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Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Empresário americano nos lembrou o que realmente importa no futebol

John Textor se deixou contagiar pela magia do torcedor do Botafogo no Engenhão. Foi preciso a chegada de um dono estrangeiro para sacolejar nossos ombros

Por Paulo Cezar Caju Atualizado em 16 Maio 2022, 17h28 - Publicado em 16 Maio 2022, 17h26

O futebol vive de personagens, de emoção, de entrega, de música, de bandeiras e, acima de tudo, da paixão do torcedor. Estamos cansados de falar sobre o baixo nível técnico do futebol brasileiro. Tenho assistido jogos terríveis, mas também tenho presenciado o show de várias torcidas. Elas parecem ter entendido que o protagonismo deve ser delas, que elas, sim, precisam entrar em campo e salvar os campeonatos. E foi justamente a torcida que acertou em cheio o coração do executivo John Textor.

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Ele em momento nenhum elogiou o desempenho do Botafogo, pois reconhece que se trata apenas de um grupo de bons jogadores, que tem suas deficiências, como tantos outros. John Textor desfraldou uma bandeira, tomou chope no Jobi e chorou contagiado pela magia do torcedor brasileiro. Isso é o futebol, o conjunto da obra. E foi preciso a chegada de um empresário americano para sacolejar nossos ombros e nos lembrar que o Brasil é o país do futebol.

Não conheço Textor, mas não me parece com alguns dirigentes que usam o alcance dos clubes para concorrerem a cargos políticos e de multinacionais. Textor é marqueteiro? O futebol é marketing. Francisco Horta, Eurico Miranda, Vicente Matheus, Márcio Braga podiam ser polêmicos, mas faziam o futebol respirar. Hoje jogadores, cartolas, todos são muito distantes de seu público e, por isso, todos foram fisgados pela emoção de Textor, porque não deixamos essa essência se perder, ser soterrada nos escombros dos velhos estádios.

A torcida do Vasco também deu um show e vibrei com a vitória do Goiás sobre o Santos porque torço muito pelo futuro de meu “sobrinho” Jair Ventura. Botafogo, Vasco e Goiás tem times similares, mas torcidas apaixonadas. E os torcedores já perceberam que seguirá em frente os que gritarem mais forte, os que empurrarem seus times com mais amor e paixão, a mesma paixão que arrancou lágrimas de John Textor.

Pérolas da semana:

“Com um ótima leitura de jogo, o treinador fez o time ser compacto e encaixotou o adversário na defesa para aproveitar a segunda bola viva”. Futebol não se lê, se enxerga!

“O jogador de beirinha fez o facão e centralizou para tentar espetar o adversário. Com uma linha de cinco e outra linha de quatro, o atacante busca dar a assistência para o segundo centroavante”

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