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Executivo da Adidas se diz contra projeto da Fifa de Copa bienal

Patrocinadora do evento há cinco décadas, a fornecedora alemã se juntou a Uefa, Conmebol e outros e fez oposição à mudança proposta pela entidade

Por Da Redação Atualizado em 13 out 2021, 14h39 - Publicado em 13 out 2021, 14h19

O projeto da Fifa de realizar da Copa do Mundo a cada dois anos, modificando o atual formato, de quatro em quatro, utilizado desde 1930, encontrou mais um opositor. Nesta semana, o principal executivo da Adidas, Kasper Rorsted, afirmou em entrevista ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung não enxergar a alteração pretendida pela entidade com bons olhos. A fornecedora alemã de material esportivo é uma das parceiras do evento.

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“Eu não gosto muito de uma Copa do Mundo de futebol a cada dois anos. Há Eurocopa aqui, Copa América na América Latina. Deveria haver espaço para outras coisas. Sou um torcedor apaixonado de futebol, mas é importante que não haja apenas futebol na televisão, mas também biatlo, esqui, tênis ou handebol. Se você promove muito apenas um produto, não é bom para nenhum produto”, explicou Rorsted.

A Adidas é responsável desde 1970 pelas bolas utilizadas no mundial e não é a única a reprovar a ideia. Desde que passou a ser público o desejo da entidade, inúmeras críticas já foram direcionadas. O presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferín, é um dos principais nomes. Conmebol e o técnico alemão do Liverpool, Jurgen Klopp, também manifestaram reprovação.

Aleksander Ceferín não poupou críticas ao novo modelo sugerido pela Fifa -
Aleksander Ceferín não poupou críticas ao novo modelo sugerido pela Fifa – Richard Juilliart/Focus Features

“O valor desses torneios está em jogá-los a cada quatro anos. Fazê-lo a cada dois iria prejudicá-los”, disse o Ceferín, que ainda mencionou que “o calendário de jogos internacionais não precisa disso”.

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Questionado recentemente, Tite ainda se mostrou em dúvida sobre o assunto dizendo não querer falar “sem ter o devido aprofundamento”, mas disse que “inicialmente a ideia é simpática”.

A entidade tem aumentado a carga para conquistar apoiadores. No último dia 16 de setembro divulgou uma pesquisa encomendada, realizada em julho pelas empresas IRIS e YouGov, que comprovava que a maioria é a favor da realização da mudança. Ao todo, 23.000 pessoas foram ouvidas sobre o assunto.

Nesta quarta-feira, 13, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, reforçou a ideia comparando o novo modelo ao do Super Bowl, tradicional final do futebol americano nos Estados Unidos.

“Muitos críticos dizem que seria prejudicial, mas estudos da Fifa afirmam que não diminuiria a magia do torneio porque sua frequência não afetaria sua qualidade e reputação. Já decidimos que haverá uma Copa do Mundo com 48 seleções começando em 2026. Se for um torneio de dois ou quatro anos, ainda está em fase de consulta. Justamente por ser um torneio mágico, teria que ser realizado com mais frequência “, disse Infantino.

Gianni Infantino defende mudanças na realização dos mundiais -
Gianni Infantino defende mudanças na realização dos mundiais – Harold Cunningham/Getty Images

“Todos os anos você tem um Super Bowl, Wimbledon ou a Liga dos Campeões, e todo mundo está animado e esperando, por que não ter uma Copa do Mundo a cada dois anos?”, completou.

A projeção da entidade é aplicar já a partir do mundial seguinte ao do Catar, que ocorre em 2022. As mudanças, portanto, passariam a valer a partir de 2026.

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