
Foto :Wagner Carmo/Inovafoto/Vipcomm
No final, ninguém venceu o clássico, que ficará marcado pelos percalços que atrasaram o início da partida e atrapalharam seu andamento
A regra do futebol prevê jogos de 90 minutos de bola rolando (mais os acréscimos), além de 15 de intervalo. Mas o clássico deste domingo entre São Paulo e Palmeiras ficará na história como o confronto que terminou 3h15 depois do horário previsto para o início. Entre as situações que fogem à normalidade, a partida foi atrasada em 1h10 por causa da chuva e ainda teve uma interrupção no primeiro tempo por falta de energia. A partir do momento em que a bola rolou, pelo menos o ingresso valeu a pena, com muita emoção, uma expulsão e o empate por 1 a 1 no Morumbi.
Aliás, o Choque-Rei válido pela décima rodada do Paulistão correu o risco de ser adiado para a tarde de segunda-feira. A chuva que começou a cair por volta de 14h30 deixou o gramado uma verdadeira piscina no momento em que os times entraram em campo (às 15h55). O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza esperou inicialmente por 30 minutos. A situação não evoluiu. Depois, aguardou mais meia hora, até que o campo apresentou uma boa situação.
No Choque-Rei deste domingo, destaque para os atacantes. No primeiro tempo, Fernandinho marcou um golaço para o São Paulo. Na etapa final, Adriano chamou a atenção ao cavar a expulsão de Alex Silva e garantir o empate com um chute de perna esquerda. O resultado da maratona leva o Palmeiras a 21 pontos, contra 19 do Tricolor. Pior para o Verdão, que perde a liderança.
Na próxima rodada do Estadual, os dois gigantes do futebol paulista entram em campo no sábado. Às 16 horas, o São Paulo visita o São Caetano no estádio Anacleto Campanella. Um pouco mais tarde (18h30), o Palmeiras enfrenta o Santo André, no Pacaembu.
O JOGO
A espera de mais de uma hora pela realização da partida não diminuiu a adrenalina nos dois lados. Na primeira disputa mais ríspida, Miranda e Valdívia já trocaram “carinhos” e foram advertidos. Pouco depois, o zagueiro acertou o chileno na lateral do gramado e levou o primeiro amarelo do dia.
O Palmeiras parecia melhor adaptado ao gramado pesado nos minutos iniciais. Na primeira chance para Marcos Assunção cobrar uma falta, Rogério Ceni teve imensas dificuldades para defender e quase proporcionou um rebote perigoso dentro da área.
Em um confronto extremamente truncado, com média de uma falta por minuto, a bola parada era a opção mais preciosa. Na chance que apareceu para o São Paulo, Dagoberto acertou um chute venenoso e observou uma defesa milagrosa de Deola no ângulo. Neste momento, os donos da casa já equilibravam as ações.
Em certos momentos, a ânsia em explorar os chutes de longe também proporcionava lances bisonhos. O palmeirense Tinga tentou de perna esquerda e quase mandou pela linha lateral: levou uma vaia de todo o estádio.
Na resposta, o são-paulino Fernandinho avançou pela esquerda, driblou Danilo e mostrou como se chuta ao marcar um golaço de perna esquerda, no ângulo de Deola, aos 25 minutos. Na comemoração, mais uma situação inusitada no clássico com a queda de energia, gerando outros 15 minutos de paralisação.
Na volta do jogo, Tinga teve uma nova chance de chutar de fora da área, desta vez com sua perna boa, a direita. O resultado foi o mesmo do arremate anterior, ou seja, ele levou outra vaia pela tentativa terrível. Enquanto isso, o São Paulo continuava mais perigoso no contra-ataque. Em um primeiro tempo que durou 60 minutos, Lucas teve no fim duas chances, mas parou em Deola e na falta de pontaria com a sua perna esquerda.
Para o segundo tempo, Felipão mostrou-se preocupado com o cartão amarelo recebido por Danilo e colocou Leandro Amaro para formar a defesa com Thiago Heleno. O São Paulo voltou, por sua vez, preocupado em atacar e incomodou três vezes em três minutos.
O clima em campo voltou a esquentar a partir do momento em que Miranda reclamou de uma cotovelada de Kleber. Na sequência do lance, Dagoberto acertou Tinga na lateral e recebeu amarelo. Os são-paulinos demonstravam irritação com a arbitragem.
E a falta de controle emocional custou caro ao Tricolor. Aos 12 minutos, Alex Silva foi reclamar de uma simulação de Adriano “Michael Jackson”, que tinha acabado de entrar em campo, deu um tranco no adversário e foi expulso. Pouco depois, os donos da casa partiram para cima do árbitro para pedir a expulsão de Marcos Assunção em uma falta em Fernandinho. No lance, saiu somente o amarelo.
Com temor de uma expulsão, Felipão também sacou Assunção do jogo para a entrada de João Vitor. Em vantagem numérica, o Palmeiras passou a dominar. O empate ficou próximo aos 27 minutos, quando Tinga finalmente acertou um bom chute e parou em um milagre de Rogério Ceni.
No fim, o São Paulo começou a travar a partida com substituições. Mas o Palmeiras alcançou o empate aos 38 minutos, com um chute cruzado de Adriano, no canto esquerdo de Rogério Ceni: 1 a 1.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 1 PALMEIRAS
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 27 de fevereiro de 2011, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 26.138 pagantes
Renda: R$ 815.394,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Assistentes: Marcio Luiz Augusto e Marco Antonio Gonzaga da Silva
Assistentes adicionais: Raphael Claus e Leandro Bizzio Marinho
Cartões amarelos: Miranda, Dagoberto (São Paulo); Danilo, Marcos Assunção (Palmeiras)
Cartão vermelho: Alex Silva (São Paulo)
Gols: SÃO PAULO: Fernandinho, aos 25 minutos do primeiro tempo; PALMEIRAS: Adriano, aos 39 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Carlinhos Paraíba, Casemiro, Lucas (Rivaldo) e Juan; Fernandinho (Xandão) e Dagoberto (Willian José). T: Paulo César Carpegiani
PALMEIRAS: Deola; Cicinho, Thiago Heleno, Danilo (Leandro Amaro) e Gabriel Silva; Marcos Assunção (João Vitor), Márcio Araújo, Tinga e Valdívia; Kleber e Luan (Adriano). T: Luiz Felipe Scolari

“Si Sir Alex no quiere decir que sería muy fácil para él decir eso y sería clara la cuestión de arriba. Lo sensato para moverse en esta sería una disculpa.”
En el segundo período, el conjunto de Mario Finarolli salió a llevarse por delante a su rival con más fuerza que fútbol, aunque el empate parecía una utopía, ya que jugaba con dos hombres menos, por sendas expulsiones de Julio Serrano y Lucas Bustos.
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