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História do futebol: quando as chuteiras coloridas viraram moda

Jogador inglês foi precursor de calçado branco na década de 70; Casagrande, Serginho Chulapa e Ronaldo revolucionaram o mercado no Brasil

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 28 abr 2022, 23h33 - Publicado em 29 abr 2022, 08h00

O futebol mudou, a moda esportiva também. Até pouco tempo atrás, qualquer chuteira que não fosse preta chamava enorme atenção em campo. Hoje acontece o oposto: raríssimos atletas optam pelo “pretinho básico”, que até ganhou ares vintage ou “raiz”. Mas quando essa moda do calçados brancos ou multicoloridos começou a pegar? Como em um post de nosso blog vizinho #TBT PLACAR, mergulhamos nos arquivos da revista para traçar esta linha do tempo.

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O primeiro jogador a ousar abandonar as chuteiras pretas foi o britânico Alan Ball, meia com passagens por Everton e Arsenal e campeão mundial pela seleção inglesa em 1966. Em 1970, atuando pela equipe de Liverpool, ele se tornou o garoto-propaganda da marca alemã Hummel, que queria causar impacto no mercado inglês e conseguiu com o lançamento da inédita chuteira branca.

Ball estreou o item no mesmo dia em que, como capitão do Everton, ergueu o troféu da Supercopa da Inglaterra em decisão contra o Chelsea, em pleno Stamford Bridge. O golpe de marketing foi imediato e as vendas da chuteira explodiram no Reino Unido. Na década de 70, alguns outros atletas ousaram repetir a ousadia de Ball.

Propaganda da chuteira branca de Alan Ball
Propaganda da chuteira branca de Alan Ball Reprodução/Twitter

No Brasil, dois irreverentes goleadores foram os primeiros a abandonar as tradicionais chuteiras pretas. Em seus primeiros anos como atacante do Corinthians, Walter Casagrande Júnior, hoje comentarista da Globo, surpreendeu ao aparecer em campo com uma chuteira branca da marca Puma. Na época, já se iniciava uma “guerra” neste mercado, com a também alemã Adidas e a brasileira Topper como principais concorrentes, conforme mostra reportagem de PLACAR de 1982.

A briga das marcas de chuteiras em 1982
A briga das marcas de chuteiras em 1982 PLACAR/Reprodução

Até então, apenas chuteiras brancas apareciam como alternativa. Eis que Serginho Chulapa, então no Santos, chocou os torcedores com uma chuteira vermelha da marca americana Pony, que lhe pagava uma boa quantia pela ousadia.

Serginho e sua chuteira vermelha em 1983
Serginho e sua chuteira vermelha em 1983 PLACAR/Reprodução

A década de 80, portanto, registrou os primeiros casos de atrevimento no figuro do futebol brasileiro. Anos mais tarde, outros “malucos-beleza” da bola como Viola e Dinei também seguiriam desfilando chuteiras multicoloridas, mas a moda demorou a engrenar no Brasil. A maioria das chuteiras já contava com detalhes em outras cores além do branco, mas quase sempre mantinham sua predominância preta.

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Paulinho, Zenon, Sócrates, Casagrande e Biro-Biro, jogadores do Corinthians -
Paulinho, Zenon, Sócrates, Casagrande e Biro-Biro, na Democracia Corintiana: só o 9 calçava branco J. B. Scalco/Placar

A Copa de 1994 foi um marco mundial desta mudança. Estrelas internacionais como o belga Enzo Scifo e o italiano Dino Baggio atuaram nos Estados Unidos com modelos da Diadora que acompanhava as cores das respectivas seleções.

Reportagem de 1995 destacou as chuteiras multicoloridas
Reportagem de 1995 destacou as chuteiras multicoloridas PLACAR/Reprodução

 

Ronaldo, com as chuteiras penduras no pescoço, após a finalíssima da Copa do Mundo de 1998, no Estade de France, em Saint-Dennis.
Ronaldo e suas chuteiras personalizadas após derrota em 1998 Alexandre Battibugli/Placar

Em 1998, a marca italiana manteve o projeto e o goleiro brasileiro Taffarel jogou o Mundial da França com pares icônicos nas cores verde e amarela. O modelo mais recordado daquela Copa, porém, foi mesmo o de Ronaldo. A Nike lançou sua primeira chuteira Mercurial, um modelo exclusivo da linha R9, nas cores prateada, azul e amarelo, que o então melhor jogador do mundo eternizou ao pendurar no pescoço após a derrota para a França na final. Era a consagração das chuteiras multicoloridas.

A Copa de 2002, porém, ainda registrava maioria de chuteiras pretas, com exceção de estrelas como Rivaldo, Ronaldo e Luís Figo. Já no Mundial da Alemanha, os pés dos craques ganharam cor de vez. Uma reportagem de PLACAR às vésperas do evento mostrou quais eram os lançamentos que marcariam aquela Copa.

Reportagem de PLACAR sobre as chuteiras da Copa de 2006
Reportagem de PLACAR sobre as chuteiras da Copa de 2006 Reprodução/Placar

Em suma, as últimas décadas registraram uma revolução no mercado de chuteiras, não só no que diz respeito a cores, mas também a materiais (o couro de boi foi, há anos, preterido pelo de canguru ou ainda materiais sintéticos). Em 1997, PLACAR fez um passeio histórico desde a primeira chuteira de cano alto até os modelos ultramodernos e leves. Confira, abaixo:

Em 1997, PLACAR repassou a história das chuteiras de futebol
Em 1997, PLACAR repassou a história das chuteiras de futebol PLACAR/Reprodução
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