Total de jogadores nascidos fora do Brasil foi de 29, em 2011, para 47; no entanto, total ainda é de apenas 3,4% imigrantes nas Séries A e B
Por Felipe Barros, da PLACAR
Uma das economias mais fortes da América Latina e com o campeonato de futebol mais equilibrado do continente, o Brasil manteve em 2012 a tendência do aumento de jogadores estrangeiros em suas duas principais divisões. Levando em conta os 40 clubes das Séries A e B, o número de atletas imigrantes foi de 29 para 47 nesta temporada. Um aumento de 62% em comparação com o último Brasileirão.
Porém, esses jogadores estão concentrados em apenas 22 clubes do país. Muitas equipes tradicionais têm elencos exclusivamente de brasileiros, como o Bahia, a Ponte Preta, a Portuguesa, o Sport e o Vitória. Enquanto isso, clubes como Internacional e Figueirense têm cinco estrangeiros cada. Corinthians e Cruzeiro têm quatro. Mas só podem contar com três deles em campo simultaneamente.
A porcentagem de atletas sem passaporte brasileiro é bem pequena. São 1 422 jogadores inscritos na primeira e na segunda divisão (698 na Série A e 724 na Série B), o que dá uma porcentagem de apenas 3,4% de atletas de fora. São 38 estrangeiros na elite nacional, o que representa 6% de jogadores sem passaporte brasileiro nos 20 times da divisão principal.
E a maioria, ainda por cima, é de sul-americanos. Apenas quatro jogadores não nasceram em nosso continente. Clarence Seedorf, holandês do Botafogo, Chen Zhizhao, chinês do Corinthians, Henry Ugwunna, nigeriano do ASA, e Geraldo, angolano do Paraná Clube. Os argentinos lideram a lista, com ampla maioria (22 atletas, 47% do total), seguido pelos sete uruguaios (15%) e quatro paraguaios (9%). São ainda três equatorianos, dois peruanos e dois chilenos, enquanto Colômbia e Bolívia têm um representante cada.
Conheça os 47 estrangeiros inscritos nas Séries A e B do Brasileiro:

Comentários 0
Faça seu comentário!