Ganso fica mais quatro anos na Vila, diz presidente Luis Álvaro de Oliveira

Foto: Guilherme Dionízio/Futura Press

Segundo o presidente do Santos, o craque Ganso tem mais quatro anos na Vila

O presidente santista Luis Álvaro de Oliveira ainda não alinhavou o polêmico plano de carreira do jogador, mas confirma o meia na Vila por mais quatro anos.

Faça um balanço do seu primeiro ano como presidente.
Sou um jovem dirigente, só estou no cargo há 11 meses, embora tenha 68 anos. Acho que minha experiência na área financeira diferenciou um pouco o que vinha sendo feito. O futebol é um negócio extremamente grande. Dois bilhões de seres vivos viram a final da Copa. Quem conhece marketing sabe que hoje o futebol escapa de gerar receita apenas com bilheteria e compra e venda de jogador. O futebol é um instrumento de comunicação que não existe igual no mundo. Há 30 anos que só exportávamos jogadores, mas existem formas de mantê-los aqui. Quanto mais jovem o atleta for pra Europa, maior a chance de dar errado, por causa do estilo de jogo do determinado país, da culinária, isso precisa ser observado. Minimizamos o risco de quem vier a comprar um jogador do Santos e o atleta se desenvolve aqui, passando a se identificar mais com o clube. Cresce em talento e como ser humano, ajuda a resgatar a seleção, que só tem “estrangeiros”.

O presidente do Santos aposta em nova política para segurar os craques

Foto: Douglas Aby Saber/Fotoarena

Luis Álvaro pira no sorriso de Neymar e aposta numa nova política para segurar craques

Valeu o sacrifício pelo Neymar? E o Ganso?
Neymar tem um sorriso cativante, desperta loucura nas mulheres, eu vi isso até nos Estados Unidos quando viajei com a seleção. Quando lançamos os bonecos dele, do Ganso e do Robinho, temeu-se até pela segurança do shopping devido à volúpia que se viu. Ele é um ativo de enorme expressão. Vejo isso enquanto um diretor da área financeira. Temos uma comissão de conselheiros que são empresários de sucesso, o que dá grande suporte ao Santos. Se a torcida vê gols, gasta mais com o clube. Ousamos no plano de carreira do Neymar. Ele vai sair daqui mais maduro e gerando um valor mais justo pra ele e pro clube. O Ganso também fica até 2015, a não ser que paguem a multa. Faturamos menos em bilheteria que a Europa, mas temos o marketing.

O Robinho se pagou?
O Manchester City gastou uma fortuna e ninguém queria ele lá. Ele queria ir pra Copa e voltar a ser feliz. Não gastamos um centavo a mais do que era o teto salarial do Santos, mas nossos parceiros usaram a imagem dele e ele recebeu um salário de Europa (1 milhão de reais). O Santos é um paradigma dessa postura. Não vendemos à toa. Desse jeito, seremos de novo o grande clube internacional do Brasil, admirado no mundo todo. É a nova ordem do futebol brasileiro. A gente compra mais que vende.

Entrevista originalmente publicada no Jornal PLACAR (edição 212/6/12/2010)