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#TBT Placar Toda quinta-feira, um tesouro dos arquivos de nossas cinco décadas de história

Futebol 5 estrelas: como PLACAR narrou o penta há exatos 20 anos

Vitória sobre a Alemanha teve redenção de Ronaldo, falha de Kahn e debate sobre quem foi o melhor jogador do Mundial na Coreia e no Japão

Por Da redação Atualizado em 6 jul 2022, 16h31 - Publicado em 30 jun 2022, 07h00
Capa da revista Placar Pôster Brasil, Pentacampeão Mundial, edição 1231A, de junho de 2002 -
Capa da revista Placar e Pôster Brasil, Pentacampeão Mundial, edição 1231A, de junho de 2002 – //Reprodução

Há duas décadas, no dia 30 de junho de 2002, a seleção brasileira conquistou a Copa do Mundo pela quinta e última vez em sua história, se consolidando como a maior campeã do torneio. A finalíssima contra a Alemanha teve o protagonismo de Ronaldo, autor dos gols do triunfo por 2 a 0, em Yokohama, no Japão. O blog #TBT PLACAR, que todas as quintas-feiras recupera um dos tesouros de nossos arquivos, relembra como a revista narrou o pentacampeonato no pôster especial do Mundial da Ásia.

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O Brasil terminou aquela edição invicto, com sete vitórias, em sete jogos, 28 gols marcados e quatro sofridos. A revista pôster tratou imediatamente de uma polêmica que perdura até hoje: “Ronaldo ou Rivaldo? Quem foi o melhor jogador da Copa de 2002? Por mais que cada um tenha o seu palpite e a sua certeza, não há uma verdade. O critério emocional manda a taça ir para Ronaldo. O homem que marca dois gols em uma final de Copa do Mundo contra uma equipe tricampeã já mereceria”, destacou.

O Fenômeno, então com 25 anos, terminou a competição como artilheiro, com oito bolas na rede. A revista exaltou a redenção do camisa 9, que foi reserva na Copa de 1994, bateu na trave em 1998 após sofrer uma convulsão horas antes da final contra a França, e nem sequer disputou as Eliminatórias para 2002 em razão das graves lesões no joelho que enfrentou.

Relembre, abaixo, os textos daquela edição especial:

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Ronaldo x Rivaldo

Ronaldo Nazário de Lima fez mais. Contrariando médicos, comentaristas e a patuléia em geral, ele conseguiu voltar. Precisaria fazer oito gols para igualar Pelé, o maior artilheiro do Brasil em Copas. Fez oito gols.

E Rivaldo, o que dizer do pernambucano que sempre andou acompanhado das palavras omisso, sumido e dorminhoco nos últimos anos? Nem Ronaldo fez tanto pelo título quanto ele. Cinco gols e participação efetiva em toda a campanha. Bem marcado por Ramelow, fez menos na final. Mas o seu menos é mais para a maioria. Foi dele que saiu o chute do primeiro gol. Ele não teve medo de Kahn, experimentou e a bola sobrou limpinha para Ronaldo. No segundo, um escândalo. Não se faz um corta-luz desses em uma final de Copa do Mundo!”

Onze craques

A polêmica é ótima. Mas no fundo, no fundo, que diferença faz? Ronaldo e Rivaldo foram brilhantes e fundamentais para conquistar uma taça improvável há um ano. O Brasil sofreu mais do que o esperado contra uma grande Alemanha, que fez o melhor dos seus sete jogos.

A defesa brasileira, que tanta água fez nos primeiros jogos, foi perfeita. Roque Jr. gigante, Lúcio anulou Klose, Edmílson cuidou dos outros. Marcos tapou o gol, salvou a lavoura ao defender a cobrança de falta de Neuville que ainda bateu na trave.

Laterais eficientes e participativos, Gilberto Silva infalível. Kléberson merece mais do que uma frase. Depois que ele entrou no finalzinho do jogo contra a Bélgica, o Brasil não foi mais o mesmo. Ele deu consistência ao meio-campo e proteção à defesa. Merecia ter feito o seu gol também na final.

Rivaldo foi fundamental para o pentacampeonato em 2002 -
Rivaldo foi fundamental para o pentacampeonato em 2002 – Bob Thomas/Getty Images

Um pedaço de Brasil em Yokohama

O jogo já parecia do Brasil, bem antes da bola rolar. Além de ser maior (brasileiros e japoneses simpatizantes davam de 3 a 1 nos adversários alemães), a torcida verde-amarela fazia uma festa descontraída. Os 30 minutos que antecediam a final em nada lembravam 1998. Na França, o clima era nervoso, travado, como se antecipasse o que aconteceria depois. Em Yokohama, não. Era a descontração dos que sabem que são melhores, dos que não temem.

Paredão alemão, mas humano

Quando o jogo começou, porém, os brasileiros descobriram que o relaxamento era exagerado. Ponto para o técnico Rudi Völler, que conseguiu armar uma equipe diferente da Alemanha dos jogos anteriores. Pela primeira vez, os alemães tinham muitos atacantes para marcar. E eles não só conseguiram parar Ronaldos e Rivaldo, como adiantaram a marcação, ficaram com a posse de bola.

Criar chances já era demais. Todas as bolas perigosas foram do lado brasileiro. Cinco boas chances, para ser mais preciso. Três de Ronaldo, duas de Kléberson. E aí valeu o talento e, principalmente a fama, do goleirão Oliver Kahn. Na primeira oportunidade que teve, Ronaldo viu um chucrute gigante crescendo na frente dele e tentou colocar a bola longe. Conseguiu, longe do gol. Depois Kléberson apareceu livre e chutou tão distante das mãos de Kahn que a bola saiu por muito.

Dias e dias de propaganda alemã surtiam efeito. Apenas no finalzinho do primeiro tempo Kléberson esqueceu quem estava catando. Mirou o ângulo e chutou como se estivesse enfrentando o Iraty na Baixada. Bola no travessão, muito longe das mãos de Kahn. Ele não era imbatível, se a bola fosse um pouquinho mais baixa era gol na certa. O segundo tempo provaria que ele era um fantástico goleiro, mas humano.

Fenômeno fez oito gols e liderou seleção no penta -
Fenômeno fez oito gols e liderou seleção no penta – Matthew Ashton/Getty Images

Futebol-show do novo milênio.

O Brasil de Felipão terminou a Copa com sete jogos, sete vitórias, o goleador e o melhor jogador da Copa, 18 gols marcados, um a menos que a grande equipe de 70. Não foi o futebol-show de 70, claro, mas talvez tenha sido o futebol-show do novo milênio. Uma equipe marcadora que trabalha duro para que a bola chegue aos pés dos craques. E quando ela chegou redonda, o Brasil de 2002 fez exatamente o mesmo que os nossos grandes craques do passado faziam. Ronaldo que o diga.

FINAL

30/6 Yokohama (Japão)

Brasil 2 X 0 Alemanha

J: Pierluigi Collina (Itália); P: 69 029; G: Ronaldo 23 e 34 do 2º; CA: Roque Júnior e Klose

Brasil

Marcos (8)

Lúcio (7,63)

Roque Júnior (8,38)

Edmílson (7,5)

Cafu (7,5)

Gilberto Silva (7,25)

Kléberson (8,5)

Ronaldinho Gaúcho (6,88)

(Juninho 40/2) s/n

Roberto Carlos (7,25)

Rivaldo (8)

Ronaldo (9)

(Denilson 44/2)s/n

T: Luiz Felipe Scolari

Alemanha

Kahn (5,75)

Linke (6,63)

Ramelow (7,13)

Metzelder (6,38)

Frings (6,63)

Hamann (7)

Jeremies (6,13)

(Asamoah 32/2)s/n

Schneider (7,13)

Bode (5,38)

(Ziege 38/2)s/n

Neuville (7,25)

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Klose (5,25)

(Bierhoff 28/2) (5,5)

T: Rudi Völler

OS HERÓIS DO PENTA

1- MARCOS

Até o começo da Copa, metade do Brasil queria Dida, a outra metade, Rogério Ceni. Mas Marcos calou as duas metades. O goleiro preferido de Felipão fez uma Copa segura e ainda se deu ao luxo de botar a boca no trombone, bem ao seu estilo, quando achou necessário. Até com o chefão ele trombou, mas nada que abalasse seu prestígio. Contra a Bélgica, nas oitavas, foi fundamental, segurando o zero no placar até o gol de Rivaldo.

2- CAFU

O que falar de um sujeito que conseguiu o recorde de ter jogado três finais de Copa e ainda tornou-se o jogador com mais partidas pela Seleção Brasileira? Muito. Cafu sepultou seus últimos críticos. A exemplo do que aconteceu na França, jogou mais do que se esperava dele. De quebra, assumiu com naturalidade a faixa de capitão às vésperas da estréia, com a contusão de Emerson. A taça é sua, Cafu!

Cafu, capitão do Brasil, ergue a Taça da Fifa, após vitória no jogo contra a Alemanha na final do torneio mundial, no Estádio de Yokohama – 30/06/2002
Cafu, capitão do Brasil, ergue a taça em Yokohama Ricardo Correa/Placar

3- LÚCIO

Não foi o zagueiro que encantou a Alemanha e a Europa na última temporada. Fez aquela presepada contra a Inglaterra, mas, no geral, deu conta do recado; e não deu cabeçada em ninguém quando a coisa estava difícil… Sentiu o desgaste e não arriscou aquelas suas famosas arrancadas ao ataque. De qualquer forma, é um nome para se estabelecer na Seleção. Tem vigor, técnica e personalidade.

4- ROQUE JÚNIOR

Quando ele vai para a bola, muito brasileiro vira as costas, de medo. Na Itália, também não goza de muito prestígio. Mas que Roque fez uma bela Copa, fez. Insuperável no alto, seguro nas coberturas. Que o digam os ingleses. Mais: exerceu, sem nenhum alarde, sua liderança. Tanto que Felipão chegou a cogitá-lo como capitão quando Emerson se machucou. É outro que pode ter vida longa na Seleção.

5- EDMÍLSON

Estreou mal, depois recuperou a posição, jogando sempre ao seu estilo, para desespero de Felipão. Técnico, Edmílson não obedeceu as ordens do chefe de dar bico para o mato. Continuou saindo jogando, arriscando, mas também contribuindo para o time. Sua versatilidade foi importante. Nos jogos em que o time precisava de mais gente no meio,Edmílson deixou a zaga, bancou o volante e fez até um golaço.

6- ROBERTO CARLOS

Menos máscara, menos declarações polêmicas. O Roberto Carlos de 2002 foi o mesmo do Real Madrid. O gol de falta contra a China, o duelo emocionante com Beckham nas quartas-de-final… Roberto Carlos jogou muito mais do que quatro anos atrás, mesmo tendo chegado extenuado pela temporada européia. Agora, antes de chamarem-no de mascarado e irresponsável, vão pensar duas vezes.

Roberto Carlos na Copa de 2002
Roberto Carlos durante jogo do Brasil contra a Inglaterra, nas quartas de final Ricardo Correa/Placar

7- RICARDINHO

Veio em cima da hora para substituir Emerson. Ganhou espaço logo de cara, mas sem mais nem menos Felipão cortou suas asinhas, talvez para não ferir os outros 22 que já estavam na Copa. Virou opção de luxo para o segundo tempo, muito porque o técnico recusou-se sempre a abandonar o 3-5-2 e colocar mais um meia no time. Quando era preciso cadenciar o jogo, só Ricardinho resolvia.

8- GILBERTO SILVA

O mineirinho come-quieto foi um sucesso. Falaram que ele iria tremer com a missão de substituir Emerson. Que nada… Gilberto Silva, sozinho na marcação no meio-campo da Seleção, deu conta. Discreto, com o tempo de bola perfeito, grande índice de acerto de passes. Só a torcida do Galo está nervosa. Com o futebol que mostrou na Coréia e no Japão, vai ser difícil Gilberto permanecer no Brasil por muito tempo.

9- RONALDO

Antes, todo mundo tinha medo. Ronaldo vai se machucar de novo? O gol contra a Turquia, na raça, na estréia, acabou com todos os temores. O “Fenômeno” está de volta. Cerebral, ídolo e, principalmente, artilheiro, como provou o outro gol contra os turcos, na semifinal. Mais: acabou com a pecha de acabado e pé frio. Quem disse que ele não dava sorte em decisões?. Ronaldo é bi, ou melhor, é penta.

10- RIVALDO

O que dizer do gol salvador contra a Bélgica? E o de empate contra a Inglaterra, então, quando o Brasil estava indo para o brejo. Fora isso, ele lutou como um volante quando o time perdeu Ronaldinho Gaúcho, expulso. Rivaldo foi a síntese do jogador moderno neste Mundial. O título de melhor do mundo está de novo em boas mãos. Mais importante para Rivaldo era cair nas graças de vez do torcedor brasileiro. E você conseguiu, Riva.

11- RONALDINHO GAÚCHO

Uma jogada de gênio e o passe para o gol de Rivaldo. Um gol de falta de pura malícia. E depois a expulsão. Só por esses 14 minutos contra a Inglaterra, o nome de Ronaldinho Gaúcho já faria parte da história deste Mundial. Se ele não foi o maior jogador da Copa, como muitos apostavam, sai como a maior esperança do Brasil para o futuro. Com mais experiência, tem tudo para chegar em 2006 arrebentando.

Ronaldinho Gaúcho em jogo entre Brasil e Inglaterra, durante a Copa do Mundo de futebol de 2002
Ronaldinho Gaúcho em jogo entre Brasil e Inglaterra, durante a Copa do Mundo de futebol de 2002 Ricardo Correa/VEJA

12- DIDA

Melhor amigo de Ronaldo, o corintiano Dida não se preocupou em ajudar só o “Fenômeno” no Mundial. Deu dicas para Marcos e nos treinos ajudou Felipão o quanto pôde. Entre os jogadores, era o que mais berrava, orientava e incentivava os outros. Prova de bom caráter, Dida passou a segunda Copa seguida sem jogar, mas nem assim deixou de ter sua importância. Quem sabe na próxima…

13- BELLETI

Reserva do incansável Cafu, Belletti tinha poucas chances de tirar o selinho na Copa. O patinho feio do time também teve o privilégio de jogar, e numa semifinal, contra a Turquia. Vítima preferida das piadinhas da imprensa, inconformada com a sua convocação, Belletti enriqueceu seu currículo. Só pelo fato de estar com a Seleção Brasileira, recebeu propostas de clubes da Espanha e da Turquia. Graça eterna a Felipão.

14- ÂNDERSON POLGA

Antes da Copa começar, era titular na cabeça de Felipão. Perdeu a posição para Edmílson às vésperas da estréia. Teve a chance de recuperar seu lugar, mas não agarrou. Falhou bastante contra a Costa Rica. Além disso, a diferença de estatura em relação ao concorrente pesou. Mas Anderson mostrou qualidades para vir a ser aproveitado em futuras Seleções. Nesta altura, já deverá estar jogando no exterior.

15- KLEBERSON

O Xaropinho não azedou. Quem imaginaria que ele não fosse tremer nas quartas contra a Inglaterra? Pois deu conta do recado e ainda iniciou a jogada do gol de empate. Com Kléberson no time, a defesa ficou mais protegida. Quem o imaginava como turista, se deu mal. Ele ganhou pontos e passa a ser nome forte para as futuras Seleções. Se vai continuar ou não no futebol brasileiro é outra questão.

16- JÚNIOR

Disputar posição com Roberto Carlos jogando sério é jogo duro, duríssimo. Mas Júnior aproveitou bem o fato de Felipão querer ver a família toda jogando. Contra a Costa Rica, com o titular poupado, o lateral do Parma entrou desde o início. Deu passe para gol, fez o seu e acabou como o melhor em campo, segundo os observadores da Fifa. Essa Copa para ele definitivamente não vai passar em branco.

17- DENILSON

O “primeiro reserva” da Seleção desta vez foi menos décimo segundo jogador do que em 1998. Denilson chegou voando à Copa. Bem fisicamente, arrasando nos treinos. Mas como não virou titular e nem foi a primeira opção de banco, murchou. As partidas brilhantes de Rivaldo, canhoto como ele, também acabaram fechando o espaço. Quando entrou, seguiu as ordens de Galvão Bueno e foi “pra cima deles”.

18- VAMPETA

Entrou no primeiro jogo contra os turcos. No dia seguinte, Felipão disse que ele seria aproveitado durante outras partidas, mas ficou nisso. A falta de um bom condicionamento físico minou as chances de Vampeta. Mesmo com a contusão de Emerson, foi relegado a segundo plano. As boas partidas de Gilberto Silva também deixaram Vampeta mais reserva. Com seu bom-humor, porém, contribuiu para o ambiente.

Ronaldo e Vampeta
Ronaldo e Vampeta durante treino da seleção na Copa do Mundo de 2002 Gunnar Berning/Bongarts/Getty Images

19- JUNINHO PAULISTA

Foi talvez o jogador que tenha mais se sacrificado pelo time. Bancou o segundo volante, marcou, fugiu de suas características… Enfim, foi útil, sobretudo na primeira fase. Com sua determinação, passou à frente de muitos companheiros mais cotados. O fato de ter sido descartado na Copa passada por causa de uma fratura na perna nas vésperas do Mundial, talvez tenha pesado muito para sua motivação em dobro.

20- EDÍLSON

Acabou ganhando espaço devido às ausências de Ronaldinho Gaúcho. Jogou contra a Costa Rica e contra a Turquia na semifinal. Contra a Inglaterra, entrou no lugar do outro Ronaldo para puxar os contra-ataques. Quem apostava que seria mero figurante no Mundial e atuaria melhor no pagode, se deu mal. De quebra, ainda conseguiu garimpar um bom contrato para voltar ao futebol japonês.

21- LUIZÃO

Ser reserva de Ronaldo não é exatamente um bom negócio, mas Luizão, um dos preferidos de Felipão, tem sua parte na conquista. Quem não se lembra da jogada que originou o pênalti (aquele, fora da área), contra a Turquia, na estréia? Cavação profissional, ele deu um jeito de arrastar o turco até a área para depois cair. Brigador, raçudo, pode continuar tendo chances na Seleção daqui para a frente.

Um dos lances polêmicos do primeiro jogo entre Brasil x Turquia, em 2002
Um dos lances polêmicos do primeiro jogo entre Brasil x Turquia, em 2002 Clive Brunskill/Getty Images/Getty Images

22- ROGÉRIO CENI

Um dos prediletos das pesquisas de opinião. Diziam que ele não aceitaria o banco. Diziam que ele falaria de mais e acabaria com a paz na família Scolari. Mas Rogério Ceni só colaborou. Defendeu os colegas e mexeu com os brios do capitão Cafu ao escrever uma coluna no site de PLACAR, elogiando-o como nunca. Rogério mostrou ser um jogador de grupo, sim. Sua cotação na CBF subiu muito.

23- KAKÁ

O novato da Seleção deu-se ao luxo de estrear em Copas contra a Costa Rica. A rápida adaptação ao grupo não fez no entanto que o meia do São Paulo se soltasse dentro de campo. Apenas nos últimos treinos começou a demonstrar toda a qualidade, que despertou interesse de vários clubes do exterior. É uma das maiores esperanças brasileiras para 2006. Pode liderar o meio-campo no futuro.

LUIZ FELIPE SCOLARI

Esse penta tem a marca do chefe. Quem ousaria apostar antes mesmo do embarque do Brasil que o desacreditado time chegaria ao menos entre os quatro? Quem ousaria manter até o fim o esquema 3-5-2? Quem ousaria usar uma escalação a cada partida? Da sua forma, Felipão manteve os 23 jogadores sempre motivado e mostrou ser um exímio dissecador de adversários. O Brasil sofreu, mas quer que você fique, Felipão!

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