A Boa Terra em campo: campeonato amador mobiliza cidades baianas há 54 anos

Por Redação PLACAR 12/07/2012, às 11h44

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boa-terra / Crédito: Sem crédito

Campeonato amador mobiliza cidades baianas há 54 anos. De quebra, ainda revela alguns craques que vão parar na seleção

Por Raphael Zarko da PLACAR A partir deste mês, o bicho vai pegar nos campos baianos. Maior campeonato do estado (depois do Baiano da primeira divisão), o Intermunicipal sub-23 chega a sua 54ª edição com seleções que gastam até 100 000 reais por mês no evento, que vai até dezembro. São 64 equipes amadoras que atraem jogadores e técnicos profissionais e geram cerca de 10 000 empregos em todo o estado, segundo a Federação Baiana de Futebol. O time de São Francisco Conde, por exemplo, tem convênio de 30 000 reais com a prefeitura, além de patrocínios de companhia de limpeza, empreiteira e distribuidora de água mineral. "Sete atletas são daqui mesmo. Os mais de 20 restantes são de fora e moram no nosso alojamento", diz o presidente Raimundo Antônio. Ex-profissionais chegam a receber salários superiores a 5 000 reais, mas a maior parte dos quase 2 000 jogadores do torneio tem trajetória similar à de Thiago Rodrigo de Santana Santos, o Paulista, 23 anos, contratado pela seleção de Crisópolis. "Eu estava jogando o Sergipano da primeira divisão havia dois anos. Mas aqui eu ainda posso trabalhar com telemarketing", diz o lateral, que ganha 1 000 reais pelo Crisópolis. São 200 reais a mais do que recebia como profissional. Estes caras começaram lá

Marcado em: Revista Placar

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