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DIFÍCIL DE DOBRAR: A exigência da Fifa de cadeiras rebatíveis complicou a situação da Arena da Baixada
Quando o Brasil ainda não havia definido quantas ou quais seriam suas sedes para 2014, Curitiba seria incluída em qualquer lista de cidades favoritas a receber o Mundial. Primeiro, por ser reconhecida como modelo entre as capitais brasileiras em mobilidade urbana e organização. Segundo, por ser um dos centros tradicionais do futebol nacional. E, terceiro, pela Arena da Baixada, que, fora o Engenhão, no Rio, é o que se tem mais próximo de um estádio moderno no Brasil. Entretanto, a cidade é uma das que mais têm dificuldades em sua preparação — e justamente pelo que era tido como seu maior trunfo, o estádio do Atlético Paranaense.
Em 2009, com as exigências da Fifa, o custo da reforma saltou de 69 milhões para 135 milhões de reais — valor que o clube não estaria disposto a pagar. Para evitar a exclusão do estádio da Copa de 2014, a prefeitura de Curitiba e o governo do Paraná aprovaram o repasse de 90 milhões de reais ao Atlético Paranaense em títulos de potencial construtivo — papéis emitidos pelo governo que podem ser repassados à construtora que vencer a licitação da obra.

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No entanto, o grande número de exigências da Fifa — como a troca de todas as cadeiras por outras, rebatíveis — fez com que o valor da reforma atingisse 220 milhões. Até o fechamento desta edição, o clube analisava as propostas de duas construtoras para fazer uma parceria. Se não houver mais imprevistos, as obras poderão começar em setembro.


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