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Paulo Cezar Caju

Hulk é, merecidamente, o craque do ano — mas não exageremos

Cogitar herói do Galo na seleção me irrita; claro que os jogadores acima dos 35 devem seguir jogando, mas não podem ser encarados como salvadores da pátria

Por Paulo Cezar Caju 6 dez 2021, 17h34

Os campeonatos estão chegando ao fim e Hulk, certamente, será eleito o jogador do ano. O Galo, por sinal está repleto de super-heróis, porque também tem o Homem-Arana e o Capitão América Réver, por conta da conquista da Libertadores da América. E ainda teve o Dadá Peito de Aço entregando a taça! A criatividade do torcedor é e sempre será o ponto alto da festa. Bom demais ver os estádios cheios e, agora, é torcer para que essa nova variante não seja devastadora e nos deixe seguir em paz porque para encarar a Covid e suas variantes só incorporando algum super-herói mesmo.

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Mas, sobre o Hulk ele acaba sendo um personagem interessante porque simboliza o futebol-força, saiu cedo do Brasil, não tinha identificação com o torcedor brasileiro e transformou o seu pesadelo pessoal, do 7×1 contra a Alemanha, em um belo título, no mesmo Mineirão da tragédia. Agora, cogita-se a volta de Hulk à seleção. Esse exagero é que me irrita. Aquela turma do 7×1 deve ser esquecida. Nas partidas do Corinthians tem sido comum um cartaz exigindo o afastamento dos veteranos. Claro que os jogadores acima dos 35 devem seguir jogando só que eles não podem ser encarados como os salvadores da pátria porque estão aí para curtir uma aposentadoria milionária.

David Luiz voltou e se já havia chorado no 7×1 voltou a derramar lágrimas em território brasileiro. Estão tirando onda conosco. Os técnicos portugueses viraram os astros e Jorge Jesus, que não ganha nada lá fora, já já desembarca na Gávea dando as cartas. Mas aí o Vasco vai e traz o Zé Ricardo. Nada contra ele, mas são treinadores que ficam pulando de galho em galho sem nunca terem surpreendido. Por isso, não quero estragar a festa de ninguém, mas acho que Hulk ter sido o craque do campeonato só aumenta a minha certeza que o nosso futebol precisa ser revisto, virado do avesso, ou continuaremos lustrando as chuteiras de quem já deveriam estar aposentado.

A turma do dez a um (7 da Alemanha e 3 da Holanda) caprichou nesse fim de semana: “O time joga com uma linha de cinco, com três zagueiros espetados fazendo a ligação direta para os alas correrem pela beirinha do campo”. Pensa que acabou? “Assistência para o atacante agudo chapar na cara da bola viva e estufar a bochecha da rede”. Só rindo mesmo!

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