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Fifa recua e autoriza Uruguai a usar 4 estrelas no uniforme

Itens bordados se referem aos títulos das Olimpíadas de 1924 e 1928 e das Copas de 1930 e 1950; entidade que regula o futebol se nega a unificar conquistas

Por Da Redação Atualizado em 1 out 2021, 14h30 - Publicado em 1 out 2021, 14h26

A seleção uruguaia de futebol é conhecida como a Celeste Olímpica graças às medalhas de ouro conquistadas nos Jogos de Paris-1924 e Amsterdã 1928, nas Olimpíadas que antecederam e, segundo diversos historiadores, impulsionaram a criação da Copa do Mundo, cuja edição inaugurada foi sediada e vencida pelo próprio Uruguai, em 1930.

O bicampeonato veio 20 anos depois, no famoso Maracanazo, a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil na Copa de 1950. Pelos lados de Montevidéu não há discussão: o Uruguai é tetracampeão mundial, já que, para eles, as duas Olimpíadas da década de 20 tiveram o mesmo peso. É por isso que a seleção nacional joga com quatro estrelas acima de seu escudo, algo que a Fifa até tentou mudar, mas voltou atrás na última quinta-feira, 30.

“Como é de conhecimento público, a Fifa confirmou que a camisa da seleção uruguaia principal masculina continuará exibindo suas quatro estrelas, que simbolizam as medalhas de ouro conseguidas nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928 e das Copas de 1930 e 1950”, informou em comunicado a Associação Uruguaia de Futebol (AUF).

“A Asociación Uruguaya de Fútbol reuniu toda a documentação disponível e realizou as devidas consultas a especialistas para efeito de contar com os fundamentos que sustentaram este justo reconhecimento. Agradecemos o valioso aporte do reconhecido historiador Pierre Arrighi e da Asociación de Historiadores e Investigadores del Fútbol Uruguayo (AHIFU)”.

  • A Fifa, no entanto, não parece disposta a atender os apelos da federação uruguaia de que o bicampeonato olímpico seja reconhecido oficialmente como equivalente ao Mundial. Fora o Uruguai, todas as outras seleções campeãs utilizam um número de estrelas equivalente a de taças. A seleção brasileira feminina, aliás, recentemente deixou de usar as cinco estrelas do masculino e segue em busca de seu primeiro item bordado.

    Entre clubes, há maior tolerância e liberdade de critérios. O São Paulo, por exemplo, utiliza cinco estrelas (três referentes aos Mundiais de 1992, 1993 e 2005) e duas em homenagem ao bicampeonato olímpico no atletismo de Adhemar Ferreira da Silva nos Jogos de 1952 e 1956, que era atleta tricolor.

     

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