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Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Superestruturas dos clubes não compram o brilho dos olhos da torcida

Palmeiras foi bicampeão da Libertadores com dois jogos estratégicos, de pouca ousadia, apesar de ter vários jogadores ofensivos

Por Paulo Cezar Caju 29 nov 2021, 18h44

Qual conclusão podemos tirar após assistirmos a final entre Palmeiras x Flamengo? Que os clubes são milionários, mas oferecem um espetáculo pobríssimo. O Palmeiras foi bicampeão com dois jogos estratégicos, de pouca ousadia, apesar de ter vários jogadores ofensivos. A partida contra o Santos, no bi da Libertadores, foi tétrica e essa melhorou um pouco, até porque o adversário era melhor. Mas é inadmissível que dois clubes com essa mega estrutura não consigam fazer brilhar os olhos da torcida. E ela vai, prestigia, lota os estádios, viaja quilômetros e, claro, tem que comemorar o título e zoar o adversário, mas tem que reconhecer que há tempos vem comprando gato por lebre.

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Por falar em torcida, a do Flamengo zombou os palmeirenses cantando “cadê você?” e a felicidade acabou sendo mesmo da minoria! Fiquei com pena do Andreas Pereira porque sabe jogar bola e não merecia esse castigo. Os atacantes do Flamengo perderam vários gols, o goleiro não estava em um bom dia, mas o crucificado será o Andreas e o herói, Deyverson. Isso é bem o retrato de nosso futebol. Estive na entrega do troféu ao Botafogo e fiquei feliz com a volta do meu clube à Primeira Divisão, mas tenho que admitir, e falo isso porque assisti grande parte da competição, que o Botafogo foi campeão, mas seu futebol não é diferente de Sampaio Correia, CRB ou Guarani.

Os times da Segunda Divisão são muito parecidos tecnicamente, mas após assistir o VT de Vasco x Londrina fica difícil entender como o Gigante da Colina não caiu. Talvez seja o pior time da história do Vasco. Mas é o que temos para hoje. Também conferi Atlético Mineiro x Flu. Um pênalti duvidoso e uma torcida seca por um título que não vê há 50 anos. A criançada fantasiada de Hulk, adoro a festa da torcida. Mas, sinceramente, o que mais me emocionou nessas imagens foi quando a câmera passou e parou em Reinaldo, o maior artilheiro da história do Galo, emocionado e de punho cerrado. Ah, que saudade me deu de quando ele estava em campo e a torcida sabia que mesmo como uma perna só o show do artilheiro estava garantido.

Preparados para a pérola da semana? Lá vai: “Apesar da marcação alta e com muita intensidade, o jogador de beirinha furou a espaçada linha de cinco do campo adversário e chapou a segunda bola, que estava viva!”.

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