrado sua solidariedade ao abraçar James Rodríguez, consolando o jovem craque colombiano e pedindo os aplausos dos cearenses ao artilheiro da Copa na saída do gramado, só deixou de lado a postura irreverente ao ser avisado de que Neymar estava fora do torneio. Ele reforçou os pedidos para que a equipe conquiste o título pelo camisa 10 e deixou claro que não teme a responsabilidade que está depositada sobre seus ombros desde já – afinal, com Neymar e Thiago fora de campo, é o zagueiro cabeludo o principal jogador brasileiro na decisão de uma vaga na final. Ele se disse tranquilo com a perspectiva de usar a braçadeira de capitão e liderar a equipe em seu desafio mais duro no Mundial. Como deixou claro na comemoração explosiva do gol de falta, seu segundo no torneio, David Luiz pode até brincar quando está longe da bola, mas transforma-se num gladiador a cada vez que entra numa partida. Contra os alemães, será ele o termômetro e a principal referência do time.

(Giancarlo Lepiani, de Fortaleza)

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