O atacante Wellington Paulista, um dos responsáveis pela carta de repúdio após as declarações do presidente Gilvan de Pinho Tavares, que ironizou os atletas ao comentar os atrasos de salários do Cruzeiro, afirmou que tentou conversar com o dirigente antes. Segundo ele, como o diálogo não foi possível, a forma encontrada pelos atletas para demonstrar a insatisfação foi através de carta entregue para a imprensa.

“A gente tentou contato com ele e não conseguiu. Por isso, preferimos entregar a carta. O negócio da carta não foi o salário atrasado. Lógico que a gente quer que fique em dia. Ainda bem que já colocaram em dia, todos estão com dinheiro no bolso. Agora é trabalhar forte para estrear bem no Mineiro”, disse.

O zagueiro uruguaio Victorino também confirma que um contato com Gilvan Tavares foi tentado pelo elenco celeste, mas o cartola não atendeu aos pedidos dos jogadores. O defensor deixou claro que o assunto deveria ser tratado internamente, mas que os atletas ficaram sem opções e decidiram divulgar a carta.

“Queríamos falar com o presidente, mas ele não pôde vir falar com a gente. Também esperamos para enviar a carta para imprensa, esperamos muito tempo, até o ponto que não deu mais para aguentar. O tema foi tratado internamente, mas não tivemos resposta do presidente e, assim, o grupo decidiu enviar a carta”, explicou.