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Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Zebras da Copinha empolgam, mas excesso de times desvaloriza a competição

Não temos estrutura para tantos jogos e o resultado são gramados de péssima qualidade — e os garotos que se virem!

Por Paulo Cezar Caju 17 jan 2022, 18h29

Enquanto não começa o campeonato estadual, tenho acompanhado a Copinha. Sei que o torneio é uma oportunidade única para centenas de garotos pelo Brasil, mas esse excesso de times acaba desvalorizando a competição. Não temos nem estrutura para tantos jogos e o resultado são gramados de péssima qualidade por conta da grande quantidade de jogos e os meninos que se virem! Fico contente com os times considerados pequenos eliminando os favoritos: o Mirassol goleou o Bahia e o Oeste eliminou o Flamengo merecidamente.

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A comissão do rubro-negro carioca teve a absurda ideia de tirar os principais jogadores da competição para colocarem no Carioca e deu no que deu… Ainda sobre a Copinha, gostei muito de acompanhar o Resende, time que joga tocando de pé em pé, sem chutão e deu um banho de bola no Corinthians na casa do adversário. Acompanhei a classificação do Botafogo contra eles nos pênaltis e ficou nítido que o gramado atrapalhou bastante o estilo de jogo.

Tudo isso exige tempo e é fruto de um investimento 100% na base em parceria com a Pelé Academia e o Lyon, da França, que dão todo suporte à garotada, inclusive acadêmico. Queria eu que todos os clubes tivessem essa consciência porque é a salvação para o futebol brasileiro! Também destaco as campanhas de América-MG e Santos, que fazem um ótimo trabalho na base. Durante a minha caminhada no Leblon, um vendedor ambulante me perguntou sobre a convocação do Tite. Sinceramente, não tenho mais paciência para falar! Já são mais de 20 anos sem ganhar uma Copa do Mundo, não vejo luz do fim do túnel. E olha que o nível do futebol europeu não está lá essas coisas!

O Real Madrid levantou mais um caneco, mas dá pra ver que já não é mais o mesmo quando vemos que Eder Militão, Casemiro, Rodrygo, Vinicius Jr. são a base do time. Não tem mais jogadores excepcionais como Zidane, Ronaldo, Raúl, Beckham, Roberto Carlos e o próprio Marcelo! A pedido da galera, finalizo a coluna com uma pérola que anotei dos analistas de computador: “A bola está viva! Foi chapada por um jogador agudo, que trombou com os zagueiros da segunda linha e fez uma ligação direta pela beirada do campo”. E aí, geraldinos? Entenderam alguma coisa?

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