Jogador diz que prefere atuar na seleção como terceiro homem no meio-campo
Por Ricardo Gomes, da PLACAR
Hernanes é um cara do futuro. Não só por ser um volante dito 'moderno' e por chutar com excelência com as pernas direita e a esquerda, mas porque trata com zelo especial os próximos passos de sua carreira.
Relegado dos últimos amistosos da seleção e, por consequência, da lista de convocados de Mano para os Jogos de Londres, Hernanes, 27 anos, garante não estar frustrado em não disputar sua segunda Olimpíada - esteve em 2008, em Pequim - e crava: vai lutar para ser lembrado para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Em entrevista à Placar, o ex-volante do São Paulo abre o jogo e revela quais os planos para os próximos quatro anos, considerados os mais decisivos de sua trajetória como jogador de futebol. Desvenda também sua posição preferida em campo e, por fim, fala sobre a emoção em disputar um Lazio x Roma, clássico que, segundo ele, é bem mais quente que qualquer um disputado em São Paulo.
Se sente injustiçado por não ter sido convocado para os últimos jogos da seleção, o que, em tese, lhe tirou qualquer chance de ir à Londres?
De maneira alguma. Acho que consegui conquistar a confiança do Mano, apesar de não ter sido chamado para os últimos amistosos. (Ir para a Olimpíada) seria difícil, já que são apenas três vagas (para jogadores com idade acima de 23 anos). Quem sabe eu não possa disputar mais uma Olimpíada...
Acredita que, aos 31 anos, poderá pleitear uma vaga no time que jogará no Rio de Janeiro, em 2016?
Tenho dois sonhos: evoluir e ter regularidade para chegar a (Copa de) 2014 e 2016. São quatro anos que eu tenho que dar um 'sprint', uma arrancada na minha carreira.
O Mano diz que você briga por uma vaga na armação, naquela faixa atrás dos atacantes,mas você se consagrou como um volante de chegada. O que tem a dizer sobre isso?
Vi uma entrevista com o Mano e fiquei feliz em vê-lo me classificar como um terceiro homem no meio-campo, que fica mais atrás, mas chega à frente. Ele deixou isso bem claro. Não tem mais indefinição, se é meia ou volante. Na Lazio eu jogo como meia avançado, mas minha posição de origem é volante.
É a posição em que você se sente mais à vontade, então?
Sim. Num esquema com três volantes, ou com dois volantes e dois meias, tanto faz.
Dá para fazer um balanço desses dois anos anos de Itália?
No primeiro ano (de Lazio) já consegui me destacar. Fiz 12 gols. Se não fosse minha contusão, teria feito números melhores na última temporada (em 2011/2012, foi às redes em 11 oportunidades). Acima dos gols, fico feliz por ter conquistado a admiração dos torcedores daqui.
Quais são os planos da Lazio para a próxima temporada? Dá para disputar de igual para igual com Juventus e Milan?
Nos dois últimos anos tivemos a oportunidade (de brigar pelo scudetto), mas não aproveitamos. É um time bom, que me favorece, mas que precisa amadurecer para conseguir melhores resultados. Como equipe, temos que alcançar esse amadurecimento para agarrar as chances que aparecem.
E as suas ambições pessoais para 2012/2013?
Preciso ter mais regularidade, oscilar menos. Isso vai me ajudar também a me manter em definitivo no grupo da seleção.
Você já jogou inúmeros clássicos em sua época de São Paulo. Existe alguma atmosfera parecida com o que é sentido em um Laxio x Roma?
Nada comparável. Não vou encontrar nenhuma cidade do mundo que tenha a mesma cultura futebolística que Roma. A maneira como sentem, como encaram o clássico... é diferente. A vitória na última temporada (no segundo turno do Italiano, a Lazio bateu a Roma por 2 x 1, com direito a gol de Hernanes) foi a noite mais feliz da minha vida, de maior satisfação, futebolisticamente falando.
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