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Tite critica ‘mão de Deus’ de Maradona e cultura de ‘ser o mais esperto’

Treinador da seleção brasileira lembrou lance do ídolo rival na Copa do México ao falar sobre necessidade de correção de injustiças no futebol

Por Da redação Atualizado em 20 jun 2022, 16h20 - Publicado em 20 jun 2022, 14h51

Tite voltou a entrar em assuntos polêmicos relacionados a Argentina meses antes da Copa do Mundo. Em entrevista ao podcast Podpah nesta segunda-feira, 20, o treinador mencionou o gol de mão de Diego Armando Maradona (1960-2020), nas quartas de final da Copa do Mundo do México, em 1986, como um dos casos de injustiças do futebol ao ser questionado se é favorável a utilização do VAR. Alcunhado por La Mano de Dios, o lance garantiu a vitória por 2 a 1 na competição que posteriormente terminaria com o título argentino.

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“Sim, sim, sim, é a justiça, é a correção. Se nós vamos interpretar de forma errada, ou melhor, é um outro aspecto. Você imagina se a gente vai para uma Copa do Mundo e somos eliminados com uma bola que bate dentro do gol e sai? Foi o caso da Inglaterra contra a Alemanha [em 2010]. Imagina o técnico da seleção inglesa quando o Maradona faz um gol com a mão e foi eliminado? E aí ele se manifesta depois, acho que é o Bobby Robson: ‘As pessoas falam que é a mão de Deus, mas essa mão me tirou a possibilidade de classificação. O meu trabalho’ “, desabafou o treinador.

“O esporte tem outras formas de ter emoção. É sendo melhor, com caneta, com drible, com finta, com chapéu, tem outras situações. Não do enganar, não o da mentira, não o de ser o mais esperto. Não do erro para justificar a vitória”, completou.

Após a frase, o treinador ainda rebateu ao comentário de um dos integrantes de que “isso faz parte do futebol”: “É? Faz parte do futebol, sim, mas compete a nós colocarmos justiça e termos atributos… quanto hoje você precisa de uma mídia para divulgar o seu trabalho em condições melhores? Um aparato que tem o melhor som, o melhor áudio, a melhor imagem… é para nós também”.

Tite também foi lembrado por César Sampaio de um episódio envolvendo uma partida diante do Equador em que o árbitro colombiano Wilmar Roldán roubou a cena ao cometer uma série de decisões equivocadas na revisão de lances, com dois pênaltis anulados, expulsões e mais de 31 minutos de acréscimos.

Principal algoz de Tite na seleção, a Argentina incomoda o treinador além das três derrotas nos sete encontros. Desde o “Clássico da Anvisa”, quando em 5 de setembro de 2021, pelas Eliminatórias da Copa fiscais da Anvisa invadiram o campo da Neo Química Arena em São Paulo e paralisaram o jogo, o treinador acumula declarações ácidas quando o assunto é a maior rival do Brasil.

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Vice-campeão da Copa América, a seleção brasileira buscou amistoso contra a “pedra no sapato” para a última data Fifa. Entretanto, o encontro foi cancelado e Tite expressou irritação durante entrevista coletiva: “Tenho opinião, mas vou guardar…” As seleções têm a continuidade do jogo cancelado pela Anvisa marcada para setembro, mas ainda não há sede e data exata.

Esquenta ainda mais o clima entre as seleções recentes desavenças como a polêmica discussão entre Tite e Messi, em 15 de novembro de 2019, durante partida amistosa em Riade, na Arábia Saudita. Os dois chegaram a trocar insultos em campo.

Lionel Messi e seus colegas posam com a taça da Copa América -
Lionel Messi e seus colegas posam com a taça da Copa América – Juan I. Roncoroni/Getty Images

“Eu só reclamei porque era para ele tomar cartão e ele me mandou calar a boca, depois eu mandei ele calar a boca. E acabou. Não quero responder isso para não colocar situações”, explicou Tite na ocasião.

Meses antes, o treinador já havia subido o tom contra a declaração do craque argentino de que a Copa América estava arranjada para o Brasil vencer. “Um pouco mais de cuidado e respeito”, rebateu.

Em novembro, o empate sem gols entre Brasil e Argentina, pela 14ª rodada das Eliminatórias, ficou marcado pelo polêmico lance entre o zagueiro Nicolás Otamendi e o atacante Raphinha. O defensor argentino acertou uma cotovelada no rosto do jogador brasileiro, que passou a sangrar imediatamente após o golpe. A análise do VAR entendeu apenas como um “golpe de intensidade média”, passível de cartão amarelo.

Brasil e Argentina voltam a se enfrentar após clássicos tensos -
Polêmico lance entre Raphinha e Otamendi – Marcos Brindicci/Getty Images

Tite não escondeu sua revolta com a arbitragem. O treinador gaúcho tratou como “inconcebível” o fato de o VAR não ter recomendado a expulsão do jogador argentino. “É impossível, vou repetir: é impossível não ver a cotovelada do Otamendi no Raphinha. Não estou falando de resultado de jogo, mas quem quer ter isenção na análise, ela é muito clara”, esbravejou.

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