A torcida do Palmeiras está ansiosa por novas contratações para a temporada 2012, porém o presidente Arnaldo Tirone se preocupa em evitar problemas internos. Por isso, o dirigente adota uma postura firme: não irá inchar mais a folha de pagamento do grupo e até causar ciúmes.

‘Não vou entrar em concorrência desleal, não posso pagar um valor se o meu jogador referência ficará descontente’, comentou o dirigente, sem citar nomes, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

Tirone entrou no comando do Palmeiras com o objetivo de sanear as finanças do clube. Ele reconhece que as receitas cresceram, contudo também coloca as despesas como um fator extremamente preocupante no futebol brasileiro.

‘Sabemos o que podemos fazer, mas tudo tem um limite, vai chegar uma hora que não iremos administrar. As receitas aumentaram, mas despesas também subiram’, reclamou.

Na visão de Tirone, nem sempre a equipe que tem os salários mais altos apresenta sucesso no futebol brasileiro. ‘O Figueirense, com uma folha baixa, chegou em quarto ou quinto lugar no Campeonato Brasileiro (na verdade, foi o sétimo e nem sequer pegou uma vaga na Libertadores). Claro que não vou comparar o Palmeiras a equipes menores, mas também servem de exemplo’, disse.

Até o fim do ano, o Palmeiras conseguiu apenas um reforço. O clube contratou o lateral esquerdo Juninho, justamente um dos destaques do Figueirense em 2011.