Há 30 anos, o Mestre chegava pro lugar que hoje é de Mano
Em 19 de fevereiro de 1980, aquele que é considerado o maior técnico do Brasil assumia a seleção canarinho. Telê Santana revelou para a PLACAR suas exigências para escalar os 11 jogadores. Tinha os nomes e apenas uma dúvida: se escalava Mauro Galvão ou Polozzi na zaga.
Goleiro: "Precisa ser calmo ao falar, sem esbravejar ou bronquear com a defesa". Recado para Leão?
Lateral-direito: "Um homem supercapacitado fisicamente. Ele fará constantemente as vezes do ponta direita".
Zagueiros: "Quero gente que saiba ser zagueiro de área e quarto-zagueiro".
Lateral-esquerdo: "Precisa saber penetrar em diagonal para o meio, além de chutar de meia distância".
Cabeça de área: "Esse homem vai proteger o avanço constante dos laterais".
Meia-armador: "Terá que ser ótimo finalizador, além de ter que saber ocupar as laterais do campo atacando pelos dois lados".
Ponta direita: "Marcador dos pontas adversários e será um jogador para ajudar no povoamento do meio campo. Não quero um ponta fixo".
Centroavante: "Dou preferência ao jogador técnico. Meu centroavante será craque, como foi Tostão em 70. Quero um ataque de habilidosos".
Ponta de lança: "Habilidoso. Terá que se desdobrar, ser mais que um craque, ser um operário".
Ponta esquerda: "Ele precisa reunir arrancada, drible perfeito e a gana de um goleador".
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