Marlon Santos batalha em Xerém para ser um dos melhores volantes do mundo

Por Redação PLACAR 20/08/2012, às 12h15

Marlon já treinou com seus ídolos Deco e Fred nos profissionais do Flu
Marlon já treinou com seus ídolos Deco e Fred nos profissionais do Flu / Crédito: Foto: Kássia Miranda

Um das grandes promessas de Xerém, jogador fala sobre seus sonhos em entrevista à PLACAR

Por Jessica Corais e Josué Ferrera

A categoria de base do Fluminense é conhecida nacional e internacionalmente como uma das que mais revela atletas no futebol brasileiro nos dias atuais. De Xerém, surgiram inúmeros jogadores, mas esta fábrica de jovens talentos não para por ai. Pelo menos, é esta a expercativa de Marlon Santos, volante do juvenil do time, que é apontado como uma das maiores promessas do clube.

Um verdadeiro batalhador no futebol, Marlon se tornou exemplo de superação para todos que conhecem sua história. Com a força e apoio incondicional de sua família, que para realizar o sonho de seu filho fez inúmeros sacrifícios e sempre apostou em seu talento, ele enfrentou desafios dentro e fora dos campos.

A dura rotina de acordar cedo, enfrentar horas de ônibus para se deslocar de sua residência, um condomínio na Vila Aliança-Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, até Xerém, Baixada Fluminense, para treinar, ou até mesmo sua saída das categorias de base do Vasco, foram apenas alguns dos desafios na vida deste jovem jogador que apesar da pouca idade, 16 anos, tem muito para nos contar.

Em entrevista à Placar, Marlon Santos revelou detalhes de sua vida, seu começo no futebol e sua ligação com o time principal do clube.

Conte-nos um pouco sua trajetória no futebol. Como você começou e chegou ao Fluminense?

Comecei no Olaria, fui pro Vasco da Gama e lá fiquei durante 5 anos e cheguei ao Fluminense no dia 18 de agosto de 2009. Saí do Vasco porque após uma mudança na comissão técnica um dos dirigentes disse que me achava fraco e que não poderia ser titular, foi aí que decidi sair e fui pra o Flu.

Como é jogar no Fluminense? Quem é seu melhor amigo no clube?

É ótimo, apesar das cobranças de um time grande, mas sei lidar com isso. Meu melhor amigo é o Robert Kennedy, jogamos juntos no Vasco e atualmente jogamos juntos no Fluminense. Ele sempre me dá força quando preciso, sem dúvida é meu melhor amigo.

Você já treinou algumas vezes nos profissionais do Flu. Como foi essa experiência?

Maravilhosa, o grupo é muito experiente e tem craques como Deco e Fred. Tem sido muito bom aprender com eles até mesmo para levar essa experiência para as competições do juvenil.

Como foi para você morar em Xerém? Sentiu muita falta da família?

Na verdade morei lá 3 anos, desde que cheguei ao Flu e a saudade era imensa, família é a base de tudo. Creio que isso me ajudou a crescer e amadurecer. Agora estou me mudando para uma casa em Xerém e minha família vem comigo. Vai ser ótimo tê-los por perto.

Quem é Marlon fora dos gramados?

O Marlon é humilde e simples, que procura ajudar os amigos e nas horas vagas procuro estar com a família e ajudar meu irmão também.

Você é uma pessoa extremamente ligada ao seu pai e diz que o tem como ídolo. O que ele representa na sua vida??

Só me ajudou e ajuda até hoje. Continua se esforçando, fico até sem palavras... ele é tudo pra mim, muita gente gostaria de ter o pai que eu tenho, me sinto privilegiado de ter ele como pai.

Seu irmão vem seguindo os seus passos na base do Tricolor. O que acha disso?

De certa forma sirvo de exemplo para ele e procuro sempre ajudá-lo, ele está muito feliz também. Se Deus quiser ainda vou realizar o sonho de atuar junto com ele.

Quem são seus ídolos no futebol?

Deco e Fred são excepcionais, sem dúvida meus grandes ídolos. O Neymar também é fantástico.

Qual foi o momento mais especial e inesquecível que viveu no Fluminense até hoje?

Foi o título Carioca sobre o Vasco no ano passado, por ironia do destino. Foi uma das melhores partidas que fiz na minha carreira. O jogo foi 1 a 1 no tempo normal e ganhamos nos pênaltis.

Quais são seus sonhos no futebol?

Chegar no grupo principal do Fluminense e me manter. E chegar à seleção brasileira, vou batalhar muito para isso.

Como é ser capitão do time, muita responsabilidade?

Sim, dentro e fora de campo, tenho que saber lidar com todos e passar experiência e tranquilidade a todos os atletas do grupo.

Como você se vê daqui a 5 anos?

Me vejo como um dos melhores na minha posição, que é volante.

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