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São Paulo

Ney Franco detona Rogério Ceni e afirma que goleiro "queimou" Ganso

Em entrevista a "O Globo", treinador critica capitão são-paulino e afirma: "seu papel na equipe extrapola as funções de capitão"

Por: Redação PLACAR

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Rogério Ceni foi duramente criticado por seu ex-treinador, Nei Franco | Crédito: Gazeta Press

Rogério Ceni afirmou, em alto e bom tom, na ocasião da demissão de Ney Franco da direção técnica do São Paulo, que o legado da passagem do treinador pelo clube paulista havia sido "zero". A contundente declaração do goleiro foi incisiva, mas não resultou em uma resposta imediata por parte do técnico. Nesta terça-feira, no entanto, em entrevista ao jornal "O Globo", Ney Franco detonou Ceni, deixando claro o poder do capitão nos bastidores do clube.

Segundo o ex-treinador do São Paulo, Rogério "participa da vida política do clube, há uma disputa por seu apoio político". Tal influência faz com que papel na equipe extrapole as funções de capitão. Para Ney Franco, é nótorio o fato do goleiro "queimar" atletas que não o agradam. Foi assim com Ganso. "Se chega um nome que é do interesse dele, ele fica na dele; se não é, reclama nos corredores. E isso chega aos contratados, como Ganso, Lúcio. E eu, como técnico, ficava no meio disso", explicou.

"Ganso chegou em um ambiente, percebeu claramente as coisas. Chegou ao ouvido dele. Havia uma fritura por trás e pode atrapalhar. Nos corredores, era o que se escutava, que quando Ganso jogava o time tinha um jogador a menos", completou o treinador.

A preocupação em quebrar marcar individuais, por parte do ídolo da torcida são-paulina, também foi criticada por Ney Franco. "Em 2013, não tive nele o capitão que precisava. Havia a preocupação de quebrar marcas individuais". 

Ney Franco também falou de propostas recebidas para voltar a a treinar clubes da série A, discorreu sobre sua passagem pela CBF e analisou o trabalho de Felipão frente à seleção brasileira. Rogério Ceni, no entanto,  foi o tema principal da entrevista realizada pelo diário carioca. 

"Ele (Rogério) direcionou de uma forma que, se o São Paulo não der certo na temporada, eu sou culpado. Se der certo, é porque chegou outro treinador e consertou", disse. "E alguns jogadores que estão no clube me ligaram, dizendo que não concordam com a forma como as coisas aconteceram, como estou sendo tratado. Mas têm medo da forma como Rogério lida. Nem tudo foi minha culpa. Há uma oposição declarada, uma pressão no clube minando o trabalho. Não era o Ney Franco, era qualquer um que estivesse ali", encerrou.