CLIQUE E RECEBA EM CASA A PARTIR DE R$ 12,90/MÊS

Boca pede que torcida não cometa racismo em decisão com o Corinthians

Com casos de discriminação nos três encontros entre as equipes no ano, decisão preocupa diretoria argentina; confronto começa às 21h30 (de Brasília)

Por Da redação Atualizado em 5 jul 2022, 16h18 - Publicado em 5 jul 2022, 16h14

Horas antes do decisivo confronto entre Boca Juniors e Corinthians, pelas oitavas de final da Libertadores, a diretoria do clube argentino divulgou um comunicado pedindo que torcedores xeneizes não cometam manifestações racistas na partida desta terça-feira, 5, às 21h30 (de Brasília), em La Bombonera. Todos os três encontros entre argentinos e brasileiros nesta temporada foram marcados por registros de ofensas raciais, resultando na prisão de torcedores.

Assine #PLACAR digital no app por apenas R$ 6,90/mês. Não perca!

“O Boca Juniors chama mais uma vez à reflexão os torcedores para viver a partida desta terça na Bombonera com paixão, mas longe de todo tipo de manifestação racista”, iniciou dizendo o clube no comunicado.

“Esta nova partida contra uma equipe do Brasil representa outra oportunidade para rechaçar qualquer ato xenófobo que ataque os direitos de qualquer grupo e para demonstrar o aprendizado dos episódios recentes, que não apenas causam dano à imagem do clube como também à economia. O Boca, vale dizer mais uma vez, não discrimina”, completou em outro trecho.

O clube argentino lembra que a Conmebol anunciou ter endurecido penalidades com a criação de um novo Código Disciplinar, que agora prevê multa mínima de 100 mil dólares (500 mil reais) e suspensões de jogadores, perda de mando de campo, a imposição de portões fechados para clubes punidos e até banimento do torneio.

Continua após a publicidade

“Cabe recordar mais uma vez que a Conmebol endureceu severamente as multas aos clubes participantes em casos de racismo e que a reiteração destes comportamentos não apenas podem acarretar penas econômicas maiores, mas também até o fechamento do estádio. Da mesma forma, de parte do clube esse tipo de conduta implica uma ação que pode ser passível das sanções mais duras previstas no estatuto, como a expulsão da condição de sócio ou sócia”, afirmou.

Os dois jogos entre as equipes, na fase de grupos, foram palcos de atos racistas – e impunidade. Na primeira partida, dia 26 de abril, em São Paulo, um argentino foi enquadrado no crime de injúria racial, mas solto em poucas horas.

Árbitro Christian Ferreyra durante Boca x Corinthians na Bombonera
Corinthians e Boca Junios se enfrentaram também pela fase de grupos – ALEJANDRO PAGNI/AFP

O homem ainda zombou do acontecido e voltou a fazer publicação de teor racista voltando para seu país. O segundo jogo, em 17 de maio, não foi diferente. Um torcedor do Boca Juniors foi flagrado imitando um macaco em direção à torcida do Corinthians.

Já no último encontro, no empate sem gols em São Paulo, dois torcedores do Boca foram presos por injúria racial por imitar um macaco, e outro ficou detido após saudação nazista. Liberado inicialmente, o torcedor que fez alusão ao movimento supremacista alemão voltou à prisão por apologia ao nazismo.

Assine o Amazon Prime e garanta 30 dias grátis de acesso ao Prime Video e outras vantagens

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

MELHOR
OFERTA

Digital no App

a partir de R$ 9,90/mês

Impressa + Digital no App

a partir de R$ 12,90/mês