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O brilho de Biro, destaque do Corinthians na Copinha, nos tempos de sub-13

Hoje com 17 anos, habilidoso jogador canhoto brilhou diante do rival Palmeiras, em 2017, sob os olhares de PLACAR

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 13 jan 2022, 17h26 - Publicado em 13 jan 2022, 08h59

Maior campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior com dez troféus, o Corinthians segue na disputa em 2022, depois de golear o Ituano por 5 a 0 na última quarta-feira, 13, em São José e chegar à terceira fase. Dentre os diversos talentos em quem o técnico do elenco profissional, Sylvinho, está de olho, um deles desponta há anos como joia alvinegra: Guilherme Biro. O atleta de 17 anos, que pode atuar como lateral-esquerdo ou meio-campista, ainda não marcou na competição, mas chama a atenção por sua criatividade e classe. Em junho de 2017, a reportagem de PLACAR teve o primeiro contato com o habilidoso jogador canhoto, então capitão do Corinthians sub-13, em um animado dérbi diante do Palmeiras, no Parque São Jorge. 

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A reportagem, que mostrava a realidade do futebol entre adolescentes, com arquibancadas repletas de olheiros e empresários, segue disponível na íntegra no site de VEJA (clique aqui para ler). Ao chegar ao estádio, integrantes do Corinthians e torcedores (em sua maioria, parentes dos garotos) já avisavam em quem ficar de olho: “o 10, cabeludinho”. Biro logo deu seu cartão de visitas diante do rival, ao marcar um golaço naquele empate em 1 a 1.

“Um deles já chama muita atenção: nascido em Campinas em 2004, Guilherme Cunha, o Biro (por causa do corte de cabelo semelhante ao do ex-jogador Biro-Biro), é o camisa 10 e capitão do Corinthians sub-13: habilidoso meia canhoto, abriu o placar do dérbi mirim depois de dar um corte seco e acertar um belo chute rasteiro da entrada da área”, narrou a reportagem.

“Comemorou com a torcida depois de chutar a bandeira de escanteio, como tantas vezes fez o ídolo corintiano Marcelinho Carioca. Aos 13 anos, Biro já é visto como um talento em potencial e dentro de alguns anos pode pintar na equipe principal. ‘Com essa crise que assola o mundo todo, os clubes não conseguem mais contratar e nossa ideia é que o Corinthians volte a ser seu próprio fornecedor de talentos’, afirma Célio Silva, ex-zagueiro famoso na década de 90 por seu potente chute e que retornou ao Corinthians em 2017 como treinador das equipes de base.”, dizia outro trecho.

Corinthians e Palmeiras se enfrentam no Campeonato Paulista sub-13 no Parque São Jorge
Corinthians e Palmeiras se enfrentam no Campeonato Paulista sub-13 no Parque São Jorge Heitor Feitosa/VEJA

A reportagem mostrou que, apesar de mal terem entrado na adolescência, aqueles garotos já lidavam com assédio de empresários e patrocinadores.

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“Assim como Biro e Mina, porém, muitos dos garotos do sub-13 já têm empresários ou uma equipe de profissionais gerenciando suas carreiras. Ou ao menos um acordo com fornecedores de material esportivo – suas coloridíssimas chuteiras são modelos de última geração, que podem custar até 1.000 reais. ‘Eu não sou contra o empresário, o problema é a lei. O clube deveria ter mais direitos sobre o jogador, pelo menos até ele chegar ao profissional, porque os gastos que o clube tem na formação são muito altos’, diz Márcio Bittencourt, ex-jogador e técnico do Corinthians, que hoje trabalha na captação de talentos”

No caso do Corinthians, até a cor da chuteira faz parte do código de conduta interno: calçados verdes (a cor do rival Palmeiras) estão vetadas em todas as categorias, inclusive no time profissional. Certa vez, um menino do sub-13 teve de trocar a chuteira que tinha as travas verdes no intervalo, por causa da implicância de um torcedor fanático na arquibancada.”

A reportagem termina com um conselho de outra cria do “terrão”, como é conhecida a categoria de base do Corinthians: Gilmar Fubá, morto em 2021 com um tipo raro de câncer, que na época trabalhava na captação de talentos. “No dia seguinte, contariam aos colegas da escola a emoção de disputar um dérbi. ‘A preocupação nessa idade não é o resultado, mas afastar os meninos das coisas erradas, dar alimentação, estudo, e formar homens de caráter’, diz Gilmar Fubá.

Biro já chegou a treinar com o elenco profissional no ano passado e deve receber novas chances após a Copinha. Na terceira fase, a última antes das oitavas de final, o Corinthians enfrentará o Resende. A decisão acontece, como sempre, no dia 25 de janeiro, aniversário da capital paulista, ainda sem local definido (o Pacaembu, palco habitual das decisões, está em reformas).

Biro, atuando pelo Corinthians sub-13 em 2017
Biro, atuando pelo Corinthians sub-13 em 2017 Heitor Feitosa/VEJA
Biro, atuando pelo Corinthians sub-13 em 2017
Biro, atuando pelo Corinthians sub-13 em 2017 Heitor Feitosa/VEJA
Biro, atuando pelo Corinthians sub-13 em 2017
Biro, atuando pelo Corinthians sub-13 em 2017 Heitor Feitosa/VEJA
Biro, atuando pelo Corinthians sub-13 em 2017
Biro, atuando pelo Corinthians sub-13 em 2017 Heitor Feitosa/VEJA
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