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Mudando as regras: veja quais fórmulas de disputa foram utilizadas nas Copas

Confira as diferentes fórmulas de disputa da Copa do Mundo ao longo da história

Por: Redação ABRIL NA COPA

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Copa 1930
Copa do Mundo de 1930, no Uruguai: apenas 13 participantes e grupos desequilibrados | Crédito: Getty Images

Desde a edição de 1998, na França, a Copa do Mundo tem 32 seleções divididas em oito grupos, dos quais os dois mais bem-colocados se classificam para a fase de mata-matas. Nas edições anteriores, o torneio já fez até com que países fossem eliminados após uma única partida. A quantidade de participantes variou bastante, o que levou a mudanças de formato.

Ao primeiro Mundial, em 1930, viajaram apenas 13 seleções. Muitos países europeus se assustaram com a logística da jornada até o Uruguai e não mandaram representantes. Em 1934, o número chegou a 16. Por décadas, essa contagem se manteve, com exceção das edições de 1938 (15) e 1950 (13), por causa das desistências de última hora.

Quando o brasileiro João Havelange tornou-se presidente da Fifa, em 1974, a entidade passou a abrir espaço para que mais nações entrassem na festa. Assim, em 1982, a Copa chegou ao número de 24 seleções.

A conta não fechava

 

Espanha 3 x 1 Brasil, na Copa de 1934: único jogo da seleção
Espanha 3 x 1 Brasil, na Copa de 1934: único jogo da seleção | Crédito: Getty Images

Na Copa de 1930, no Uruguai, as 13 equipes foram divididas em quatro grupos. A Argentina caiu no único com quatro países. Apenas os melhores de cada chave seguiam para a semifinal.

Na Copa de 1934, na Itália, optou-se pelo mata-mata entre as 16 seleções desde o início. Um sorteio definiu os primeiros confrontos e, assim, o Brasil – que perdeu para a Espanha por 3 x 1 – foi uma das oito equipes que disputaram um único jogo. Durante a competição, ocorreu a primeira partida de desempate, entre espanhóis e italianos, pois não havia ainda decisão por pênaltis.

Em 1938, mais uma vez os times partiram direto das oitavas de final.

Voltam os grupos

 

Uruguai 8 x 0 Bolívia na Copa de 1950: único jogo do grupo
Uruguai 8 x 0 Bolívia na Copa de 1950: único jogo do grupo | Crédito: Getty Images
O formato de grupos voltou em 1950, no Brasil. De novo, em uma distribuição esquisita. Com três países desistindo na última hora, houve uma chave com quatro, duas com três e um grupo com dois times, apenas: o Uruguai eliminou a Bolívia em um jogo único, por 8 x 0. A fase seguinte foi ainda mais confusa: os quatro classificados se enfrentaram em um quadrangular. Ou seja, o famoso Maracanazo nem sequer foi uma final de verdade.

Em 1954, a polêmica veio com a adoção bizarra de dois cabeças de chave por grupo, que não jogariam entre si. A ideia foi deixada de lado em 1958. Apenas em 1970 o jogo de desempate deixou de ser necessário.

Malabarismos regulamentares

 

Seleção da Bulgária na Copa de 1986: nss oitavas, mesmo sem vitórias
Seleção da Bulgária na Copa de 1986: nss oitavas, mesmo sem vitórias | Crédito: Getty Images

Em 1974, os oito times que seguiram para a segunda fase foram divididos em dois grupos de quatro países, que jogariam entre si. Os melhores de cada chave fariam a final. Em 1978, essa fórmula dos quadrangulares fez com que o Brasil terminasse em terceiro lugar, mesmo após uma campanha invicta.

Com 24 participantes, a Copa de 1982 teve, na primeira fase, seis grupos. Classificados, os dois primeiros de cada grupo foram separados em quatro grupos, dos quais os vencedores chegaram à semifinal.

Nas Copa de 1986, no México, 1990, na Itália, e 1994, nos EUA, as oitavas de final contiveram, além do primeiro e do segundo colocados de cada chave, os quatro melhores terceiros na primeira fase. Houve times, casos de Bulgária e Uruguai, em 1986, que nem precisaram vencer uma partida para se classificar.

Esses malabarismos foram abandonados a partir da Copa de 1998, na França, quando o torneio passou a ter 32 seleções em oito grupos, e foi possível levar às oitavas só os dois melhores de cada um.