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Entorta-Varal As novidades e curiosidades sobre o mercado de uniformes de futebol. Afinal, camisa pesa

Volt Sport, a marca nacional que vem ganhando espaço no futebol brasileiro

A PLACAR, Fernando Kleimmann, sócio-diretor da empresa catarinense que completa um ano nesta quarta, conta os desafios para consolidação no mercado

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 15 jun 2022, 09h48 - Publicado em 25 Maio 2022, 07h00

Em um passado não tão distante, era comum ver empresas nacionais como Penalty, Topper, Olympikus e Kanxa vestindo clubes importantes no Brasileirão. Atualmente, quem domina o mercado são as grifes estrangeiras e também as marcas próprias de alguns clubes, seguindo uma tendência internacional. Há, no entanto, uma representante nacional que vem desafiando essa lógica: a Volt Sport, que nesta quarta-feira, 25, completa um ano de fundação, produzindo uniformes para oito importantes clubes do país: América-MG, Vitória, Remo, Santa Cruz, CSA, Criciúma, Botafogo-SP e Figueirense. 

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Com fábrica em Joinville (SC), a Volt já comercializou mais de 400.000 camisas e faturou 40 milhões de reais em seu ano de estreia. Entre os materiais de jogo, a primeira camisa do Remo, lançada em julho de 2021, foi a mais vendida.  No ramo varejista, a empresa administra 12 lojas físicas, empregando quase 1.000 funcionários indiretamente. A PLACAR, Fernando Kleimmann, sócio-diretor da Volt Sport, destaca as dificuldades enfrentadas na trajetória.

Camisa do Vitória
Camisa do Vitória Volt Sport/Divulgação

“Como toda empresa nova, sofremos com a desconfiança dos torcedores, os uniformes envolvem paixão. Felizmente, as incertezas diminuíram e a cada novo lançamento a repercussão foi bastante positiva entre os torcedores”, diz. “Em nossos trabalhos mais longos, conseguimos dobrar o faturamento das agremiações. O nosso objetivo não é apenas confeccionar uniformes, mas investir nos times, estreitar a relação com os fãs e fazer história no esporte”, explica o executivo.

Para o novo ciclo, a expectativa dos executivos é mais do que dobrar o faturamento e atrair mais clubes. “A nossa entrada no mercado ocorreu em um momento delicado da pandemia, mas era um risco que já havíamos calculado. Nesta nova etapa, iremos ampliar nossa atuação no mercado, estipulamos uma meta de 100 milhões de reais em arrecadações”, diz Kleimmann.

“Queremos nos consolidar, cada vez mais, como a principal e maior marca nacional, além de ampliar nosso trabalho com a nossa linha institucional. Nosso planejamento é lançar uma loja própria exclusiva da Volt. Também queremos ter ainda mais clubes de massa e potencial para mudar nosso patamar no próximo ano. Além disso, estudamos a entrada no exterior. No ano passado, chegamos a negociar com o Huracán, da Argentina, mas a parceria não foi concretizada”, revela Kleimmann.

Atualmente, dentre os clubes da Série A, apenas o América Mineiro, com a Volt, tem uma marca independente brasileira como patrocinador. Outras seis (Fortaleza, Ceará, Atlético-GO, Coritiba, Goiás e Juventude) vestem marcas próprias dos clubes, enquanto as equipes mais tradicionais mantêm contrato com marcas estrangeiras (Nike, Adidas, Puma, New Balance e Umbro).

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Engajamento social

Uma das premissas da marca é o engajamento com os fanáticos. Nas redes sociais, a Volt promoveu dois concursos para a da criação de novas camisas. O uniforme principal do CSA, por exemplo, foi criado por um torcedor alagoano. Já no caso do América-MG, os torcedores enviaram sugestões para a camisa comemorativa dos 110 anos do Coelho. O modelo final será decidido em votação exclusiva para os sócios-torcedores.

Desde o lançamento da Volt, foram produzidas camisas com caráter social e de conscientização. Uma das mais marcantes foi o terceiro uniforme do América-MG, da temporada anterior. O modelo destacou a campanha #ConsciênciaNegraTodoDia, projeto criado para fortalecer a luta contra o racismo.

Recentemente, o Santa Cruz também lançou o terceiro uniforme da atual temporada com referência à luta antirracista. O uniforme foi batizado de ‘Origem’ e simboliza à luta contra a discriminação racial enfrentada pelo Tricolor.

Além desses dois modelos, o Botafogo-SP, junto a Volt, lançou uma camisa em apoio à campanha do Outubro Rosa. Segundo o comunicado do Pantera, parte da renda das camisetas foi destinada para organizações que atuam no diagnóstico e na prevenção ao câncer de mama.

Camisa Outubro Rosa do Botafogo de Ribeirão Preto
Camisa Outubro Rosa do Botafogo de Ribeirão Preto Volt Sport/Divulgação

Em algumas linhas, a Volt trabalhou com o tecido TrueLife ECO, material produzido com garrafas pets retiradas de mares ou oceanos. Com a produção destes uniformes, meio milhão de unidades foram retiradas da natureza.

As camisas de jogo da Volt são vendidas a preços padrão no mercado, acima de 200 reais. No entanto, a marca mantém ações para diminuir os efeitos da falsificação. De acordo com o Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP), a cada 10 uniformes de time vendidos no país, quatro são piratas, o que resultou em prejuízos de mais de 2 bilhões de reais em 2020 aos clubes do país.

“A questão da pirataria é realmente complexa. Evidente que é muito ruim e o principal prejudicado é o clube. Então como marca, o que fazemos para combater isso é disponibilizar um mix de produtos acessíveis. Temos linhas de camisas mais em conta, entre 79 e 89 reais. Além disso, em alguns clubes temos também o projeto da linha fã. Há uma tentativa e uma luta diária da nossa parte de fazer com que cada vez menos torcedores partam para a informalidade e para a pirataria.”

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