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16/05/2008 - 18:55

Luxa fica na bronca com clima quente e ameaça barrar Kléber

Gazeta Press / Placar

O clima exageradamente quente encontrado no coletivo desta sexta-feira na Academia de Futebol poderá causar reflexos no time do Palmeiras que entrará em campo domingo, às 18h10, para enfrentar o Internacional, no Palestra Itália.


Insatisfeito com as seguidas confusões ocorridas na atividade, principalmente com a dura entrada do atacante Kléber no zagueiro Maurício, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi enfático:


"Agredir um colega não está certo. Isso não é coisa de treinamento. Não gostei e vou pensar se levarei o Kléber para a concentração", avisou o comandante, sem aceitar a explicação do jogador para o ocorrido.


"Ele falou que tropeçou, mas já me contaram que não foi isso o que aconteceu", sintetizou Luxa, que ainda irá conversar com o atleta para saber qual atitude tomar para acalmar o ambiente, abalado nesta sexta com o comportamento exacerbado de Kléber, Valdívia e Henrique, estes com duras entradas em Lenny.


"O Valdívia deu uma entrada mais dura. Treino tem que ser duro mesmo, mas com comportamento profissional e de respeito. Pode ser o Valdívia, o Marcos, o Lenny. O clube sempre será preservado e, se para isso eu tiver que mandar embora, vou mandar. Quero um grupo disputando posições, mas não com deslealdade", decretou o treinador. "Eu não tenho satisfações a dar aos jogadores no sentido disciplinar e o bom ambiente será preservado", completou.


Novidade entre os titulares que participaram do coletivo desta sexta, o atacante Denílson preferiu fugir da polêmica e avisou logo de cara que não viu a confusão envolvendo Kléber e Maurício. "Quando eu olhei, o Kléber já estava saindo. Achei até que tinha sentido algo muscular", desconversou.


O experiente jogador não acredita, no entanto, que o entrevero desta sexta possa causar estragos no ambiente do clube. E até citou uma discussão que teve com Lenny às vésperas do segundo jogo final contra a Ponte Preta para garantir que o elenco alviverde está em paz.


"O ambiente no grupo é sensacional e o que aconteceu comigo e com o Lenny foi uma discussão normal, que ficou dentro de campo". Sobre uma possível conversa com Kléber para saber os motivos do ocorrido, foi direto:


"O Kléber não é um menino de 19 anos. Ele já é bem grandinho e sabe muito bem o que fez. Ele sabe que o ato tem as conseqüências contra e a favor e não precisa que ninguém chegue nele", concluiu.


Cabelo da discórdia? O técnico Luxemburgo deu de ombros quando questionado se Kléber estaria com um mau ambiente no clube pelo fato de ter sido o único atleta a não cortar os cabelos após a conquista do título paulista.


"Vocês estão vendo fantasma onde não existe. Não há relação nenhuma com o fato de ele não ter cortado o cabelo. O que aconteceu foi por conta do temperamento dele. O Kléber é assim", finalizou o treinador alviverde, acompanhado por Denílson. "Ele pediu para não cortar porque não queria ficar careca, mas isso não teve nada a ver".


 

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