Luizão está realizado. O centroavante que foi campeão mundial pelo Corinthians em 2000 cedeu o seu nome à churrasqueira do novo hotel do clube, no CT Joaquim Grava, inaugurado na quinta-feira. A partir da próxima pré-temporada, todos os jogadores que se divertirem naquele espaço, diante da piscina, irão deparar com uma placa prateada, com a inscrição “Luiz Carlos Bombonato Goulart”.
“Fiquei muito feliz. Dá para assar bastante carne e fazer festa ali, na minha churrasqueira. O pessoal vai gostar”, sorriu Luizão, que já conheceu o local. “Está bonito. Agradeço bastante ao presidente Andrés Sanchez por se lembrar de mim. Independentemente da homenagem, sempre disse que o Corinthians é o clube com o qual mais me identifico. Tenho a cara do Corinthians”, completou, em conversa por telefone.
A dúvida em relação à identificação de Luizão como corintiano é justificada. Ao longo de quase duas décadas de carreira, ele passou por mais de uma dezena de times, entre eles todos os principais rivais do Corinthians (Palmeiras, São Paulo e Santos). Também saiu do Parque São Jorge de forma conturbada, em processo judicial que envolvia a antiga parceira do clube, a Hicks Muse.
Foi na Fazendinha, contudo, que Luizão chegou ao auge. “Parece que algumas pessoas não se lembravam, não sabiam ou não tinham interesse em divulgar, mas sou um dos maiores artilheiros do clube”, bradou. Aqueles gols, marcados entre 1999 e 2002, encheram de orgulho o pai do ex-centroavante: Aparecido Goulart, o Cidão, é um corintiano fanático, a ponto de ter comprado dois pedaços de calçada do Parque São Jorge para gravar seu nome e o do filho e de ilustrar a caixa d’água do seu sÃtio em Rubineia (SP) com um enorme distintivo do Corinthians. “Meu pai ficou muito contente com a homenagem da churrasqueira”, contou o ex-jogador.
Anteriormente, ao contrário, Luizão se sentia desprestigiado pelo Corinthians. Em entrevista concedida à GE.Net no inÃcio do ano passado, ele havia se queixado: “O presidente Andrés Sanchez é meu amigo há 12 anos, desde a época em que nem era diretor do clube. Um dia, até brinquei com ele: ‘Pô, o maior goleador da Libertadores é do Corinthians e você não o colocou no seu museu!’. Alguns jogadores ganharam só um Brasileiro e tem a foto estampada naquele Memorial. Isso é muito injusto. Possuo a melhor média de gols do Corinthians nos últimos anos e não estou lá”. Pouco tempo depois da queixa, o ex-atleta ganhou um espaço no Memorial do Corinthians.
Agora com o seu nome presente também no CT, Luizão esqueceu a reclamação: “Repito que sou muito grato ao Andrés Sanchez, que fez uma excelente administração no Corinthians. É ótimo ser lembrado”. Um dos responsáveis pela nova homenagem ao ex-jogador foi o médico corintiano Joaquim Grava (que dá nome ao centro de treinamento). “O Luizão sempre gostou de um churrasco”, ele sorriu, ao justificar a iniciativa da diretoria.
Hoje empresário de jogadores, Luizão não foi o único lembrado na ampliação do CT Joaquim Grava. O hotel do clube acabou batizado como Gildásio Matos Miranda (homenageando o roupeiro Miranda, funcionário mais antigo do departamento de futebol), e o salão de jogos (que tem mesas de sinuca, carteado e pingue-pongue pretas, e não verdes – para evitar referência ao rival Palmeiras) levou o nome do ex-presidente Vicente Matheus. Elisa, torcedora sÃmbolo entre as décadas de 1960 e 1980, também é citada no local.

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