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A torcida na casa de James Rodríguez

Na casa dos avós de James Rodríguez, a partida contra a seleção brasileira começou com um bolão, se seguiu com o “delay” da televisão e terminou em lágrimas

Por Alexandre Salvador Atualizado em 6 out 2021, 14h50 - Publicado em 5 jul 2014, 09h47

A cor amarela predominante, que invadiu as ruas da cidade de Ibagué, na Colômbia, nesta sexta-feira, poderia compor o cenário de uma cidade do interior de São Paulo, ou um bairro de subúrbio carioca, em dia de jogo do Brasil. Mas além do amarelo estava ali também o vermelho e o azul. A bandeira e a camisa da seleção colombiana estavam por toda parte e em uma região especial da cidade havia uma torcida especial. Em um condomínio fechado, com casas recém-construídas e de arquitetura distinta do restante do município, estavam reunidos os amigos, os vizinhos e os familiares de James Rodríguez, o craque da seleção, que passou a maior parte de sua infância na cidade a 213 quilômetros da capital Bogotá.

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A anfitriã da reunião de mais de 70 pessoas era Patrícia Rubio, a tia de James, e uma das mais confiantes na vitória colombiana. Porém, nos últimos dias, a confiança dos ibaguerenhos no “Castelazo”, como os jornais locais se referiam a uma possível derrota do Brasil, foi se esvaindo. Na quarta-feira, não havia dúvidas de que a colômbia venceria… Antes da partida, foi feito um bolão entre os 15 convidados, ao preço de 5 000 pesos colombianos cada (cera de 6 reais por pessoa).

Antes da partida começar, a primeira comemoração: o sucesso de sintonia da televisão via satélite. Uma segunda tela, menor, estava ligada a uma antena convencional – mas mal funcionava, estava cheia de chuviscos e com imagem e som adiantados em relação à TV a cabo – o delay. A avó de James, Rosa Miryan, fez novena antes da partida e chorou depois do primeiro gol do Brasil.

O avô de James, Alcides Rubio, aguentou apenas metade do primeiro tempo. Saiu sem ser percebido para fumar e espiar a televisão sem que ninguém o molestasse. “Fique tranquilo, quando o Jackson Martínez entrar, ele vai marcar. Ele, James e Cuadrado”, disse o avô. Aos 40 minutos da segunda etapa, Alcides se retirou novamente e não voltou mais.

Apesar dos grito de “Si, se puede”, o apito final do juiz espanhol determinou a choradeira entre os convidados da família de James Rodríguez, misturada a críticas ao árbitro. “O que me contenta nesse momento é que James é um dos goleadores do Mundial e ainda pode marcar seu nome nesta competição”, disse a avó. E ninguém levou o bolão de 75 000 pesos colombianos (algo como 90 reais).

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