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Paulo Cezar Caju

Técnicos brasileiros não evoluem, pois são cúmplices de um sistema viciado

Não bastasse o futebol de péssima qualidade proposto pelos treinadores, os jogadores ainda fazem cera e os torcedores invadem o campo para quebrar tudo

Por Paulo Cezar Caju Atualizado em 1 nov 2021, 15h56 - Publicado em 1 nov 2021, 15h54

Não há mistério, o treinador para fazer um bom trabalho, deixar o time arrumado, precisa de tempo. Não existe milagre. O que aconteceu entre o português Jorge Jesus e o Flamengo é raríssimo e, por isso, volta e meia a torcida rubro-negra grita seu nome na arquibancada. Será que acontecerá tudo igualzinho, caso um dia ele volte? Bem difícil. Os “professores” brasileiros não conseguem evoluir porque estão acomodados nessa dança das cadeiras, nessa insuportável panelinha, nesse mercado totalmente viciado. Vejam o exemplo de Marcelo Cabo, demitido do Vasco em um dia e contratado pelo Goiás no outro. Ele vai mesmo sabendo que não terá tempo de trabalhar da forma correta, tanto que já foi demitido.

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Mas aí entram em cena as multas rescisórias e aquela dinheirama que já sabemos. Tem treinador que já se aposentou há tempos e continua recebendo essas boladas. E é bom lembrar, não tenho esses números, mas dificilmente um técnico, mesmo da segunda divisão, ganhe menos do que 80, 100.000 reais. O rodadíssimo Enderson Moreira vem dando certo porque alguns clubes terão que subir, independentemente da forma que joguem. No jogo do Inter, notando que a câmera estava filmando, o auxiliar do Diego Aguirre simulou alguma estratégia na prancheta e poucos prestaram atenção. Reparem, os jogadores normalmente olham para o lado oposto.

Lisca Doido, Claudinei Oliveira e vários outros estacionaram na Série B e nem sei se fazem questão de sair dali. Um ocupa o lugar do outro o tempo todo. Vejam o Mancini, agora, no Grêmio. Passou por Corinthians, foi para o América Mineiro e aceitou a oferta para salvar o Grêmio. Foi. Sabe que pode dar certo ou não. Não é um milagreiro, mas vai. Corre o risco de cair para a Segundona, isso se não pedir o boné antes. Não existe qualquer filosofia de trabalho, comprometimento, não existe absolutamente nada, basta assistirem aos jogos e testemunharem a falta de fundamentos nos jogadores. Mas será que alguém se importa com isso?

Com futebol de péssima qualidade, os jogadores ainda fazem cera, simulam, os torcedores invadem o campo e quebram tudo. E no início da pandemia muita gente dizia que voltaríamos pessoas melhores. O futebol está provando o contrário. Nesse fim de semana tentei dar uma nova chance para os comentaristas, mas ouvi que o lance era tecnológico porque o jogador entrou por dentro. Também falaram que o Internacional não tem consistência, que o atacante fuzilou na bochecha da rede e que o time tem camisa pesada! Daqui a pouco vão ter que entrar no programa “Quilos Mortais”! Kkkkk

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