Esvaziada e, até certo ponto, previsível. É assim que se apresenta a 28ª edição da Copa Africana de Nações, que começa a partir do próximo dia 21, em Guiné Equatorial e Gabão, co-sedes do torneio.

Dos 16 times participantes – distribuídos igualmente em quatro grupos -, apenas dois se prontificam de fato ao título continental: Gana e Costa do Marfim. Atual tricampeão e maior vencedor do torneio – são sete trofeus -, o Egito verá a CAN de casa. Camarões, Nigéria e África do Sul, presentes no Mundial de 2010 e dominantes do cenário regional, também são ausências sentidas. Com isso, reduz consideravelmente o apelo promocional do torneio, que tem um repertório bem abreviado de astros – Drogba, que defende o Chelsea, é a única grande estrela.

Drogba comemora

Foto: Rabih El Moghrabi / Reuters

Em baixa no Chelsea, Drogba é a maior estrela da Costa do Marfim

Anfitriões, Guiné Equatorial e Gabão têm a dura missão de mostrar ao mundo que dispõem de infraestrutura digna para hospedar eventos esportivos de médio porte. Em campo, porém, não devem causar grandes danos aos seus oponentes. Com muita força de vontade, avançam até as quartas de final.

A seguir, Placar faz um rápido prognóstico sobre os grupos da CAN:

Grupo A

Guiné Equatorial

Líbia

Zâmbia

Senegal

Senegal não tem a mesma força de outrora, mas é bem provável que nade de braçadas no Grupo A. Afinal, mostrou poder de decisão ao bater Camarões nas eliminatórias para o torneio. Seu sucesso depende muito de Moussa Sow e Demba Ba, destaques de Lille e Newcastle, respectivamente. Guiné Equatorial, por contar com o entusiasmo de sua torcida, e Zâmbia, com a boa base formada no Mundial sub-20 de 2007, quando chegou às oitavas, brigam pela segunda vaga. Líbia, maior surpresa nesta fase final, corre por fora.

Grupo B

Costa do Marfim

Sudão

Burkina Faso

Angola

O Grupo B mais parece um treino de luxo para a Costa do Marfim. Dotados do que tem de melhor, os Elefantes tentam o segundo título na competição, o primeiro desde 1992. Para isso, contarão com o poderío de jogadores como Drogba, Kalou, Yaya Touré e Gervinho. Comandada por Djalma, revelação do Porto na última temporada, Angola figura como segundo ‘potência’ da chave. Incipientes, Burkina Faso e Sudão não devem tirar pontos dos concorrentes.

Grupo C

Gabão

Níger

Marrocos

Tunísia

Seleção da Tunísia posada

Foto: Rabih El Moghrabi / Reuters

Seleção da Tunísia confia na força coletiva para triunfar na CAN

A chave mais equilibrada desta CAN. Mesmo fazendo parte do terceiro escalão do futebol mundial, Tunísia e Marrocos já viveram dias melhores, mas podem complicar em fases mais agudas. Os marroquinos, capitaneados pelo ex-meia da seleção belga Eric Gerets, depositam suas fichas em Marouane Chamakh, apenas terceira opção de ataque no Arsenal. A Tunísia, que preserva uma base montada há pelos menos seis anos, se destaca pela força coletiva. Gabão, como sede, deve correr mais do que o normal para tentar uma histórica classsificação. Níger, por sua vez, tenta repetir a façanha da fase de grupos, quando eliminou África do Sul e Egito.

Grupo D

Gana

Botsuana

Mali

Guiné

Outro grupo onde a diferença técnica entre um time e os demais é abissal. Gana vai à CAN com a mesma base quadrifinalista da última Copa do Mundo.  Muntari, do Sunderland, e Gyan Asamoah, o Al Ain, são os regentes do time, que ainda ressente de Prince Boateng, que abandonou a seleção após a Copa de 2010. Provável segunda força do grupo, Mali sobrevive quase que exclusivamente às custas de Kanoute, do Sevilla, e Keita, do Barcelona. Guiné e Botsuana aproveitarão a CAN para acumular mais rodagem no cenário internacional.