Fluminense chega à sua segunda Libertadores consecutiva com um time repleto de estrelas

Foto: Dhavid Normando/Photocamera
Fred é a referência do ataque do Fluminense, um lÃder nato, sempre decisivo
Em 2008 o tÃtulo escapou por muito pouco. O Fluminense foi vice ao perder para o LDU, do Equador, nos pênaltis. Naquele ano, a grande estrela foi Thiago Neves – que acaba de voltar ao Tricolor após uma polêmica saÃda do arquirrival Flamengo.
Ano passado, o time não foi bem, sendo eliminado pelo Libertad, do Paraguai, nas oitavas de final. Na sua terceira tentativa em cinco edições da Libertadores, o Fluminense chega à competição mais experiente, maduro e, mais uma vez, com um elenco repleto de estrelas.
O treinador, Abel Braga, já viveu a experiência de ganhar a Libertadores, em 2006, pelo Internacional – o atacante Rafael Sóbis estava lá, e repetiu a dose em 2010. Nunca a confiança foi tão grande nas Laranjeiras. Motivos não faltam.
Ponto forte
O ataque. Conta com Fred em grande fase, Rafael Sóbis e Rafael Moura, servidos por meias habilidosos e arrojados como Deco, Thiago Neves e Wagner. Entre as peças de reposição, o time conta ainda com a velocidade de Araújo e a juventude de Wellington Nem. Nenhum time brasileiro tem tantos talentos na frente.
Ponto fraco
O excesso de talentos tem um lado perigoso: o de se tornar um barril de egos pronto para explodir. São pelo menos seis jogadores — os já citados Fred, Rafael Sóbis, Rafael Moura, Deco, Thiago Neves e Wagner — para apenas quatro vagas, além dos que correm por fora, como Wellington Nem. Abel Braga vai ter que usar muita diplomacia e psicologia.
O cara
Fred não é só o homem-gol do Fluminense. É a referência do ataque, um lÃder nato, sempre decisivo. Livre de lesões, não tem medo de assumir o papel de protagonista.
A dúvida
Deco pouco jogou em 2011, devido a sucessivas contusões — mas, quando entrou, mostrou que ainda é um craque. Os tricolores torcem para que supere os problemas fÃsicos.
Quem pode surpreender
Prata da casa, Wellington Nem, 19 anos, foi emprestado ao Figueirense em 2011. Voltou ao clube como a revelação do Brasileirão.
Cara de Libertadores
Rafael Sóbis. Ganhou duas Libertadores pelo Inter e marcou em duas finais: em 2006, fez dois contra o São Paulo; em 2010, fez contra o Chivas.

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