Mário Gobbi

Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press

Mário Gobbi é candidato à presidência do Corinthians

Mário Gobbi se benzia compenetradamente diante de imagens religiosas quando foi surpreendido pela reportagem da Gazeta Esportiva.Net em sua sala, no Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), no bairro de Pinheiros. Naquele altar, chamava a atenção uma fotografia do delegado abraçado ao presidente licenciado Andrés Sanchez. É na aliança com o diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que o candidato da situação se apega para confirmar o favoritismo e ser eleito presidente do Corinthians neste sábado.

Diretor de futebol durante três anos de mandato de Andrés Sanchez, Mário Gobbi tem como principal objetivo dar sequência aos feitos alardeados pela última gestão – conforme indica o lema ‘deixa continuar’, estampado em adesivos e panfletos de campanha da chapa ‘Renovação e Transparência’. Estruturalmente, suas missões são obter já nos próximos meses um contrato de naming rights para o estádio que está sendo construído em Itaquera, concluir as obras do centro de treinamento das categorias de base (anexo ao dos profissionais) e viabilizar a transformação da Fazendinha em uma casa de shows.

Com o diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg como seu candidato a vice-presidente, Mário Gobbi não poderia se esquecer ainda das ações publicitárias em seu discurso eleitoral. O candidato que tinha a superstição de assistir aos jogos decisivos do Corinthians com um par de meias lilás se orgulha da instituição de camisas roxas e de outras inovações do clube nos últimos anos, como a iniciativa de angariar torcedores na China. Para gerar novas receitas dessa forma, contratar jogadores renomados e ganhar títulos, o delegado de 50 anos não se importa em lidar melhor com torcedores organizados nem em aumentar os quase R$ 150 milhões de dívidas do Corinthians.

Como foi a transição de torcedor do Corinthians até a candidatura à presidência?

Comecei a gostar do Corinthians em Jaú, onde nasci em 1961. Morei lá até os meus 17 anos. Tive grandes ídolos, como Rivellino, um cara que produzia verdadeiras obras de arte, Sócrates [era contrário ao presidente Andrés Sanchez], o maior jogador que vi na minha vida, Palhinha, Roberto, um meia que veio do Botafogo e jogou um ano no nosso time, Vaguinho, Moisés, Zé Maria, Wladimir, Ado, o primeiro goleiro que acompanhei… Essa é a parte antiga. Peguei a fase dos 23 anos sem títulos. Em Jaú, uma cidade muito pequena, com predomínio da colônia italiana, foi um período complicado. O Palmeiras vivia um bom momento na época. Como sabiam que eu era extremamente fanático, as pessoas mexiam comigo, caçoavam. Sofri bastante. Fui até radical, deixando de me relacionar com torcedores de outros times. Só conversava com quem era corintiano. Formamos um grupo de fanáticos. Em 1977, íamos à igreja todos os dias, fazíamos promessas e tudo o mais para pedir a Deus para o Corinthians ser campeão paulista. Deu certo. Tive algumas superstições também. Mais tarde, achava que só venceríamos se eu assistisse às partidas com um par de meias lilás. Quando o Viola marcou o gol do título paulista de 1988, eu estava com as minhas meias [risos]. Lembro que, quando criança, pedi um lençol branco para a minha mãe e passei 15 dias pintando o tecido com guache, para fazer uma bandeira do Corinthians. Hoje, estou mais sério, acreditando em outras coisas. Quando vim para São Paulo para fazer cursinho e trabalhar, percebi que precisava virar um homem, cuidar da minha vida, ainda que fosse bastante aos estádios. Meu tio, um dentista muito bem de vida, tinha um carro da marca Landal e sempre me convidava: “Mário, vamos ao jogo comigo, que é mais confortável”. Eu recusava: “Corintiano tem que ir de ônibus, na arquibancada, para sofrer [risos]“. O tempo foi passando, e eu me casei e passei no concurso público para delegado. Em 2000, com essa vida estabilizada, achei que era a hora de virar sócio do Corinthians. E estou aqui agora, muito honrado por ter sido escolhido pelo meu grupo para ser candidato a presidente. Quando me afastei da diretoria de futebol, em 7 de dezembro de 2010, já comecei a fazer campanha com os associados. Saí porque não podia levar a política para dentro do meu departamento, sob risco de causar prejuízos irreparáveis para o clube. Sou ético e estou fazendo tudo paulatinamente. Sei que administrar o Corinthians é algo extremamente relevante, espinhoso. A gestão deve ser conduzida dentro de princípios rígidos.

Em meio à campanha, como o senhor tem acompanhado o processo de construção do estádio em Itaquera?

O processo está sendo conduzido pelo Andrés Sanchez e pelo Luis Paulo Rosenberg. Aliás, já está sacramentado. Como presidente, terei que dar sequência e cuidar para que tudo termine no prazo prometido. Converso bastante com o Andrés e com o Luis Paulo e sei que as coisas caminham bem. A finalização do estádio até transcende o Corinthians, uma vez que precisa ficar pronto para a abertura da Copa do Mundo. Pelo que vejo, tenho certeza de que acabaremos em 2013. Visitei as obras recentemente. Está ficando muito bonito. O Corinthians terá o estádio mais moderno do mundo.

Acha possível obter o contrato de naming rigths até abril? [O Corinthians venderá o nome de seu estádio a uma patrocinadora para pagar o empréstimo concedido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES.]

Olha… O Rosenberg também me falou que seria mais ou menos por aí. Mas, quando você estipula um prazo, se por um acaso as coisas não se desenvolvem como imaginamos, fica uma imagem de fracasso. Não há prazo. O Corinthians tem dez anos para pagar o empréstimo de R$ 400 milhões. Vamos com calma, analisando as melhores ofertas. Tenho certeza de que quitaremos a dívida. Pelas conversas que tive, há interessados. Só que não estamos falando de algo que se revolve do dia para a noite. Sou muito confiante: venderemos o nome do estádio tranquilamente, e as coisas sairão conforme previsto.

O que o senhor pensa a respeito de uma cobertura para o estádio?

A oposição tocou nesse ponto, mas o estádio já será inteirinho coberto ao público. A parte central ficará aberta. Quando planejamos a arena, as empresas consultadas acharam que esse seria o melhor procedimento. A Fifa também entende que não se deve cobrir tudo. É salutar existir um vão para entrar sol, ar e por aí vai. Fizemos nesses moldes por isso.

Caso a sua vitória na eleição seja confirmada, o Corinthians voltará a jogar no Morumbi até a inauguração da arena de Itaquera? [Andrés Sanchez deixou de alugar o estádio do rival São Paulo na última gestão.]

[Pausa] Bom… Se responder, vou me colocar na condição de presidente eleito e desrespeitar o eleitor e o meu colega, o Paulo, que também é candidato. Prefiro dizer assim: se eleito for, falarei sobre questões como essa. Está certo? Mas percebo que a torcida do Corinthians gostaria de permanecer no Pacaembu. Já disputamos a Libertadores lá em 2010, o ano do centenário, e não houve problema de espaço. A questão não é essa. Estamos falando de ter uma casa que conhecemos o cheiro, um lar em que saibamos onde está cada coisa sem olhar, o nosso pijama, o nosso travesseiro, a nossa cama. Isso é jogar em casa. Por que o Palmeiras jogava no Parque Antártica? Porque é a casa do Palmeiras, com ânimos definitivos. O Pacaembu também tem sido a nossa casa de quatro anos para cá.

As obras do centro de treinamento das categorias de base, anexo ao dos profissionais, ocorrem paralelamente às do estádio. O que o senhor pensa a respeito?

Já me informaram que a terraplanagem está pronta e que o Corinthians obteve os incentivos necessários para a construção deste CT. As categorias de base serão prioritárias na gestão que virá. O Corinthians tem que formar jogadores sem pensar em ganhar títulos nas divisões inferiores. Conquistas de campeonatos são consequências. No mandato do Andrés, o CT teve que deixar Itaquera em função das obras do estádio. Isso gerou problema: uma parte da base foi para Guarulhos e outra ficou na Fazendinha. Conciliar tudo em um mesmo local é um dos grandes desafios e compromissos que teremos. O Corinthians até revelou muitos jogadores nos últimos anos. Por exemplo: foram promovidos Marcelinho, Boquita, William Morais, Dodô, Xuxa, Bruno Bertucci… Ocorre que eles não vingaram. Isso é um fenômeno comum no futebol. Quando fui diretor, também contratei grandes atletas que não deram certo. Há um rol de fatores subjetivos para explicar isso. Ganhamos inúmeros títulos na base com o Andrés. Só de Copinha, foram dois em quatro anos, o que é difícil. Agora, vamos cuidar para que todo o ciclo de formação dos jogadores seja concluído, coroando no time de cima o bom futebol mostrado anteriormente.

Existe uma meta de contar com determinado porcentual de atletas vindos da base na equipe profissional?

É claro que temos essa meta, mas vamos trabalhar antes de falar alguma coisa assim. Prefiro deixar para estipular uma quantidade depois, até porque cairemos em questões subjetivas se pensarmos assim. Veja o Santos: ganhou a sua última Copa São Paulo em 1984, em contrapartida revelou uma série de jogadores de lá para cá.

Se não revelou tantos jogadores nos últimos anos, o Corinthians se notabilizou por sempre contar com uma estrela internacional no elenco, como Ronaldo e Adriano. Essa característica continuará em uma eventual gestão sua?

É necessário mesclar. Você não pode formar um time só de garotos. Eles precisam estar ao lado de grandes nomes. Os ícones conseguem atrair receitas para o clube. Não tenham dúvidas de que o Corinthians, já com uma chamada forte por ter atletas de expressão, continuará assim. É algo muito importante.

A estrela internacional do futuro pode ser o Tevez?

Inegavelmente, o Tevez é um grande ídolo da torcida do Corinthians. O presidente Andrés Sanchez tentou trazê-lo e não teve êxito. O assunto esfriou agora por causa de alguns impedimentos. De qualquer forma, sempre mantive os pés no chão quando comandei a diretoria de futebol. Vocês lembram? Nunca gostei de ficar divagando em cima de sonhos. Vamos com calma para ver se é possível trazer o Tevez. O Andrés teria feito isso se fosse viável.

O senhor reforçaria ainda mais o elenco do Corinthians para a Copa Libertadores da América? Falou-se muito na possível contratação do Montillo nos últimos meses.

Aí, eu já estaria falando como presidente. Não sou presidente. Sou só um candidato a presidente. Eleição no Corinthians nunca é fácil, e o candidato adversário merece muito respeito. Quero trabalhar para vencer a eleição primeiro e, depois, conversar com a comissão técnica para analisar o que será necessário fazer. Em relação ao Montillo, o presidente me falou que as negociações estão paradas. Se bem que temos até 13 de fevereiro para inscrever jogadores na Libertadores…

Ainda acredita que o Adriano possa ser um dos destaques do Corinthians na Libertadores?

O Adriano é um grande jogador, um centroavante matador, que chegou ao Corinthians e sofreu uma lesão complicada. A evolução dele foi atrapalhada. O atleta tem contrato até junho, e o Corinthians cumpre os seus compromissos. Vamos aguardar o desenrolar dos jogos, dos campeonatos. A gente ainda tem alguns meses para ver como ele se sai. Como estou afastado do futebol, preciso conversar com os diretores para me inteirar da situação. Adriano é um assunto para o futuro.

Como o senhor lidaria com problemas de indisciplina do Adriano?

Não sei o motivo de ele ter faltado naquele dia. Eu não estou lá, então não posso falar. Quando deixei o departamento de futebol, eu me afastei por completo. Parei de frequentar até os estádios. Hoje, torço pela televisão. Fiz isso exatamente para não parecer que estou me intrometendo, em respeito à diretoria atual. O Corinthians tem dirigentes que sabem como proceder em casos de indisciplina. Prefiro não comentar sobre algo que não sei.

Torcedores organizados do Corinthians protestaram contra o Adriano, assim como já pediram as saídas dos técnicos Tite e Mano Menezes nos últimos anos. Como seria a sua relação com as uniformizadas na condição de presidente?

Respeito toda a torcida do Corinthians, o maior patrimônio do clube. Torcedor pedir demissão de treinador, cobrar isso e aquilo é normal desde quando me entendo como corintiano. Não vou mudar essa cultura. O radicalismo não leva a lugar nenhum. Diálogo sempre é bom. Foi o que fiz quando estive na diretoria de futebol [desentendeu-se com alguns torcedores organizados e chegou a ser agredido por um deles, porém sempre esteve disposto a ouvir]. Conversando, temos uma chance de dizer para as organizadas por que não dá para agir de determinada maneira. Nem sempre o que se pensa externamente é possível executar internamente. O que temos de abolir do futebol são as depredações, a violência. As manifestações pacíficas fazem parte e estão inseridas no contexto de um clube popular como o Corinthians. A gente também fala muito das maiores organizadas, mas hoje há uma infinidade de grupos de torcedores que se juntam para ver os jogos nos estádios. Respeito todo mundo. E repito: o torcedor é o maior patrimônio do Corinthians.

As organizadas eram contrárias à instituição de um terceiro uniforme para o Corinthians, como o roxo e o grená. Qual é a sua opinião sobre essas inovações?

Na verdade, a reclamação não recaiu sobre as camisas, mas sobre os produtos patenteados que eram roxos. Tanto foi assim que a camisa bordô, sem levarmos essa cor para outras coisas, teve um feedback positivo [em jogo contra o Coritiba, no ano passado, torcedores invadiram o gramado da Fonte Luminosa para reclamar do grená]. A terceira camisa é importante. Acho algo fantástico, feito por todos os grandes clubes da Europa. Coincidentemente, tive até as minhas meias lilás, como contei, para ser pé-quente [risos]. Sinto que a maioria da torcida também gosta das novidades, até porque estamos vendendo muito. As organizadas só acham que o bonequinho não precisa ser bordô. Os demais produtos continuarão com as nossas cores tradicionais, o preto e o branco.

O faturamento do Corinthians aumentou nos últimos anos, mas as dívidas também. Como resolver essa equação?

Você não pode deixar de crescer, e a sua receita só aumenta com investimentos, com gastos. Assumimos o clube com R$ 60 milhões de receitas e R$ 100 milhões de dívidas. Hoje, temos R$ 290 milhões de receitas e R$ 150 milhões de dívidas. Não melhorou? A gente não precisa liquidar tudo. Ao mesmo tempo em que podemos amortizar as dívidas, devemos investir em CT, em grandes jogadores e em melhorias no clube. Obviamente, isso gera receitas e despesas. Você só ganha mais se investir mais.

O presidente Andrés Sanchez sempre defendeu que o fim das dívidas do Corinthians não deveria ser prioridade, uma vez que ‘todas as grandes empresas devem’. O clube será eternamente devedor?

Isso não é uma teoria do Corinthians. Não somos nós que estamos falando. Vivemos em uma era da especialização, e o clube tem especialistas nas áreas de finanças e de marketing que pensam dessa forma. Trata-se realmente da política das grandes empresas. É simples: não podemos deixar de investir para só pagar as contas porque, dessa forma, a receita vai cair. Quanto mais a receita sobe, mais facilidade você tem de arcar com as suas dívidas. É claro que vamos executar os pagamentos. Faz só quatro anos que adotamos essa filosofia no clube. Ainda precisamos sedimentar.

Com altos investimentos em estádio, centro de treinamento e contratações de atletas, sobra dinheiro para gastar com a sede social do clube?

Não podemos deixar de pensar no Parque São Jorge, no nosso associado. Morei 17 anos em Jaú. Naquela época, todo o meu lazer estava no clube. Sei o quanto um clube é importante para as pessoas. Os sócios querem ser bem tratados lá dentro, ter uma academia de ginástica em ordem, nadar em uma boa piscina, usufruir de instalações bonitas e conservadas. Trabalharemos por isso.

A Justiça ordenou que o Corinthians devolvesse à Prefeitura o espaço atualmente utilizado como estacionamento no Parque São Jorge. Como solucionar o problema?

Essa questão do estacionamento ficou pendente, sub judice. Não foi a última administração que avançou a grade e apropriou-se da rua como estacionamento. A situação está sendo conduzida pelo departamento jurídico do clube, para que o Corinthians e o município tenham os menores prejuízos possíveis. Além disso, estamos elaborando um plano diretor para o Corinthians. Sem ele, as coisas no Parque São Jorge ficam sem coordenação. Dentro do nosso plano, está prevista a construção de um estacionamento vertical para os sócios. Na parte superior, ficariam as quadras, que saíram de seus locais atuais.

Qual será o futuro da Fazendinha sem receber mais os treinamentos do time profissional, que foi para o CT Joaquim Grava?

Abordamos a Fazendinha no nosso plano diretor. Queremos transformá-la em uma arena multiuso, na maior casa de espetáculos da Zona Leste de São Paulo, que é carente de algo assim. Seria uma fonte de renda muito grande para o clube. Mas é um projeto que demanda tempo para ser viabilizado porque depende de autorizações da Prefeitura, de infra-estrutura, de parceiros e de muitas outras coisas. É algo palpável, porém vamos cuidar de tudo com cautela. Trabalharemos para deixar essa arena multiuso encaminhada para ser concluída em uma gestão futura, assim como fizemos com o estádio.

Sem os jogadores de futebol no Parque São Jorge, haverá mais abertura para atletas de outras modalidades na sede social? O presidente Andrés Sanchez apostou em alguns consagrados, como o lutador Anderson Silva e o nadador Thiago Pereira, que pouco utilizam as dependências do clube.

Foram grandes jogadas de marketing! Pretendo expandir, conversando com os sócios antes de investir em mais esportes amadores. Dentro do departamento de marketing, criaremos um setor destinado exclusivamente a cuidar disso. Mas não podemos pular etapas. Não posso sair vendendo para as grandes empresas aqueles esportes que não têm peso publicitário. E o que tem peso hoje, sem contar o futebol? O futsal, que é transmitido ao vivo pela televisão, e a natação, pois todas as finais de campeonatos contam com atletas do Corinthians nas raias. A natação corintiana é tradicional. Quando nossos nadadores atingem determinado patamar, são contratados por outros grandes clubes do esporte. Queremos que ninguém mais saia do Corinthians. Vamos pegar o futsal, a natação e até o Anderson Silva para alavancar os demais esportes amadores. Depois disso, por que não sonhar em ter atletas nossos nas Olimpíadas? É um projeto embrionário, mas com futuro.

Caso consiga concretizar todos os projetos que expôs aqui, como gostaria de ser lembrado ao final de sua gestão?

Como eu me imagino? Poxa vida! Quero trabalhar em equipe, que foi o que sempre fiz na minha carreira, dialogando, buscando as melhores soluções, delegando – isso é uma marca que carrego -, descentralizando, visando unicamente aos interesses do Corinthians como clube e como grande time de futebol. Sei que é praticamente impossível chegar próximo de uma gestão como a do Andrés. Você só faz um estádio e um CT uma vez na vida e derruba uma ditadura a cada 100 anos.

E o título da Libertadores? Não marcaria a gestão?

Sim… Cada um que passa pela presidência do Corinthians tem que deixar alguns tijolos. Prefiro ser lembrado como um presidente que respeitou o clube, que trabalhou muito e procurou fazer o melhor para dignificar o seu cargo.