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Em 2007, Marcelo sonhava com títulos no Real e preferia Robinho a Messi

Na segunda de suas 16 temporadas no gigante espanhol, brasileiro se incomodava com comparações com o ídolo Roberto Carlos; relembre

Por Da redação Atualizado em 16 jun 2022, 08h48 - Publicado em 16 jun 2022, 08h00

O lateral brasileiro Marcelo cravou seu nome na história do futebol europeu. Nesta semana, o jogador de 34 anos se despediu do Real Madrid após 16 temporadas, como o maior vencedor de sua história, com 25 taças, incluindo cinco Ligas dos Campeões. Uma trajetória e tanto para o garoto carioca que trocou o Fluminense pelo gigante espanhol com apenas 18 anos. Em dezembro de 2007, em seu segundo ano na Espanha, Marcelo concedeu entrevista a PLACAR, na qual demonstrou incômodo com a pressão por ser o “substituto de Roberto Carlos” no Real e na seleção.

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“Agora estou me firmando, fico até emocionado de estar no lugar do Roberto Carlos, que teve uma trajetória bonita aqui e na seleção. Só que não gosto que comparem. Quero que me vejam como o Marcelo, não como o substituto do Roberto Carlos”, disse Marcelo, que na época teve de conviver com rumores de que seria emprestado, o que nunca ocorreu.

Naquela entrevista à repórter Flávia Ribeiro, Marcelo evitou polêmicas com Dunga, então técnico da seleção, que não lhe dava oportunidades, contou bastidores do elenco do Real Madrid e disse preferir o compatriota e colega Robinho a Lionel Messi, então uma jovem estrela do Barcelona.

“São grandes jogadores, jovens, fazem gol direto, mantêm a regularidade… Mas gosto mais do Robinho. É aquele jogo brasileiro, aquela finta. O Messi é mais velocidade”, comentou.

O blog #TBT PLACAR, que todas as quintas-feiras rememora uma entrevista ou reportagem de nossos quase 52 anos de história, traz, na íntegra, a entrevista de 15 anos atrás.

O intruso

Marcelo, sucessor de Roberto Carlos, começa a dar o ar da graça no Real Madrid, onde é o titular mais discreto do time. Na seleção, ele promete também comer pelas beiradas e roubar a vaga de Gilberto e Kléber

Flávia Ribeiro

Como é substituir Roberto Carlos no Real? As pessoas ficam te perguntando sobre isso? Logo que cheguei, todo mundo falava que eu ia ser o substituto do Roberto Carlos. Mas, como fiquei quase seis meses sem jogar, falavam que eu tinha que ir para outro time…

Quem falava? Os torcedores daqui, alguns deles. Diziam que eu tinha que sair do Real. Mas agora, que estou me firmando, fico até emocionado de estar no lugar do Roberto Carlos, que teve uma trajetória bonita aqui e na seleção. Só que não gosto que comparem. Quero que me vejam como o Marcelo, não como o substituto do Roberto Carlos.

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É verdade que o Roberto Carlos tem mais fama aí na Espanha do que no Brasil? Não sei bem… Acho que sim. Aqui as lojas têm camisa dele, pôster, foto, tudo… Mais que no Brasil.

Você precisou aprender a marcar para jogar no Real Madrid? No Brasil, o Fluminense jogava no 3-5-2 e eu não precisava me preocupar muito com a marcação. Aqui é 4-4-2, e me cobram isso. Até gostei, foi uma coisa que aprendi a mais. Meu foco aqui é esse, a marcação. Quando dá, saio para o ataque.

O que muda na vida de um jogador que sai do Fluminense e vai para o Real Madrid? Você dá mais autógrafo, faz mais propaganda, sua vida passa a ter outra dimensão? Dou mais autógrafos e tiro mais fotos, desde o começo. Bem mais que no Fluminense. E me reconhecem mais na rua também. Desde que cheguei tem camisa minha para vender. Mas o que mais mudou foi que amadureci. Não só como jogador, mas na vida. Saí muito jovem para um time desse tamanho, com 18 anos. Estou com 19 agora, bem mais maduro.

E propaganda, você faz? Ainda não, mas vou gostar de fazer. Acho maneiro.

Mas você é tão tímido… Ah, mas se eu errar posso gravar de novo. No telefone, que nem agora, também sou mais solto. Fico travado é em entrevista ao vivo.

Por que o Dunga não te convoca e prefere os “velhinhos” Gilberto e Kléber? Não posso falar. O Dunga é quem sabe, quem pode dizer. Não tem problema. Espero o tempo que for preciso para jogar na seleção.

Você está com 19 anos, vai ter 26 anos na Copa de 2014. Já pensou nisso, que pode disputar uma Copa no Brasil? Ah, falta tanto tempo… Penso no agora. Se pensar tão mais para a frente, aí não acontece nada. Quero jogar na seleção, qualquer seleção, não interessa a competição. Na principal, na olímpica, sub-20… Só de falar em seleção, fico arrepiado.

Quem está jogando mais aí na Espanha: Robinho ou Messi? São grandes jogadores, jovens, fazem gol direto, mantêm a regularidade… Mas gosto mais do Robinho. É aquele jogo brasileiro, aquela finta. O Messi é mais velocidade.

O Schuster [técnico do Real] deu uma aliviada para o Robinho depois das baladas pós-Eliminatórias no Rio. Ele é um cara maleável? Só tem cara de durão, é gente boa para caramba. A gente conversou depois que os caras chegaram atrasados, teve também o Diarra e o Sneijder [colegas de Marcelo no Real]. O Schuster conversou, disse as coisas…

Que coisas? Ah, isso é só com a gente.

Quem são seus melhores amigos no Real? Sou amigo de todos. Mas saio mais para jantar com minha noiva, o Robinho e a noiva dele e com o Pepe e a noiva dele.

O que mais você faz para se divertir aí? Jogo boliche, videogame… Quando dá, faço um passeio. Fui ao Museu do Prado, a Toledo. Toledo é linda, mas tem que andar muito lá! Fui ao Porto também, em Portugal, adorei. Agora quero conhecer mais a Espanha.

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