Pixotada
A Redação da PLACAR faz um apanhado do que há de melhor ligado ao futebol internet afora, com vÃdeos, imagens e curiosidades de todo tipo
Passos de formiga e sem vontade
O Corinthians terá um estádio. Então é bom que os rivais aproveitem os últimos anos de gozação, porque essa fraqueza tende a acabar com a arena a ser erguida em um terreno de Itaquera. Recentemente, o BNDES avisou que não aceita as garantias oferecidas pelo Corinthians e construtora Odebrecht para o empréstimo de 400 milhões de reais. Em virtude disso, o Governo Federal será avalista do clube.
O terreno de Itaquera tem, já, a marca de ser local da casa corintiana desde o comecinho dos anos 1980. O espaço foi cedido ao clube para que viabilizasse lá seu estádio. A empolgação foi tanta que o Corinthians convidou todo mundo para testemunhar o lançamento da pedra fundamental do estádio em cadeia nacional:
Por uma série de questões, desde a polÃtica interna à falta de recursos, a obra não foi adiante. Waldemar Pires, presidente do Corinthians na época, diz que o tal lançamento da pedra fundamental foi apenas uma jogada para não perder o terreno. Mas ninguém nunca desistiu da concessão do terreno, o que equivale a dizer que ninguém desistiu do estádio em si.
Em resumo, Itaquera já é local de construção do estádio do Corinthians desde 1983. São 28 anos para erguer o sonho da casa própria. A obra mais demorada do mundo! Desde o século passado! Quando as obras começaram, o mundo era dividido pela URSS e pelos Estados Unidos, o Brasil não tinha eleições livres para presidência, a seleção era apenas tricampeã do Mundo, nenhum time da capital paulista tinha conquistado a Libertadores… e muito mais.
A luta de Balotelli e o colete
Balotelli é um jogador “ame-o ou deixe-o”. Não encanta multidões com a fineza dentro de campo, mas arregimenta seu quinhão de fãs na medida em que sempre se mostra voluntarioso e raçudo. Isso mais ou menos define o genioso atacante italiano, que atualmente presta serviços ao Manchester City.
O que não se sabia das capacidades – ou falta delas – de Mario Balotelli é sua total propenção a não conseguir vestir coletes (!). No vÃdeo abaixo Balotelli simplesmente não consegue atinar com o procedimento de passar os braços pelas aberturas correspondentes e, pela maior, a cabeça. Tudo para alegria dos jornalistas ingleses:
A dura vida do Shakhtar
Enfrentar o Barcelona, em qualquer circunstância, está longe de ser o desejo maior de qualquer equipe que tencione vida longa na Champions League. O time de Messi voa em campo, dificilmente perde um jogo e mesmo quando perde, como no caso do confronto com o Arsenal, é capaz de reverter com certa facilidade o placar adverso do primeiro jogo no Camp Nou.
O pessoal do Shakhtar Donetsk, um tipo de Boca Juniors da Ucrânia, sabe disso. E depois da empolgante e inédita classificação à s quartas de final da Liga dos Campeões esperavam encontrar pelo caminho uma equipe mais fraca, de menor tradição. Talvez o Schalke 04 ou o Tottenham… times mais parelhos à zebra que veste laranja e vem do frio do leste europeu.
Mas o sorteio virou “azareio” para o pessoal do leste. Ao conhecerem seu destino, enfrentar o poderosÃssimo time catalão nas quartas, mesmo em frente à s câmeras, os jogadores do time de Kiev deram vazão a seu desapontamento, manifestando claramente que o técnico romeno Mircea Lucescu terá muito trabalho para dar motivação ao seu desenganado grupo de jogadores:
http://www.youtube.com/watch?v=iJT_2C9FFvQ
Torcida ganha jogo?
A discussão é interminável e, no fim das contas, todo mundo chega à conclusão de que pode ser que sim ou pode ser que não.
Mostrando algumas possibilidades de se vencer uma partida no grito e na participação do torcedor, a Budweiser criou este comercial:
Elizabeth Lambert: preparada para matar
Ela não perdoa ninguém. Elizabeth come abelhas porque mel é coisa de zagueirinho técnico. Elizabeth passa testosterona em pão mofado e com a peixeira enferrujada. Não há dividida perdida, toda bola é disputada com muito mais coração do que lealdade e técnica, ela é garra, dedicação, daquelas que põe o coração na chuteira e aceita o desafio de ter que suar sangue por uma vitória e destruir e aniquilar completamente quem estiver pela frente. Ela é Elizabeth Lambert, A Zagueira:
Ela é jogadora do New Mexico Lobos – em libérrima e até aqui não contestada tradução, Lobos do Novo México, embora se desconheça grande população dessa qualidade de lapinos em um lugar tão árido como este estado norte-americano. Mas o que conta, para além do nome do time, são as habilidades, ou falta delas, da nobre e não tão desportiva zagueira. É difÃcil, inclusive, chamá-la de zagueira. Deveriam criar uma nova posição só para Elizabeth. Algo como tanque de guerra, cruzador de batalha, encouraçado. Todos aparatos militares que ressaltam o estilo belicoso da camisa 15 do time norte-americano.
Elizabeth Lambert evoca o futebol catimbado e violento de não muito grata memória para muita canela e joelho desse Brasil. A modalidade era incentivada e levada à cabo pelos vizinhos argentinos e uruguaios, onde se considera a perda de uma dividida uma grande vergonha.
O New York Times fez uma matéria mostrando que violência no esporte não respeita gêneros. Que para cada Materezzi há uma Elizabeth Lambert equivalente. A questão, ao menos nesse caso, foi que ao ser confrontada com imagens de seus modos em campo – ou falta deles – Elizabeth reagiu (na foto acima) dizendo-se incrédula: “Essa não sou eu”. Não se colheu, ainda, do lado de lá, declaração de arrependimento de Materazzi. Nem de Felipe Melo, a propósito.
Hoje mesmo os maiores representantes do futebol violento empalidecem e parecem mansos cordeirinhos correndo atrás da bola pelos gramados quando são postos lado a lado com Elizabeth Lambert, A Zagueira.





