Marcos Assunção, do Palmeiras

Foto: Moisés Nascimento / Agif/Gazeta Press

Marcos Assunção nega que tome bebidas alcóolicas e diz que bebe refrigerante

Marcos Assunção inicia o ano como o principal líder do elenco do Palmeiras. Capitão da equipe de Luiz Felipe Scolari e responsável pela jogada mais forte do clube, que são as bolas paradas, o volante planeja encerrar a carreira em dezembro, mas não descarta adiar os planos e faz questão de rebater as acusações de que exagera na bebida alcoólica.

Nesta entrevista exclusiva concedida à Gazeta Esportiva.Net, o meio-campista desmentiu os torcedores que, em meio ao protesto na reapresentação do elenco, acusaram-no de beber “pinga com limão”. O jogador admite sair à noite, mas nega que consuma álcool e ainda avisa que escolhe os dias certos para passear.

“Com jogo no domingo, se me virem fora em uma sexta-feira, podem vir falar comigo e pedir satisfação”, salienta. Além disso, Assunção revelou sofrer fortes dores no ombro direito, lesionado no dia 12 de outubro do ano passado. “Eu tenho esta dor, que me incomoda até hoje”, admite.

Aos 35 anos, o capitão palmeirense revela ter sido recusado pelo Verdão em 2009 e demonstra preocupação em ser um espelho para os jogadores mais jovens do elenco, mas negando que seja um “queridinho” do treinador.

Você já disse que este deve ser seu último ano de carreira. Está decidido a parar ou pode repensar?

É uma decisão muito difícil, vamos ver, tudo depende do meu corpo. Vamos ver no fim do ano como estarão meu corpo e as dores. A princípio, hoje, eu penso que este é meu último ano. Mas, de repente, quando chegar, se eu estiver legal, com o time fazendo um bom Brasileiro, dá para repensar esta possibilidade.

Se for para repensar, é para continuar jogando pelo Palmeiras?

Sim, eu gostaria que o Palmeiras fosse meu último clube, encerrando a carreira em um time grande, de tradição, com a visão que o Palmeiras tem lá fora.

Você fala desde o ano passado sobre a vontade de ganhar um título em 2012. Com as contratações feitas, o Palmeiras tem time suficiente para ser campeão?
No ano passado, tivemos alguns vacilos, e nós nos deixamos influenciar pelos problemas extra-campo. Com isso, não terminamos bem. Agora, esperamos que as coisas possam ocorrer melhor, com a chegada dos jogadores e com os que ficaram. O Felipão tem um bom grupo, e eu ainda acho que a diretoria está procurando mais jogadores. Clube grande precisa de um grande elenco. Você vê pelo Santos, que deu férias para vários jogadores, mas os que estão jogando dão conta do recado. E você vê Corinthians e São Paulo com o tanto de jogadores que têm. É isso, time grande precisa de elenco, em que jogam 11 e tem mais 15 do lado de fora esperando com o mesmo nível.

O elenco do Palmeiras está um pouco abaixo dos três rivais?

Não digo que esteja abaixo, mas o elenco ainda é pequeno, se for ver em relação aos outros clubes. Deveria ter mais jogadores, para quando tivermos problemas com os que estão jogando. Se o Felipão quiser dar descanso para 11, acho que ele não vai ter outros 11 do lado de fora. Por isso que falo que precisamos de elenco grande, para o Felipão ter a opção.

E você disse que problemas fora de campo atrapalharam no ano passado. Foi a questão do Kléber ou algo da diretoria? Chegaram a falar sobre possíveis panelas no elenco…
Panela? Não acho que existisse panela. Desde quando cheguei aqui, eu sempre vi o grupo brincando. Eu lia coisas de que o grupo estaria rachado, mas eu nunca percebi isso. Sempre me trataram bem, desde jogadores, comissão técnica e funcionários. Vocês sabem quais foram os problemas que tivemos no ano passado e não vou citá-los, mas, queira ou não, nos prejudicaram um pouco. Não vou chegar e dizer que os problemas eram tais e que por isso não fizemos um bom campeonato. Não foi isso que aconteceu, mas vocês sabem todos os problemas de 2011.

Você começa o ano como capitão do time. Depois das saídas de Marcos e Kléber, você é apontado como um líder do clube. Existe esta responsabilidade?
Eu gosto desta responsabilidade. Outro dia, eu encontrei amigos de Americana e vimos algumas fotos, e eu aparecia em algumas delas como capitão. Assim como também fui em Dubai. Só não fui capitão na Roma, porque havia Totti, Aldair, Cafu, Antônio Carlos… Eu estava com 22 anos e não era minha hora, não tinha como ser capitão. Mas, no meu segundo ano de Betis, já me tornei um dos capitães, porque eram três. Não falo que seja uma responsabilidade, e sim um orgulho estar sendo visto como líder e um cara que faz as coisas certas. Se eu não quisesse nada com a vida, o Felipão não me daria a braçadeira, tudo isso é lição de vida. Eu me espelhava naqueles caras da Roma, porque faziam a coisa certa e se dedicavam nos treinamentos. Eu tentava fazer o mesmo que eles. Hoje, procuro ser o que foi meu espelho no passado. Trabalho para ser um exemplo para os mais jovens. Tento agir da melhor maneira possível e, mesmo com 35 anos, puxo a fila nos treinamentos, para que a garotada olhe para mim e pense da mesma forma que eu pensei quando cheguei na Roma e vi Cafu, Aldair, Antônio Carlos… Tento deixar os mais jovens bem à vontade, com brincadeiras para descontrair, mas com respeito e seriedade nos jogos. Isso que eu tento passar para os garotos mais jovens. Meus pais me ensinaram a ser uma pessoa boa.

Você acaba de falar sobre seriedade, mas entende quais são os motivos das críticas da torcida? Você teve uma reunião no ano passado com torcedores, mas, na reapresentação do time em 4 de janeiro, cantaram que você bebe “pinga com limão”.
Isso é de gente que não me conhece. Não digo a você que eu não saio, mas pergunte se me viram por aí quando faltavam dois dias para um jogo. Eu tive a reunião com eles e foi colocada uma pedra em cima disso, mas, muitas vezes, quando tem qualquer tipo de manifestação, sempre citam meu nome, do Luan e de outros jogadores. Com jogo no domingo, se me virem fora em uma sexta-feira, podem vir falar comigo e pedir satisfação, porque eu sou o primeiro a falar que não seria coisa de profissional. Bebendo ou não, a noite desgasta muito, e você tem de estar bem para o jogo. Alguns torcedores falam que eu bebo e não quero entrar em polêmica, nunca tive problema por onde passei. Mas eu gostaria que essas pessoas que falam que eu bebo postassem por aí (uma foto minha) com um copo de cerveja, uísque, vodka, pinga… Em uma foto, não dá para saber o que eu bebo, é impossível. Eu só tomo refrigerante, e posso falar até o nome, é Coca-Cola. Onde as pessoas me encontrarem e em qualquer horário, estarei com uma lata de Coca-Cola na mão. Eu gosto de sair, mas depois do jogo que ganhamos. Jamais saio depois de uma derrota. Acho que o episódio que criou isso foi no ano passado, depois que empatamos aqui com o Flamengo. Eu saí depois com alguns amigos para dar uma volta e torcedores me viram. Eu tinha acabado de jogar, em uma quarta-feira e empatado um jogo contra o baita time do Flamengo… Nós não estávamos em fase ruim ainda, nem estávamos na metade do campeonato. No segundo turno, jogamos contra o Flamengo no Rio, machuquei o ombro e sinto problemas até hoje, mas continuo jogando.

Você entende que as críticas começaram depois daquela primeira partida contra o Flamengo, no dia 20 de julho?
Acho que foi aí que tudo começou, com eles falando que sou cachaceiro e que bebo pinga. Mas as pessoas que me conhecem sabem que eu não bebo. E não é porque não quero, e sim porque eu não gosto. Muitas pessoas os ouvem falando, mas não sabem como é minha vida. Eu vou para Caieiras todos os dias, porque sou de lá. Muitas vezes, paro no bar ao lado da casa da minha mãe, onde ficam os velhinhos que me conhecem desde pequeno. Eu paro para jogar sinuca e meus amigos bebem de tudo, mas fico na Coca-Cola. Às vezes, sou até taxado de mascarado porque não aceito a bebida que as pessoas oferecem. Gostaria que as pessoas soubessem da minha vida fora de campo. Se eu bebesse, não jogaria até agora, com 35 anos. Aqui, tive duas lesões em dois anos, uma no adutor e outra no ombro. Até em festa na minha casa, onde poderia beber, fico com minha Coca-Cola. Coloquei uma pedra em cima do que houve no ano passado e espero que eles também coloquem. Não quero mais nenhum tipo de problema, espero que este ano seja de tranquilidade entre os jogadores do Palmeiras e a torcida, caminhando para o mesmo lado.

Você disse que sente dores no ombro direito até hoje?

Desde o jogo contra o Flamengo, eu me machuquei e não me recuperei direito, pelo que a gente comenta e o doutor fala. Foram só três semanas, mas o Palmeiras estava em uma situação incômoda no campeonato, a poucos pontos do rebaixamento, e eu não queria ficar de fora, tive esta conversa com o doutor. Por opção minha, decidi voltar a jogar o mais depressa possível, porque não tem sofrimento maior para um jogador do que ficar fora enquanto a equipe não ganha os jogos. Fiz o tratamento e depois não fiz fortalecimento, pois voltei a jogar. Eu tenho esta dor, que me incomoda até hoje. Faço tratamento depois dos treinamentos e, nas noites de concentração, faço fisioterapia, para que o ombro possa melhorar.

As dores limitam algum movimento seu?
Limitam até quando estou parado, e não só quando eu jogo. Não consigo fazer alguns movimentos, porque dói muito, não consigo dormir em cima do ombro do lado direito. Se eu tenho de pegar alguma coisa, preciso virar meu corpo. E também não suporto segurar alguma coisa pesada. São coisas que jogador passa, a maioria tem dor. É muito difícil um atleta profissional entrar sem dor, e não só no futebol.

E o período de férias não ajudou a acabar com este problema?
Eu fazia algumas coisas em casa, tratamento e gelo. Joguei alguns jogos também de festa, mas sem contato físico e não caía em cima. Eu quero é jogar, não é qualquer dorzinha que vai me tirar.

No aniversário do Felipão, você foi um dos jogadores que brincaram com ele, jogando ovo. O Kleber chegou a falar que só os amigos dele tinham participado. Ficou aquela imagem de queridinhos. Como é sua relação com o treinador?
É uma relação boa, assim como os outros jogadores têm, com respeito e amizade. Eu trabalho, termino o treino, tomo um banho e vou para casa. Quando chego, não pego o telefone para falar com Felipão, Frizzo ou presidente. Eu só os encontro nos treinamentos. A relação tem de ser esta. Procuro ser amigo de todo mundo aqui dentro, mas não vou falar que tenho o telefone de todos, só que trato a todos de forma igual. O Felipão trata todo mundo igual, não tem essa de queridinho. Se você joga mal, ele é o treinador e vai tirá-lo da equipe, qualquer treinador faz isso. Eu não tenho inimigos.

Você teve algum problema com o Kleber?

Nossa relação era boa, e pode perguntar para ele, porque vai dizer a mesma coisa. Sempre que tinha algum problema do grupo, eu, ele e o Marcos tentávamos resolver, porque éramos os capitães. O Kleber é meu amigo e nos dávamos bem no campo. Na concentração, nós jogávamos truco. Se falarem que nossa relação é ruim, é mentiroso. O Kleber é de falar na cara, e por isso nós nos damos bem. Se falam alguma besteira, têm de assumir. Se eu falar alguma coisa, eu assumo.

O Palmeiras demonstra uma dependência por suas bolas paradas. No ano passado, foram 11 gols e 15 assistências. Como você analisa estes números?
Eu não falo que seja dependência, porque venho e trabalho durante a semana para isso. Não é nada mais do que minha obrigação. Se eu treino, é para ajudar a equipe a fazer gols, dando passes. A partir do momento que eu não estiver mais dando resultado, o Felipão vai me tirar do time. Preciso ajudar de alguma maneira, correndo e marcando também.

Há uma pressão também para você ajudar na marcação e mostrar que não está no time só pelas cobranças de falta?

A minha posição exige que eu marque, além de sair para armar as jogadas. É assim desde que eu comecei no Rio Branco, com 17 anos. A função do volante é marcar e jogar. As cobranças de faltas e escanteios são o algo a mais que eu tenho. Se observar na maioria dos times, você não vê volantes que batem escanteios e faltas.

Qual foi sua maior dificuldade quando se transferiu para a Europa?
A maior dificuldade foi quando cheguei à Itália, pela diferença do futebol, porque o jogo lá é mais corrido e pegado. Eles jogam sempre com o campo molhado e fazendo a bola correr mais. No primeiro ano, tive dificuldades, no segundo já fui bem e o terceiro foi maravilhoso, marcando muitos gols. Fomos campões da Liga e da Supercopa da Itália. No meu começo, as pessoas falavam que eu era muito lento, mas a questão é que eu estava saindo do Brasil para um futebol diferente. Em relação a idioma e moradia, não tive problema, porque o clube tinha lá Aldair, Cafu, Antônio Carlos e Fábio Júnior, que me ajudaram.

Muito se falava em racismo em alguns lugares da Europa, inclusive na Itália. Você sofreu alguma coisa neste sentido?
Não, não… Nós ouvíamos algumas coisas e nunca dávamos importância, preferíamos jogar. Tinha algumas coisas da torcida (adversária), mas a melhor forma para que as pessoas engolissem o preconceito era ganhando os jogos, e na maior parte nós vencíamos o time deles.

Dos clubes em que jogou na Europa, qual foi o que mais marcou sua carreira?

O Betis, porque fiquei cinco anos e tive minha filha lá. Fui campeão na Itália, mas no Betis foi diferente, porque eu me senti um verdadeiro líder e jogador de futebol. Estava com 25 anos, maduro e experiente, e cheguei com status de grande jogador, pois fiz por merecer. Até hoje, quando vou para lá, as pessoas me param, tiram fotos e querem saber como estou, relembrando os grandes momentos que passei lá. Ganhamos uma Copa do Rei e foi o primeiro time de Andaluzia a se classificar na Liga dos Campeões. Tenho um amor muito grande pelo time e uma casa lá, falo com meus amigos até hoje. Fico com saudades de Sevilha.

Depois de dez anos na Europa, foi difícil encontrar seu espaço ao voltar para o Brasil?

Foi difícil de me darem meu espaço, uma oportunidade para que eu pudesse demonstrar minha utilidade. Eu voltei em 2009 e, de junho até agosto, conversei com diversos times, inclusive aqui com o Palmeiras. Falei com Corinthians, Santos, São Paulo, Inter, Grêmio… Foram vários, mas as pessoas diziam que eu estava velho e que não aguentaria a carga de trabalhos no Brasil, por causa dos dez anos jogando fora. Parece que seria melhor se eu tivesse ido em um ano para a Europa e voltado no outro. Muitas vezes, as pessoas diziam que foi ruim eu ficar tanto tempo fora, porque não se lembravam de mim e não sabiam como eu estava. Eu dizia para pegarem o histórico de partidas em cada ano, sendo que minha última lesão grave havia sido no tornozelo, em 2004. Eu estava com 31 anos, mas tive mais força para demonstrar que estavam errados.

Foi então que você acertou com o Grêmio Barueri?
O Barueri me deu a possibilidade de ficar treinando. Quando eu saí de Dubai, minha documentação estava toda pronta e eu dei entrada na CBF, mas não sei o que aconteceu. Naquela época, o Edno saiu da Portuguesa bem depois de mim e foi para o Corinthians. Mas eu já tinha feito toda a papelada e atrasou na CBF, não sei por que eu não joguei. De agosto até o fim do ano, eu fiquei no Barueri sem jogar e só treinando, de segunda a sábado. Eu fiquei sem receber, mas continuei porque sinto amor pela minha profissão. Não faltei nenhum dia e nem dei migué. Depois do treino do sábado de manhã, eu ia para Caieiras e jogava à tarde com meus amigos do bairro.

Você jogava então só no futebol amador?
Passei quatro meses assim, jogando aos sábados à tarde em Caieiras, no Nacional Esporte Clube, que é o time dos meus amigos do bairro. Eles sempre jogam na várzea. E muitos amigos me falavam que eu não precisava daquilo, porque estava bem financeiramente e já tinha feito uma carreira lá fora. Mas eu dizia que queria jogar e demonstrar para as pessoas que estavam erradas. E eu mostrei isso. Estou há dois anos no Palmeiras e jogo quase sempre, sem nenhum tipo de problema e fazendo o mesmo trabalho da garotada. Desde que voltei, fui eleito o melhor volante do Paulista de 2010, pelo Barueri. Depois, no Palmeiras, ganhei prêmio no Brasileiro de 2010 e também fiquei entre os melhores de 2011. Eu nunca digo que não posso fazer alguma coisa antes de tentar. Eu só me arrependo de alguma coisa que eu fiz, e não de algo que não fiz.

E como foi se transferir para o Palmeiras, que o recusou no retorno ao Brasil?

Eu nem sei… Teve a proposta, e o Santos também queria… É até engraçado porque alguns amigos meus empresários vinham falar depois que treinadores diziam que deviam ter me contratado naquela época. Eu trabalho pela minha família e meus amigos, que sabem o sofrimento que passei e cresceram comigo. Eu moro no mesmo bairro em que nasci e tenho os mesmos amigos desde os 11 anos. E estarei sempre em Caieiras. Só mudei da casa da minha mãe para a minha. Eu me sinto bem em Caieiras, cresci lá e quero morrer lá. Ando na mais pura tranquilidade, as pessoas me consideram e eu tento ajudar da melhor forma as pessoas. Jamais me passou pela cabeça me mudar de lá.

Você acha que sua passagem pela Seleção Brasileira foi muito curta?
Na minha época, era muito difícil ir para a Seleção, porque tinha grandes jogadores, como Mauro Silva, César Sampaio, Flávio Conceição, Émerson, Amaral… Eu fui pouco para a Seleção, mas joguei com os melhores: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Edmundo, Romário, Djalminha, Cafu, Mauro Silva, Aldair, Roberto Carlos, Antônio Carlos, Denílson, Juninho Paulista, Zé Elias… Eram jogadores que desequilibravam partidas e tive o prazer de jogar com eles. Eu tenho prazer em ver os quadros daquela época. A única coisa que faltou em minha vida profissional foi disputar uma Copa do Mundo. De resto, consegui o que eu queria. Joguei em grandes times do Brasil: Santos, Flamengo e agora o Palmeiras. E também não deixo de lado o Rio Branco, porque tudo começou lá. Eu me sinto realizado, porque joguei com os melhores, contra os melhores e em grandes estádios. Quando encerrar minha carreira, vou agradecer a Deus e ao meu pai, por ter sido um jogador de futebol.