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Como será a candidatura conjunta da América do Sul pela Copa de 2030

Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai formalizaram proposta e agora lutam para conseguir aprovação da Fifa; entenda como está a disputa

Por Da redação Atualizado em 17 jun 2022, 04h09 - Publicado em 17 jun 2022, 04h05

Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai formalizaram na última quinta-feira, 16, a aguardada candidatura conjunta para sediar a Copa do Mundo em 2030. O pleito envolvendo os quatro países da América do Sul é uma manobra inédita e promete desencadear uma espécie de queda de braço nos bastidores para desbancar outra candidatura conjunta: a de Espanha e Portugal, apontada por jornais europeus em abril como “favorita absoluta”.

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Até aqui, somente duas nações já dividiram a organização de um mundial e em uma única oportunidade – em 2002, quando a competição foi realizada na Coreia do Sul e no Japão. Em 2026, Canadá, Estados Unidos e México receberão o torneio.

A articulação para que a Copa volte ao continente – a última vez ocorreu quando sediada pelo Brasil, em 2014 – fez parte dos discursos de reeleição do atual presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

“Para nós, o Mundial de 2030 tem um significado histórico de reconhecer onde começou tudo. Isso não tira o mérito de que outros países podem se candidatar e vamos ver o que se dirá. Mas queremos que volte à América do Sul porque foi onde começou e a Fifa tem responsabilidade com a história”, disse o dirigente paraguaio à rádio Cadena Ser em março.

Domínguez iniciará o terceiro mandato consecutivo à frente da principal entidade sul-americana com apoio unânime de todas as dez confederações que compõem o quadro de associados e permanência até 2027. A tendência é que a decisão sobre quem sediará a Copa aconteça até 2024.

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Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol
Presidente da Conmebol tenta conseguir feito – Norberto Duarte/AFP

A edição de 2030 é considerada ainda mais especial, pois marcará o centenário da primeira edição, disputada em 1930, no Uruguai. Desde o último mês, circulam informações sobre a possibilidade do Uruguai fazer partida inaugural e até mesmo os jogos de seu grupo atuando no país. A proposta atenderia à todos, mas é vista como improvável.

Pesa contra o pleito sul-americano as dificuldades impostas com relação a infraestrutura e obras de entorno exigidas feitas pela Fifa. A entidade tem como pré-requisitos estádios com capacidade mínima entre 40 mil e 80 mil lugares, hotéis e áreas de treinos avalizadas para as equipes.

Uma reunião no próximo mês, em Montevidéu, deve discutir as possibilidades. Segundo o vice-presidente paraguaio, Hugo Velázquez, já há possibilidade do financiamento das obras.

“Também tivemos a presença do representante do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), que se ofereceu para estabelecer a possibilidade de financiar essas obras de infraestrutura que seriam apresentadas nos diferentes países”, explicou Velázquez.

Até aqui, em 21 edições já disputadas, cinco delas ocorreram na América do Sul: Uruguai (1930), Brasil (1950 e 2014), Argentina (1978) e Chile (1962). A próxima edição, entre novembro e dezembro deste ano, acontecerá no Catar.

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