
Foto: Claudio Gatti/Veja
BAHIA TEM PRESSA: As obras seguem em ritmo acelerado para a conclusão da Fonte Nova, estádio que levantou questionamentos do TCU
Salvador, que chegou a sonhar com a partida inaugural, foi a primeira cidade a licitar as obras de sua arena. Em dezembro de 2009, o governo do estado anunciou como vencedor da parceria público-privada (PPP) o consórcio formado pelas construtoras OAS e Odebrecht, que terá a concessão do estádio por 35 anos.
A Arena Fonte Nova está sendo construÃda no lugar do estádio homônimo, marcado pela tragédia que deixou sete mortos em 2007, quando um pedaço da arquibancada cedeu. Além de ter um operador privado — o que aumenta a possibilidade de que o estádio tenha uma gestão eficiente —, a Fonte Nova deverá contar com os jogos do Bahia, clube de grande torcida, com o qual foi assinado um memorando de entendimentos.
As obras do estádio sempre estiveram entre as que mais se aproximam do cronograma determinado pela Fifa, fato comemorado e alardeado como trunfo pelo comitê local. No entanto, o Tribunal de Contas da união (TCU) fez diversas ponderações sobre o estádio. O item mais questionado é o alto valor da contraprestação pública — pagamento efetuado pelo estado ao parceiro privado como garantia de que o empreendimento terá retorno financeiro.
Além de contar com um empréstimo de 323,6 milhões de reais do BNDES, a concessionária receberá do governo da Bahia 99 milhões anuais, por um prazo de quinze anos, totalizando 1,5 bilhão de reais. A despeito do alto valor global empregado na construção do estádio, o governo estadual se mostra inclinado a investir ainda mais para sediar a abertura da Copa do Mundo.
Projetada para receber 50 000 pessoas, a Arena Fonte Nova precisaria contar com pelo menos 15 000 assentos temporários para satisfazer às exigências da Fifa para o jogo inaugural. Até o momento, porém, o governo da Bahia e a concessionária não têm estimativas de quanto custaria a ampliação provisória da Fonte Nova.



Aproveitando o conteúdo da matéria acima, venho através desse contato para mostrar uma matéria que fala sobre a diferença do custo das obras para Copa – 2014 e OlimpÃadas – 2016 em relação a outras edições dos eventos, bem como a dificuldade que o paÃs pode encontrar para aproveitar toda estrutura que está sendo construÃda depois que os eventos terminarem.
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