Os campeões
Gilmar dos Santos Neves, 27 anos (22 de agosto de 1930), do Santos. Nasceu em Santos e é o goleiro mais vitorioso da história do futebol brasileiro. Foi bicampeão mundial pelo Brasil e pelo Santos, nove vezes campeão paulista, quatro vezes campeão da Taça do Brasil e bi da Libertadores. Começou no Jabaquara, de Santos, e foi para o Corinthians em 1951. Em 1962, transferiu-se para o Santos, pelo qual jogou até abandonar a carreira, em 1969. Fez 94 jogos pela Seleção e disputou três Copas: 1958, 1962 e 1966.
Djalma Santos, 29 anos (27 de fevereiro de 1929), do Palmeiras. Natural de São Paulo, o lateral jogou durante 11 anos pela Portuguesa de Desportos e mais dez pelo Palmeiras. Pelos dois times, disputou 944 jogos oficiais. No fim de 1969, foi para o Atlético Paranaense e conquistou seu último título, o de campeão estadual de 1970. Lá, encerrou a carreira em 1971, aos 42 anos. Fez 98 jogos pela Seleção e marcou 3 gols (um deles contra a Hungria, na Copa de 1954). Disputou quatro Copas: 1954, 1958, 1962 e 1966.
Hideraldo Luiz
Bellini, 28 anos (7 de junho de 1930), do Vasco. Nasceu em Itapira, interior de São Paulo, e começou como zagueiro na Desportiva Sanjoanense, de São João da Boa Vista (SP). Em 1951, foi para o Vasco, sagrando-se campeão carioca em 1952, 1956 e 1958. De 1963 a 1968 jogou pelo São Paulo, mas não ganhou títulos. Em 1968, assinou com o Atlético Paranaense, disputou uma temporada e encerrou a carreira. Introvertido fora de campo, tinha uma forte personalidade dentro dele. Disputou 51 partidas com a camisa do Brasil. Capitão da Seleção de 1958, criou o gesto de erguer a taça de campeão. Atuou também nas Copas de 1962 (como reserva) e 1966.
Orlando Peçanha de Carvalho, 22 anos (20 de setembro de 1935), do Vasco. Nasceu no Rio de Janeiro, começou no Fonseca, de Niterói, e em 1952 seguiu para o Vasco, pelo qual conquistou os títulos cariocas de 1956 e 1958. Em 1961, transferiu-se para o Boca Juniors e conquistou dois títulos argentinos, em 1962 e 1964. Não foi convocado para a Seleção de 1962, mas voltou ao Brasil em 1965 para jogar pelo Santos e disputou a Copa do Mundo de 1966. No Santos, ficou até 1969, sagrando-se campeão paulista em 1965, 1967 e 1968. Encerrou a carreira, aos 34 anos, no Vasco. Disputou 30 jogos como zagueiro da Seleção.
Nilton Santos, 33 anos (16 de maio de 1925), do Botafogo. O grande lateral esquerdo nasceu no Rio de Janeiro e só jogou no Botafogo, pelo qual disputou 716 partidas e foi quatro vezes campeão carioca. Atuou 75 vezes com a camisa da Seleção entre 1949 e 1962 e marcou três gols (um deles contra a Áustria, na Copa de 1958). Encerrou a carreira em 1964, aos 39 anos. Esteve em quatro Copas: 1950 (reserva), 1954, 1958 e 1962. Por seu arsenal de jogadas, sua classe e sua visão de jogo, foi apelidado de “A Enciclopédia do Futebol”.
Zito (José Ely de Miranda), 25 anos (8 de agosto de 1932), do Santos. Nasceu em Roseira, então distrito de Aparecida (SP), e estreou no Taubaté. O volante transferiu- se para o Santos em 1952. Foi dez vezes campeão paulista, cinco vezes brasileiro, bi sul-americano e bi mundial interclubes. Fez 733 jogos pelo time da Vila Belmiro e encerrou a carreira em 1968, quando tinha 36 anos. Pela Seleção, disputou 46 partidas, participou das Copas de 1958, 1962 e 1966 e marcou 3 gols, mas um deles valeu por dez: o de desempate na final contra a Tchecoslováquia, em 1962.
Garrincha (Manoel Francisco dos Santos), 24 anos (28 de outubro de 1933), do Botafogo. O maior ponteiro-direito do Brasil nasceu em Pau Grande, distrito de Magé, interior do estado do Rio de Janeiro. Atuou por 12 anos no Botafogo, de 1953 a 1965, sendo quatro vezes campeão carioca. Depois, vestiu muitas camisas (Corinthians, Junior Barranquilla da Colômbia, Flamengo, Bangu, Olaria e diversas equipes que pagavam para tê-lo em campo por apenas um ou dois jogos). Abandonou o futebol em 1973, aos 40 anos. Pela Seleção, marcou 12 gols (4 deles na Copa de 1962 e 1 na de 1966), disputou 50 partidas oficiais e só perdeu a última, contra a Hungria, na Copa de 1966. Vítima de alcoolismo, morreu aos 49 anos, no dia 20 de janeiro de 1983.
Didi (Valdir Pereira), 28 anos (8 de outubro de 1929), do Botafogo. Nasceu em Campos (RJ). O clube em que o armador mais atuou foi o Fluminense (1946-1956), mas seu apogeu se deu no Botafogo (1956-1958 e 1961-1964). Foi quatro vezes campeão carioca. De 1959 a 1961, jogou pelo Real Madrid. Em 1964, transferiu-se para o São Paulo, onde encerrou a carreira dois anos mais tarde. Tornou-se técnico e dirigiu o Peru na Copa de 1970. Pela Seleção Brasileira, fez 68 partidas e marcou 20 gols. Morreu em 12 de maio de 2001, aos 71 anos.
Vavá (Edvaldo Izídio Neto), 24 anos (12 de outubro de 1934), do Palmeiras. Natural do Recife, começou no Sport e em 1952 assinou com o Vasco. O atacante foi um dos brasileiros mais internacionais de sua época, atuando pelo Atlético de Madri (1958-1961), Palmeiras (1961-1964), América do México (1964-1967), San Diego dos Estados Unidos (1967-1969) e Portuguesa Carioca (1969). Ganhou dois títulos cariocas e um paulista. Pela Seleção, jogou relativamente pouco, mas com excepcional aproveitamento: 20 partidas oficiais (dez em Copas) e 14 gols marcados (9 em Copas). Morreu em 19 de janeiro de 2002, aos 67 anos.
Pelé (Edison Arantes do Nascimento), 30 anos (23 de outubro de 1940), do Santos. Nasceu em Três Corações (MG) e começou no infantil do BAC, de Bauru (SP). Chegou ao Santos com 15 anos. Além de ser o único jogador da história a vencer três Copas, tem uma notável coleção de títulos. A seguir, apenas alguns deles. Pelo Santos, foi 11 vezes campeão paulista entre 1956 e 1973 e 11 vezes artilheiro, sendo nove delas consecutivas. Pentacampeão da Taça Brasil (1961-1965), bi da Libertadores em 1962-1963, bi mundial interclubes. Em 1974, decidiu parar de jogar, mas no ano seguinte estreou no Cosmos, de Nova York, sagrando-se campeão norte-americano de 1977 (seu último título) aos 37 anos. Em toda a carreira, disputou 1 375 jogos e marcou 1282 gols. Pela seleção do Brasil, foram 92 jogos oficiais e 77 gols – é o maior artilheiro da história da CBF.
Mario Jorge Lobo
Zagallo, 26 anos (9 de agosto de 1931), do Botafogo. Nasceu em Maceió e mudou-se para o Rio antes de completar 1 ano de idade. Jogou pelo América (1948-1949), Flamengo (1950-1958) e Botafogo (1958-1965), conquistando cinco títulos cariocas. Consagrou o estilo do ponta que ajuda na marcação – seu trabalho incansável em campo rendeu-lhe o apelido de Formiguinha. Foi só na década de 1990 que a moda das letras dobradas recuperou-lhe o nome da certidão de nascimento: Zagallo. Tem uma das carreiras mais longas e mais vitoriosas do futebol mundial, com troféus em cinco Copas (bi como jogador em 1958-1962, tri como técnico em 1970, tetra como auxiliar técnico em 1994, e vice de 1998, como técnico). Pela Seleção, atuou 33 vezes e marcou 5 gols (2 deles em Copas).
Vicente Ítalo
Feola, 48 anos (1º de novembro de 1909). Natural de São Paulo, estreou como técnico em 1935, dirigindo o Sírio-Libanês e a Portuguesa Santista. Em 1936, foi para o São Paulo e ali ficou pelo resto da vida, em várias funções, com apenas três interrupções: para ser auxiliar de Flávio Costa (na Copa de 1950) e para dirigir a Seleção (1958-1961 e 1965-1966) e o Boca Juniors (1961). Como treinador do São Paulo, foi bicampeão paulista em 1948-1949. Comandou a Seleção em 74 partidas, com 54 vitórias, 12 empates e 8 derrotas. Morreu em 6 de novembro de 1975, aos 66 anos, no cargo de administrador do São Paulo.