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Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Futebol se tornou perigoso. Estão esperando algum jogador ser morto?

A rivalidade faz parte e sempre existiu, mas o que estamos vendo hoje é surreal. O que falta para as autoridades exercerem seu papel com punições severas?

Por Paulo Cezar Caju 27 jun 2022, 16h46

Critico, falo que não vou mais assistir, mas a verdade é que não consigo ficar muito tempo sem futebol. Nunca parei pra contar, mas devo ter mais de mil motivos pra desligar a TV ou mudar o canal. Neste fim de semana, por exemplo, o ônibus do Fluminense foi covardemente apedrejado pela torcida do Botafogo na chegada ao Nilton Santos. O que falta para as autoridades exercerem seu papel, aplicando punições severas aos clubes? Estão esperando algum jogador ser morto?

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A rivalidade faz parte do futebol e sempre existiu, mas o que estamos vendo hoje é surreal. Fico imaginando o que os torcedores – se é que podemos denominar assim – do Flamengo fariam com o Manga, quando o goleiro falasse que “faz a feira sexta porque o bicho no domingo é certo”. Perdi a conta de quantas vezes fui vaiado e xingados nos estádios, sobretudo pela minha ousadia dentro de campo, que muitos confundiam com a marra. Contudo, saía na rua no dia seguinte, ia para as boates e nunca fui agredido ou xingado por aí!

A realidade é que o futebol se tornou um entretenimento perigoso e mortal, e o que temos hoje são gangues organizadas que vivem em função do clube. Vale destacar que não se trata de um problema exclusivo do Brasil. Quem se lembra da final da Libertadores entre Boca Juniors e River Plate que teve que ser disputada no Santiago Bernabéu, em Madri, por problemas de segurança?

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Na ocasião, o ônibus do Boca foi atacado com garrafas e pedras por torcedores do rival e um dos jogadores chegou a ter uma lesão no olho por conta dos estilhaços de vidro. O pior é que os jogadores também não se posicionam e parecem fechar os olhos para esse tipo de situação.

Para não falarem que eu só reclamo, tem sido lindo ver a torcida do Vasco lotando os estádios e apoiando o time do início ao fim. Já joguei contra e a favor e posso afirmar com todas as letras que São Januário lotado é um verdadeiro caldeirão! Apesar da derrota e do episódio dos vândalos, a torcida de verdade do Botafogo também fez uma festa bonita no Nilton Santos! Seria muito pedir para os torcedores apenas torcerem?

Pérolas da semana:

“Com uma leitura diferente, o zagueiro joga centralizado por trás das linhas de cinco e de quatro, frequentando o elevador de cima, para ajudar o time a subir as suas linhas e para que o lateral suba com lateralidade”.

“Nos dias atuais, é fundamental mapear por dentro no campo para subir a intensidade de um time encaixado na dinamica consistente. Além disso, é preciso ganhar moldura com quilometragem alta e meio preenchido por pitbulls que chapam a bola para o falso 9”.

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