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Ganso no Santos: idolatria, farpas com torcida e saída polêmica

Meia do Fluminense viveu noite marcante na Vila Belmiro: fez gol, comemorou como nos tempos de Peixe, foi vaiado e deixou o campo com a camisa alvinegra

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 2 ago 2022, 12h30 - Publicado em 2 ago 2022, 10h47

Paulo Henrique Ganso foi o personagem central de Santos 2 x 2 Fluminense, realizado na última segunda-feira, 1º, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. O meia do Tricolor foi vaiado durante toda a partida pela torcida santista, marcou um dos gols – comemorando como um maestro, relembrando os tempos de Peixe -, cogitou um dia retornar e, ao trocar a camiseta com Ângelo, deixou o gramado com a camisa alvinegra, vestido da forma que despontou para o futebol.

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O jogador ainda precisou “se explicar” para torcedores do Fluminense, irritados com a atitude de vestir a camisa do Santos. Ganso conversou com os tricolores e disse: “Tenho história aqui”. O meia terminou a conversa sugerindo que a diretoria do time carioca renovasse o contrato com ele.

PH foi revelado no Peixe, onde brilhou para o mundo pela primeira vez. O fim da jornada, no entanto, ainda faz torcedores guardarem mágoas.

Relembre a passagem e a polêmica saída de Ganso no Santos

Depois de idas e voltas das categorias de base, Ganso começou a deslanchar como profissional em 2009. Ao lado de Neymar, consolidou seu espaço e brilhou, de fato, em 2010, quando conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, encantando o país. Foi centro de um clamor popular para ser convocado para a Copa do Mundo da África do Sul, mas acabou apenas na “lista reserva” de sete nomes do técnico Dunga. Durante a paralisação pelo Mundial, foi submetido a uma artroscopia no joelho, o segundo procedimento de sua carreira (o primeiro havia sido em 2007).

Paulo Henrique Ganso, jogador do Santos
Paulo Henrique Ganso, ex-jogador do Santos Rodrigo Coca/ Fotoarena/VEJA
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Paulo Henrique tinha multa rescisória milionária, fixada em 50 milhões de euros. Até por isso, investidas do futebol estrangeiro, como a do Lyon, em 2010, por 15 milhões de euros, não eram nem debatidas. Nas quatro linhas, o rendimento passou a não ser mais o mesmo, e novas lesões, com procedimentos cirúrgicos, foram impedimentos para uma explosão ao lado de Neymar, que dia após dia era mais realidade.

Ele recusou um plano de carreira do Santos, e os primeiros atritos públicos entre clube e jogador passaram a acontecer. Ganso, em 2011, admitiu que ficava triste e se julgava subvalorizado no Peixe. E mesmo afastado constantemente por problemas físicos, tinha respiros de craque, o que foi essencial para a conquista da Libertadores daquele ano.

A partir de então, tudo começou a ruir. No Mundial de Clubes, Ganso admitiu que vendeu 10% de seus direitos econômicos para o Grupo DIS, por 5 milhões de reais, aumentando a tensão. Mesmo assim, brilhou no início de 2012, mas a necessidade de uma nova artroscopia foi o “início do fim”. Recusou  uma nova tentativa de renovação santista e rebateu o presidente santista da época, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, afirmando que o dirigente o jogava contra a torcida.

Paulo Henrique Ganso e Neymar durante a partida entre Santos e Guarani (13/05/2012)
Ganso comemora imitando um maestro – Rodrigo Coca/ Fotoarena/VEJA

Depois de novos problemas musculares e reuniões fracassadas, Ganso abandonou tratamentos no Santos, se reuniu com o São Paulo e foi à Vila Belmiro para assinar a rescisão com o Peixe. A saída inflamou a torcida, que passou a chamar o antigo “maestro” de “mercenário”.

Reencontros futuros foram marcado por vaias a cada vez que Ganso tocou na bola. Na última segunda, não foi diferente. E mesmo com todo o clima tenso, em entrevista à Globo, dentro de campo, PH disse: “Sempre fui muito feliz aqui, marquei a minha história, conquistei muitos títulos. Agradeço o carinho de todos, apesar de que, quando jogo contra, o pessoal me xinga. Mas eu sei que eles têm um carinho por mim, e eu também tenho pelo clube”. E finalizou: “Quem sabe um dia, mais para a frente, a gente possa voltar aí e se reencontrar”.

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