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No último jogo antes do Mundial, Barça passa pelo Real, de virada, por 3 a 1

O Barcelona pode partir para o Japão na noite deste sábado, rumo à disputa...

Por: Redação PLACAR - Atualizado em

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Xavi comemora o gol que marcou na vitória do barcelona, de virada, sobre o Real Madrid | Crédito: REUTERS/Sergio Perez

O Barcelona pode partir para o Japão na noite deste sábado, rumo à disputa do Mundial de Clubes, com a sensação de tarefa cumprida. Venceu o Real Madrid por 3 a 1, de virada, no Santiago Bernabéu, e igualou os 37 pontos do arquirrival na liderança do Campeonato Espanhol, ainda que com uma partida a mais.

O santista que assistiu ao clássico, porém, viu por 25 minutos uma maneira de segurar o atual campeão europeu. Marcando sob pressão, os comandados de José Mourinho abriram placar logo aos 25 segundos de jogo, quando Benzema concluiu nas redes jogada iniciada por passe errado do goleiro Valdés.

Aos 29 minutos do primeiro tempo, porém, Messi apareceu driblando três e dando passe para Alexis Sánchez empatar. Aos 43, figurou de maneira negativa, ao cometer falta dura em que o árbitro se recusou a lhe dar um segundo cartão amarelo, que o tiraria do confronto.

Com Messi em campo, Xavi virou aos sete minutos, em chute que desviou no brasileiro Marcelo e enganou Casillas. Aos 20, o argentino lançou Daniel Alves, que cruzou para Fábregas definir o vencedor do duelo. Não deu para o Real Madrid. Na quinta-feira, os catalães iniciam sua tentativa de tornar sua supremacia planetária, enfrentando o vencedor de Esperance, da Tunísia, e Al Sadd, do Catar.

O jogo - O Barcelona, temido principalmente por sua já tradicional maior posse de bola, deu a saída, mas o Real Madrid não precisou nem de um minuto de clássico para ser beneficiado por sua estratégia de marcar em massa a origem do estilo catalão: a troca de passes entre os homens que compõem o setor defensivo.

Logo aos 19 segundos, Valdés errou toque com o pé e deixou a bola na entrada da área para Di María. O meia-atacante argentino chutou em Busquets, que ainda desviou o rebote de Ozil enquanto Piqué ficava perdido dentro da área sem marcar ninguém. A bola acabou sobrando na pequena área para Benzema, aos 25 segundos, balançar as redes de um inconsolável Valdés.

O estádio Santiago Bernabéu festejou tanto quanto os jogadores do clube merengue. À sua maneira, José Mourinho também vibrou. O clássico começou como ele queria e poderia seguir do mesmo jeito. Seu esquema tático não era inovador, já que tinha nos laterais Coentão e Marcelo atletas capazes de marcar e forçar a serem marcados, na tentativa de anular as pontas do adversário.

Sem medo de fazer sua equipe deixar de jogar para que saia de campo com a vitória, escalou Lass Diarra para perseguir Messi e Xabi Alonso para ajudá-lo na missão e transitar na cobertura de Fábregas ou Iniesta. Di María, Ozil e Cristiano Ronaldo eram os mais importantes na estratégia, já que deveriam se antecipar a Xavi sempre e obrigar que os quatro defensores, Busquets e Valdés se desesperassem com a participação também de Benzema na pressão.

Desta maneira, foram 25 minutos em que o Real Madrid diminuiu a posse de bola dos catalães e causou confusão a ponto de até Cristiano Ronaldo ter ficado sem marcação e quase balançado as redes aos 24 minutos. Antes, o próprio português, em chute da intermediária, e Benzema, em cabeçada, também estiveram perto de dar à torcida madridista um segundo gol.

Quando Cristiano Ronaldo apareceu livre, o Barcelona entendeu que deveria dar um passo para trás. Assim, o time deixou de ter como um dos poucos destaques Alexis Sánchez, que se mexia tanto quanto reclamava e tentava cavar cartões para os adversários, e Messi, dono de sua característica sequência de dribles curtos que não selou o empate aos seis minutos por causa de boa defesa de Casillas.

Mas o time de Guardiola entendeu que Messi seria mais útil como meia do que como um falso centroavante. Com a mudança de posição, o camisa 10 mudou o rumo da partida aos 29 minutos, driblando três adversários e lançando para que Alexis Sánchez entrasse em velocidade na área sem marcação para empatar o clássico.

O placar se igualou e o duelo foi desequilibrado. O insistente toque de bola dos catalães, enfim, passou a dominar o confronto, assim como as aparições de Daniel Alves pela direita tornaram-se ainda mais frequentes. Tudo poderia mudar não fosse o árbitro Fernández Borbalán, que se recusou a dar um segundo cartão amarelo a Messi - o primeiro havia sido por reclamação - após falta dura em Xabi Alonso, aos 43 minutos do primeiro tempo.

A torcida madridista protestou até o intervalo. Sabia que, se o craque fosse expulso, as chances seriam maiores. Mas ainda havia outro candidato a melhor do mundo em campo. Um craque que também tem sorte. Aos sete minutos, Xavi colocou a superioridade no placar dando um voleio que não acertou a bola com tanta força, mas pegou um efeito que, graças a um desvio de Marcelo, encontrou as redes.

Messi, então, apareceu de maneira decisiva novamente. Lançou para Daniel Alves cruzar com precisão para Fábregas sentenciar com uma cabeçada certeira o resultado de mais um Superclássico, aos 20 minutos. A partir daí, bastou tocar a bola e se poupar visando o Mundial de Clubes. Uma finalização do Real Madrid se tornava cada vez mais rara. Mais uma vez, deu Barça.

FICHA TÉCNICA

REAL MADRID 1 X 3 BARCELONA

Local: estádio Santiago Bernabéu, em Madri (Espanha)

Data: 10 de novembro de 2011, sábado

Horário: 19 horas (de Brasília)

Árbitro: Fernández Borbalán (Espanha)

Cartões amarelos: Xabi Alonso, Lass Diarra, Pepe e Sergio Ramos (Real Madrid); Alexis Sánchez, Messi e Piqué (Barcelona)

Gols:

REAL MADRID: Benzema, aos 25 segundos do primeiro tempo

BARCELONA: Alexis Sánchez, aos 29 minutos do primeiro tempo; Xavi, aos sete, e Fábregas, aos 20 minutos do segundo tempo

REAL MADRID: Casillas; Coentrão, Pepe, Sergio Ramos e Marcelo; Lass Diarra (Khedira) e Xabi Alonso; Di María (Higuaín), Ozil (Kaká) e Cristiano Ronaldo; Benzema

Técnico: José Mourinho

BARCELONA: Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta (Pedro); Alexis Sánchez (David Villa), Messi e Fábregas (Keita)

Técnico: Pep Guardiola

Fonte: PLACAR