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Adiamento de reconstituição em Oruro revolta corintianos

Torcedores que esperam ser soltos reclamam da lentidão da justiça boliviana

Por Da Redação Atualizado em 7 out 2021, 15h33 - Publicado em 9 abr 2013, 10h34

Ao contrário de seus clientes, Sérgio Marques, advogado brasileiro que também atua na defesa dos corintianos, comemorou o adiamento. Ele tenta evitar a ida dos presos ao estádio por entender que haveria outras etapas do processo a serem cumpridas

O adiamento, para a quinta-feira da próxima semana, da reconstituição da morte do garoto Kevin Espada, de 14 anos, revoltou os doze corintianos presos na Bolívia desde o dia 20 de fevereiro. A visita ao local da morte de Kevin aconteceria na segunda-feira. O Estádio Jesús Bermúdez fica a apenas 200 metros da Penitenciária San Pedro, onde eles estão detidos. Segundo Miguel Blancourt, advogado boliviano que defende os brasileiros, o motivo do adiamento foi a ausência de familiares de Kevin e de um perito de La Paz. A versão foi confirmada pelo advogado do San Jose, Marco Jamies. Os corintianos reclamaram da decisão. “Isso é uma palhaçada. Na Bolívia, a justiça anda na mesma velocidade de uma tartaruga de ré. Ficam arrumando desculpas para nos deixar na cadeia”, disse Tadeu Macedo Andrade, diretor financeiro da organizada Gaviões da Fiel.

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Na Bolívia, a confissão do menor corintiano não convence

Fábio Neves Domingos, presidente da Pavilhão Nove, também se disse indignado. “Somos inocentes. Fomos sequestrados”. Os presos disseram que a reconstituição da segunda-feira seria a oportunidade de eles darem sua versão do crime e esclarecer dúvidas da polícia boliviana para conseguir a prisão domiciliar – uma casa foi alugada pela Gaviões da Fiel em Cochabamba. Cinco deles alegam que nem sequer estavam dentro do estádio no momento do disparo do sinalizador, aos cinco minutos do primeiro tempo. Toda a estrutura para a reconstituição foi montada. Algemados em duplas, os doze corintianos deixaram a penitenciária em dois caminhões abertos e foram encaminhados à sede do Ministério Público, no centro da cidade. Depois, foram levados ao estádio.

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Os torcedores esperaram duas horas no setor localizado abaixo da arquibancada onde Kevin morreu até serem informados de que a reconstituição seria adiada. Ao contrário de seus clientes, Sérgio Marques, advogado brasileiro que também atua na defesa dos corintianos, comemorou o adiamento. Ele tenta evitar a ida dos presos ao estádio por entender que haveria outras etapas do processo a serem cumpridas. Marques pretende requerer que o menor que prestou depoimento na Vara da Infância e da Juventude de Guarulhos como autor do disparo do sinalizador se apresente à Justiça boliviana. Se isso não acontecer, Marques solicitará que ele preste depoimento na Embaixada da Bolívia no Brasil.

(Com Estadão Conteúdo)

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