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Corinthians x Boca tem ato nazista, racismo e pedra no ônibus

Clássico entre times de Brasil e Argentina teve novos episódios condenáveis extracampo, reforçando clima de tensão

Por Da redação Atualizado em 29 jun 2022, 10h09 - Publicado em 29 jun 2022, 10h05

Pela terceira vez nesta Libertadores, atos extracampo condenáveis marcaram o encontro entre Corinthians e Boca Juniors, que terminou com empate por 0 a 0 na última terça-feira, 28, na Neo Química Arena, em São Paulo. Ainda a caminho do estádio, o ônibus que levava a delegação argentina foi apedrejado, e um integrante da comissão ficou levemente ferido. Já com o jogo acontecendo, dois torcedores do Boca foram presos por injúria racial por imitar um macaco, e outro ficou detido após saudação nazista. Liberado inicialmente, o torcedor que fez alusão ao movimento supremacista alemão voltou à prisão por apologia ao nazismo, crime inafiançável, segundo o jornalista Tomás Rosolino.

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O jogo anterior em Itaquera, pela fase de grupos, já havia contado com uma prisão por injúria racial (artigo 140, parágrafo 3º), enquanto a partida na Bombonera também foi marcada por atos racistas da torcida argentina. Desta vez, mais episódios tomaram as manchetes.

Outras três pessoas foram levadas à delegacia do estádio, mas, por falta de provas, não foram detidas. Relatos de torcedores afirmam que torcedores imitavam macacos e corriam rapidamente para a aglomeração na torcida visitante.

Os dois jogos entre as equipes, na fase de grupos, foram palcos de atos racistas – e impunidade. Na primeira partida, dia 26 de abril, em São Paulo, um argentino foi enquadrado no crime de injúria racial, mas solto em poucas horas. O homem ainda zombou do acontecido e voltou a fazer publicação de teor racista voltando para seu país. O segundo jogo, em 17 de maio, não foi diferente. Um torcedor do Boca Juniors foi flagrado imitando um macaco em direção à torcida do Corinthians.

O novo código disciplinar da Conmebol determina que uma multa de 100 mil dólares (523 mil reais) seja aplicada em casos de racismo. Além disso, há a possibilidade de que esses clubes sejam proibidos de jogar um ou mais jogos com a torcida no estádio. Entretanto, a entidade optou por aplicar apenas a punição financeira e a obrigatoriedade de divulgar a mensagem “Basta de racismo” ao Boca. A reincidência dos torcedores mostra que não foi suficiente.

Antes da nova versão do código disciplinar, o Boca Juniors foi punido em 30 mil dólares (cerca de 156 mil reais) pelo ato da primeira partida. No mesmo evento, o Corinthians recebeu punição de 63 mil dólares (329 mil reais) por atraso e sinalizadores.

Torcedor do Boca detido por racismo na Neo Química Arena
Na fase de grupos, torcedor argentino foi preso por injúrias raciais – Fernando Bizerra/EFE

Os casos criam uma tensão ainda maior para a partida de volta, a ser disputada no dia 2 de julho, em La Bombonera. O estádio que cria clima de “caldeirão” já foi palco de muitos casos de mau comportamento da torcida, como objetos atirados no gramado e ataque de gás a jogadores do River Plate, o que resultou na eliminação do Boca da Libertadores de 2015. Dentro de campo, o duelo decidirá o classificado para as quartas de final.

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