Em busca de sua 3ª taça, Inter supera problemas desde 
a sua estreia e ganha corpo para brilhar na competição

Leandro Damião

Foto: Edu Andrade / Gazeta Press

É com os gols de Damião que o Inter poderá chegar ao tricampeonato

Para alcançar o tri, o Inter começou cedo a vencer as dificuldades da Libertadores. De cara, teve o Once Caldas. Jamais dois campeões continentais haviam se enfrentado na pré-Libertadores. E o Inter superou os colombianos e seguiu adiante para cair justamente no grupo 1, o do Santos de Neymar, atual campeão do torneio.

Para jogar a Libertadores com chances de título, o Inter manteve a base de 2011 e agregou Dagoberto e o argentino Jesus Dátolo, campeão da competição com o Boca em 2007.

Ainda que o técnico Dorival Júnior seja um estreante em Libertadores, o grupo colorado possui diversos campeões continentais e, no comando do futebol vermelho, Fernandão, o capitão do Mundial de 2006. O Inter chega bem equipado para a Libertadores.

Ponto forte
Com Dorival Júnior, ao ataque. Com a chegada de Dagoberto e de Dátolo, o técnico pode reeditar a ideia de seu Santos de 2010, campeão da Copa do Brasil. Os nomes são outros, mas o plano é semelhante. A partir dos laterais, Nei e Kléber, e de Bolatti, o projeto é partir para o ataque. A eles se juntarão Dagoberto, Oscar, Dátolo e, sobretudo, Leandro Damião.

Ponto fraco
A defesa. O sistema defensivo do ano passado não recebeu reforços e o multicampeão Índio só voltou ao time porque Bolívar perdeu espaço devido às fracas atuações de 2011. Muriel ainda é um goleiro sem experiência internacional, assim como o zagueiro Moledo. Nas laterais, Nei ainda passa alguma insegurança.

O cara
É com os gols de Damião que o Inter poderá chegar ao tricampeonato. Após um final de 2011 ruim, devido a uma lesão muscular, o camisa 9 já abriu a pré-Libertadores marcando e ajudando a equipe a se classificar.

A dúvida
Oscar precisa se destacar também em meio ao jogo duro dos hispânicos. Talento ele tem de sobra.

Quem pode surpreender

Comparado a Falcão em seu início no Inter, Bolatti perdeu espaço no clube. Mas ainda pode se transformar em referência.

Cara de Libertadores
Guiñazu. O volante foi um dos líderes, na raça, do time campeão em 2010. Ampara uma legião de argentinos que inclui Bolatti, Dátolo e D’Alessandro.