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15/10/2008

AQUI JAZ A BELA BOLA COLOMBIANA

Valderrama, Valencia, Asprilla, Rincón, Alvarez, Valenciano, Aristizabal, Higuita etc. No final da década de 80 e nos anos 90, o futebol colombiano metia medo.

Participante das Copas de 1990, 94 (quando o vidente Pelé a apontou como favorita) e 98, a Colombia perdeu o toque envolvente dos bons tempos. E eles jogavam bonito. Quem se lembra da derrota brasileira (0 x 2) em Viña del Mar, no Chile, válida pela Copa América de 1991? O então treinador Paulo Roberto Falcão, o Dunga da vez, não se esquece.

Sem falar do fatídico 5 x 0 na Argentina, no estádio do River, em 1993. Ah, e este lance memorável, em Wembley, que ficou conhecido como a defesa do escorpião:



Pois é, hoje a Colômbia é patética. O mais triste para os conterrâneos da Shakira é que pode haver uma terrível coincidência.

As FARC e o tráfico destruiram muitas famílias inocentes, espalharam a dor e o terror, mas os times andavam bem. E revelavam craques. O Atlético Nacional de Medellín, campeão da Libertadores em 1989, base da seleção, era gerido pelo famoso cartel da cidade, comandado por Pablo Escobar. Depois que o bandido morreu, o clube faleceu.

A Corporación Deportiva América, mais conhecida como América de Cali, quatro vezes vice continental, de Freddy Rincón, era administrada por outro bando. O mesmo acontecia com o Milionários de Bogotá e com outras equipes.

Longe de mim achar que os criminosos faziam bem para o futebol colombiano, pois até mataram o zagueiro Andrés Escobar em 1994 por causa de um gol contra, porém a cronologia bate. Agora é esperar e ver o que brotará por lá nos próximos tempos.
Escrito por Bruno Favoretto às 15:23
13/10/2008

BALBÚRDIA EM DACAR

Seul, 31 de maio de 2002. Copa do Mundo. A França, não só atual campeã mundial como também então vencedora da Euro e da Copa das Confederações, é surpreendida por estreantes petulantes.
 
A ousadia de Diouf, Henri Camara e Diallo encantou o povo senegalês, que ficou cheio de vaidade. Senegal se juntava a Camarões e Nigéria no patamar de potência emergente.

O Mundial acabou e o país do oeste africano nunca mais foi o mesmo. Ok, até poderia ser admitido fica de fora da Copa da Alemanha, mas perder a disputa em 2010, a primeira (e, quem sabe, última) no continente, foi demais para a galera senegalesa.
 
Após o empate contra Gâmbia (1 x 1), na aprazível capital Dacar, fim da linha para Senegal, que não estará na África do Sul. Com isso, a anarquia tomou conta da cidade: porrada para todos os lados, lojas saqueadas, pneus queimados e bombardeio de pedras ao pomposo prédio da Federação Senegalesa de Futebol.

Federação esta que foi fundamental para a derrocada do futebol no país. Afinal, a cartolagem faz com que os jogadores paguem suas próprias passagens aéreas para se juntar à seleção nacional. O reembolso? Meses depois, depois de muita cobrança.

Além disso, o dirigentes não pagaram os prêmios referentes à classificação para a última Copa Africana das Nações. Depois não dá para cobrar bom desempenho em campo.

A queixa é de um dos maiores nomes da história do Senegal, o matador Diouf, conhecido como Serial Killer. Está certo, a torcida não tem mais seu artilheiro mortal, mas não pode querer matar seu semelhante. Mas se os cartolas fossem mais honestos ...
 
Escrito por Bruno Favoretto às 11:37
09/10/2008

SANTACROCE AMEAÇADO

O baiano-napolitano é a bola da vez na Itália. Fabiano Santacroce segue os passos de José João Altafini, o Mazzola, e vai vestir a camisa da Squadra Azzurra.

Mas o cara pode até mesmo perder a posição em seu clube. Isso se o presidente do Napoli, Aurelio De Laurentis, conseguir arrematar o maior sonho da torcida celeste, o filho pródigo, ninguém menos que o zagueiro Fabio Cannavaro, do Real Madrid.

Por que Santacroce corre perigo?
A) Cannavaro formará a barragem napolitana com o fratello Paolo;
B) O capitão italiano já está com 35 anos de idade (13/09/1973) e voltará à terra natal rico e consagrado;
C) Atuará novamente pelo time do coração, onde jogou entre 1991 e 1995. Para se ter uma idéia, Fabio era gandula no estádio San Paolo na Copa de 1990;
D) O melhor jogador do mundo em 2006 não emplacou no Real Madrid. Provavelmente não está plenamente feliz.

Bom, enquanto seu lobo não vem, Santacroce tem que relaxar, afinal, não é qualquer um que tem a honra de jogar por um selecionado europeu (até porque está jogando melhor que Paolo Cannavaro).

Por sinal, as competições no velho mundo se tornaram um verdadeiro Brasileirão: Marcos Senna (Espanha), Roger Guerreiro (Polônia)...

Escrito por Bruno Favoretto às 16:04
06/10/2008

VAN BASTEN, MITO SALVO PELO PASSADO E PELO CONSUMO

O lado bom de assistir um jogo chato como Ajax 2 x 0 Borac-SER, pela Copa Uefa, se chama Amsterdam Arena. Ainda dizem que alguns campos brasileiros podem fazer bonito no Mundial...

Embora extremamente moderno, o palco testemunha o retrocesso deste importante clube da Holanda, e do mundo, o Ajax, agora comandado por Marco van Basten. Digamos um futebol arcaico, que deixa de surpreender a todos.

Nada de Kanu, Kluivert, Davids. O destaque da equipe fica para os auxiliares de Marco, velhos conhecidos, comapanheiros nos bons tempos da Laranja: John van' t Schip e Rob Witschge.

Sobre o jogo, o que se viu foi um futebol pouco criativo, contaminado pelo clima gelado da capital. A apatia era tanta que o Ajax chegou a ser molestado pelos representantes do leste europeu, mas consegiu o primeiro gol aos 26 de segundo tempo, uma bala de Jeffrey Sarpong. Depois fez o segundo.

Mas o torcedor apoiou, segurou a bronca do treinador Van Basten, amparou o ex-atacante. Talvez tenha um motivo. Uma data importante a qual Marco teve papel crucial (muito abordada pela imprensa local em 2008).

A conquista da Euro 1988 continua sendo o cume do futebol laranja. E, Van Basten, o alpinista que fincou a bandeira, pois fez o tento que garantiu a conquista.

Para marcar os 20 anos do triunfo em cima da URSS, muitas solenidades ocorrem aqui pelos lados da Holanda.

E, como a galera curte um futebol (e o consome), uma camisa comemorativa aparece com destaque no centro da capital. Item de colecionador:



Escrito por Bruno Favoretto às 11:15
01/10/2008

O futebol contemporâneo

Estamos cansados de saber que o mundo globalizado atingiu o futebol. Podemos dizer que os clubes europeus despontaram como um novo nicho para o torcedor.

O cara torce, por exemplo, para o Cruzeiro, no Brasil, e para o Chelsea nas disputas da Champions League. Ou Liverpool, Manchester, Milan...

Como bem sabemos, o clube italiano de Berlusconi tem muitos torcedores ao redor do planeta. No derby de San Ciro, vi milanistas e interistas de muitas nacionalidades.

Um deles é o boa gente Tatsunori Kotaki, 20 anos, natural da capital japonesa.

'Tats', como ficou conhecido, é estudante de comércio exterior e trabalha em um hotel. Em sua terra natal, torce pelo Urawa Red Diamonds. Mas também é Milan.

Ele conta que se apaixounou pelo time rossonero depois de presenciar de dentro do campo a final do Mundial Interclubes de 2003, contra o Boca Juniors.

O garoto é pé quente, pois presenciou dois belos momentos em sua passagem pela bota: 4x1 na Lazio e 1x0 na Inter, quando tirei esta foto:



O verso da camisa dele tem o algarismo 8, de Gattuso, um dos preferidos.

Mas, para Tats, o maior mesmo é Paolo Maldini. 'Um profissional que joga 22 anos num clube. E bem. Isso o torna o maior'.

Uma coisa é certa: o futebol está mudando (um pouquinho, pelo menos).
Escrito por Bruno Favoretto às 12:15
29/09/2008

VOI MOURINHO, NOI RONALDINHO

Amigo do Planeta Blog, eu sei que estou ausente desde a terça-feira passada, mas é por um bom motivo: escrevo da capital da Lombardia, terra do bife à milanesa.

Ontem estive no derby Milan e Inter, em San Siro.

Foi uma das coisas mais legais que fiz em minha vida. A atmosfera do campo é maravilhosa (me desculpem o lugar-comum), de arrepiar.

Interistas e rossoneros convivem lado-a-lado com uma cordialidade de dar inveja.

Bom, foi uma noite de todos os atletas milanistas, até o Ambrosini jogou muito, mas principalmente de um tal de Dinho (como Ronaldo sulista é carinhosamente conhecido por aqui).

A ironia é que, antes da partida começar, me deparei com uma banca de souvenirs. Veja esta camiseta:



A roupa, destinada à torcida do Milan, preveu o desfecho do derby. Voi Moutinho, Noi Ronaldinho (Vocês Mourinho, Nós Ronaldinho). Explico.

O dentuço bailou como nos bons tempos, enquanto o Luxa lusitano perdeu o jogo, o duelo com Ancellotti e acabou mais cedo no chuveiro quentinho do Meazza.

Em tempo: esta semana contarei mais “causos” do derby à milanesa. Já quarta-feira estarei na capital holandesa, onde acompanharei a Copa da Uefa, Ajax x Borac (SER).
Escrito por Bruno Favoretto às 15:43
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13/10/2008
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