Começa neste sábado a 28ª edição da Copa Africana de Nações. Co-sediado no Gabão e na Guiné Equatorial, o torneio será disputado por 16 seleções africanas que se classificaram em uma fase classificatória cheia de surpresas, que deixou de fora equipes tradicionais como o Egito, maior campeão da CAN, e Camarões. Mas, antes de apresentarmos melhor o campeonato deste ano, vamos fazer um rápido histórico da competição.
A primeira edição da CAN foi disputada em 1957, no Sudão. Quatro equipes disputariam o torneio, mas a África do Sul acabou ficando de fora devido às complicações do apartheid. O Egito ficou com o título, enquanto a Etiópia ficou com o vice e a sede Sudão ficou em último lugar.
Inicialmente, o campeonato era realizado em intervalos irregulares. Foi assim até a edição de 1968, quando a competição passou a acontecer a cada dois anos. A partir de 2013, o torneio será disputado em anos ímpares, para não coincidir mais com o calendário da Copa do Mundo.
Desde 1996, na África do Sul, o número de participantes chegou ao atual, 16. Naquele ano, entretanto, a Nigéria desistiu da competição por razões políticas, sobrando apenas 15 das seleções classificadas para o torneio.
Foi nesta 20ª edição, inclusive que a África do Sul fez sua primeira participação na Copa Africana de Nações. Banidos por causa do apartheid, os Bafana Bafana só puderam participar da fase qualificatória a partir da edição de 1994, quando não chegaram a se classificar.

Foto: B.Allen/Divulgação
Gana, de Muntari (na foto, preparando para bater falta), sediou a competição em 2008
Desistências e desqualificações são bastante comuns na CAN. Em 1978, Costa do Marfim e Mali foram retiradas da segunda fase classificatória para a 11ª edição, que seria disputada em Gana, por razões desconhecidas. Ainda naquela edição, a Tunísia abandonou o campo aos 42 minutos do primeiro tempo, quando a disputa de terceiro e quarto lugar, contra a Nigéria, estava empatada em 1 x 1. Com isso, os nigerianos venceram por W.O.
Em 1987, a Zambia desistiu da organização da edição de 1988, que acabou ficando a cargo de Marrocos. A edição de 1994 ficou por conta da Tunísia, após desistência do Zaire. Dois anos depois, a África do Sul foi beneficiada após retirada do Quênia. Em 2000, o Zimbábue foi substituído como sede por uma co-organização entre Gana e Nigéria.
Na última edição até agora, a seleção do Togo deixou a competição após o ônibus da delegação sofrer um atentado na província de Cabinda, na Angola. O ataque, desferido por rebeldes separatistas, deixou três mortos: o motorista do ônibus, o assistente-técnico Abalo Amelete, e o diretor de comunicações Stanislas Ocloo.
A equipe togolesa desistiu de competir e, por isso, foi suspensa pelas próximas duas edições da CAN. Situação parecida teria vivido a seleção da Nigéria, após o presidente nigeriano Goodluck Jonathan anunciar que a equipe não disputaria competições internacionais por dois anos depois da eliminação na Copa do Mundo de 2010. Ameaçada pela Fifa, no entanto, a decisão foi revogada e o país disputou as classificatórias para o torneio de 2012 normalmente.
Os campeões de cada uma das 27 edições da Copa Africana de Nações
O Egito é o maior papa-títulos da história da CAN. Somando-se o troféu conquistado quando disputou como República Árabe Unida, a seleção do norte africano foi sete vezes campeã. Os Faraós conquistaram quatro das últimas sete edições, incluindo as três últimas. A seleção egípcia, no entanto, não defenderá a faixa em Guiné Equatorial/Gabão.
No segundo lugar com mais conquistas, Gana e Camarões estão empatados com quatro troféus cada. Nigéria e Gana levaram duas vezes, enquanto Tunísia, Sudão, Costa do Marfim, Argélia, Marrocos, Etiópia, África do Sul e República Democrática do Congo levaram o troféu uma vez.
Abaixo, a lista de todas as edições, com seus campeões, vices, terceiros e quartos colocados:




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