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Elas na Área Por Maria Fernanda Lemos e Mariah Magalhães Notícias, entrevistas e reportagens especiais sobre o futebol feminino

Catarina Macario, brasileira que preferiu seleção dos EUA, brilha no Lyon

Maranhense de 22 anos saiu do Brasil ainda jovem e hoje é esperança do Lyon na final da Champions League feminina diante do Barcelona, em Turim

Por Da redação Atualizado em 20 Maio 2022, 16h55 - Publicado em 21 Maio 2022, 06h00

Uma das atrações do Lyon na final da Liga dos Campeões feminina  neste sábado, 21, diante do Barcelona, às 14h, é uma brasileira naturalizada americana, a atacante Catarina Macario. Aos 22 anos, ela é um dos destaques da equipe francesa ao lado da norueguesa e capitã do time, Ada Hegerberg. Catarina marcou até aqui oito gols em 12 jogos na competição, contando desde a fase preliminar até a semifinal. Natural de São Luís, no Maranhão, ela se mudou para os Estados Unidos com apenas 12 anos, para estudar e, principalmente, se tornar jogadora profissional, oportunidade que no Brasil lhe foi negada.

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A camisa 13 do Lyon acumula 30 jogos na temporadas e 21 gols marcados. Esta é seu segundo ano na equipe francesa, a mais tradicional do mundo no futebol feminino, com 7 títulos de Champions. Quando chegou ao Lyon no início da temporada passada, após meses sendo monitorada pela diretoria do clube, Macario já era um dos destaques no futebol universitário dos Estados Unidos.

Também desde o ano passado, quando recebeu o aval da Fifa, passou a defender a seleção americana foi a primeira atleta naturalizada da história do país que é referência na modalidade, com quatro títulos mundiais. Uma escolha natural tendo em vista a trajetória da jogadora, que brilha nos EUA desde a adolescência.

Macario é uma das principais jogadores do Lyon
Macario é uma das principais jogadores do Lyon @LyonFemininé/Twitter

O começo e a saída do Brasil

Catarina Cantanhede Melônio Macário nasceu no dia 4 de outubro de 1999, na capital maranhense. Como tantas meninas espalhadas pelo país que sonham em ser jogadores, jogou boa parte da infância em times masculinos. Desde os 4 anos já chamava atenção com as arrancadas e os gols entre os meninos.

Ao lado da família, que sempre a apoiou, a jovem se viu encurralada a buscar novos ares para ir atrás do sonho, em 2011. Prestes a completar 12 anos, ela foi impedida de participar de um torneio de futsal com os meninos.

 

José Macario, pai de Catarina, disse em entrevistas ter sofrido muito ao ver que o sonho da garota seria difícil de ser realizado no Brasil, pois havia uma norma que impedia que meninas participassem de competições masculinas após os 12 anos. A família, porém, não desistiu. Catarina, seu pai e seu irmão se mudaram para a Califórnia, para que ela estudasse, enquanto a mãe, médica, permaneceu no Brasil para sustentar financeiramente o objetivo. 

O reconhecimento nos Estados Unidos

San Diego, na Califórnia, se tornou o novo endereço da família Macario. Catarina, então com 12 anos, passou a jogar pela primeira vez em campeonatos com outras meninas da sua idade, no San Diego Surf, um dos principais clubes de base da modalidade.

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Quando tinha 13 anos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até tentou ‘repatriar’ a jogadora ao convocá-la para um torneio sub-17 feminino, mas era tarde demais. A jogadora se manteve nos Estados Unidos com o visto de permanência por habilidades especiais, dado a pessoas com habilidades extraordinárias em sua área de atuação.

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Formada em Comunicação pela universidade de Stanford, Catarina foi o destaque principal do futebol universitário nos últimos anos. Prestes a se formar, foi um dos pilares do time universitário campeão da NCAA, o torneio universitário de futebol do país, quando foi artilheira da competição, com 32 gols, e líder em assistências, 27. Mais que isso, foi eleita, por dois anos consecutivos, ao prêmio Hermann Trophy, de melhor jogadora de futebol universitário dos Estados Unidos.

Macario ao lado dos pais, com o troféu de melhor jogadora universitária
Macario ao lado dos pais, com o troféu de melhor jogadora universitária- @catarinamacario/Instagram

 

Seleção

Aos 22 anos e com muito talento distribuído em 1,70m de altura, a atacante atuou em 15 partidas pela seleção americana em jogos da SheBelieves Cup e amistosos. Nem mesmo uma ligação da técnica da seleção brasileira Pia Sundhage fez a maranhense mudar de ideia sobre uma possível ‘repatriação’.

“Pia foi bem gentil comigo. Ela me ligou o ano passado elogiando o sucesso que eu tenho tido em Stanford até no próprio Estados Unidos. Ela só estava checando se eu tinha mudado de ideia e me desejou boa sorte em todo o resto da minha carreira.”, contou Catarina Macario ao ge. A atleta diz ter carinho pela seleção brasileira, mas sempre se mostrou bastante convicta em sua escolha.

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O desafio agora é erguer a taça mais cobiçada da Europa. Catarina, porém, pode sonhar também com outra glória individual. Com oito gols, ela está na vice-artilharia da competição, dois atrás de Alexia Putellas, estrela do Barça e atual melhor jogadora do mundo. A brasileira-americana não demonstrou temor.

Eu acho o Barcelona um grande time, treinado por um bom treinador. Vai ser uma partida interessante, com certeza. Nós também temos um time com jogadoras de nível mundial, temos a experiência em nosso favor”, avaliou Macario, ao site Goal “São as atuais campeãs enfrentando as maiores vencedoras. Vai ser muito equilibrado, honestamente, muito apertado.”

A decisão acontece no Allianz Stadium, da Juventus, em Turim, e terá transmissão no Brasil da plataforma de streaming DAZN e também no canal de Youtube da DAZN. 

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